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Foz do Arelho

“Invasão” de alforrecas deixa praia da Lagoa com bandeira vermelha

Francisco Gomes (texto) Rui Mendes (fotos)

EXCLUSIVO

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A praia da lagoa na Foz do Arelho esteve no passado domingo com bandeira vermelha (interdita a banhos e entrada na água) devido a uma "invasão" de alforrecas.
As alforrecas que estavam na água

De acordo com o relato de banhistas, estava uma bela manhã de praia na Foz, quando de repente foi dada ordem para sair da água por causa das alforrecas, tendo sido hasteada bandeira vermelha, que permaneceu ao longo do dia.

Os banhistas foram informados pelos nadadores-salvadores para respeitarem a bandeira vermelha, mas algumas pessoas demoraram a cumprir as orientações, levando os nadadores a estarem constantemente a dizer para saírem da água.

Segundo a Autoridade Marítima Nacional, as alforrecas “são animais gelatinosos que vivem no mar e podem ter diferentes tamanhos, formas e cores”. Os tentáculos destes animais libertam “um líquido, potencialmente urticante e perigoso” que serve para paralisar pequenos animais, dos quais se alimentam, ou como mecanismo de defesa.

Assim, o contacto com uma alforreca “pode produzir irritação na pele e até queimaduras ou outras reações graves e prejudiciais”.

Se tal acontecer, não se deve esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno, não usar água doce, álcool ou amónia, e não colocar ligaduras.

Deve-se lavar com cuidado com a própria água do mar, retirar com cuidado os tentáculos da alforreca (caso tenham ficado agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar.

Se possível, aplicar bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar, aplicar frio (água do mar gelada ou bolsas de gelo) no local atingido para aliviar a dor (o gelo não pode ser aplicado diretamente na pele, deve ser enrolado num pano), tomar um analgésico para aliviar a dor, e aplicar uma camada fina de pomada própria para queimaduras.

A caravela-portuguesa, outra espécie perigosa, que há dias terá sido avistada na zona da Gamboa, em Peniche, também tem um “flutuador cilíndrico, azul-arroxeado, cheio de gás e o seu veneno é muito perigoso”.

A picada da caravela-portuguesa provoca “dor forte e sensação de queimadura (calor/ardor) no local e ainda irritação, vermelhidão, inchaço e comichão”.

Quando os banhistas avistarem estes tipos de animais devem afastar-se, evitando o contacto. Se sentirem uma picada, devem sair rapidamente da água, dirigindo-se de imediato ao nadador-salvador.

Em pessoas mais sensíveis pode também provocar “falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios”. Nestes casos, a vítima deve ser encaminhada “de imediato para serviço de urgência”.

Os procedimentos em caso de contacto com caravela-portuguesa são semelhantes, podendo-se aplicar vinagre no local atingido, bandas quentes ou água quente para aliviar a dor. O melhor mesmo é consultar assistência médica o mais rapidamente possível.

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