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Festival do Vinho e Feira da Pera Rocha com novidades este ano

Mariana Martinho / Diogo Casimiro
16 de Agosto, 2018
Termina nesta quarta-feira, 15 de agosto, o 35º Festival do Vinho Português e da 25ª Feira Nacional da Pera Rocha, na Mata Municipal do Bombarral.
Antes da inauguração, a comitiva foi convidada assistir a uma pequena encenação teatral

O certame dá a conhecer o que de melhor se produz nestes “dois setores económicos do concelho”, proporcionando aos visitantes o contacto com várias empresas e entidades ligadas ao setor agrícola, bem como a oportunidade de se deliciar com os sabores da doçaria e da gastronomia regional.

Este ano o certame sofreu algumas alterações, pois renovou o designado “Espaço Pera Rocha”, local onde junta os produtores deste produto único, e requalificou o “Pombal”.

Devido ao calor prevê-se que este ano haja uma quebra na produção entre os 10 e os 25%.

Com o mote de recuperar a identidade histórica que caracteriza este certame, as mudanças fizeram-se sentir logo à chegada com um pórtico que representa as tabernas antigas e as fruteiras. Nesse espaço, os visitantes foram convidados a recordar um dos mais brilhantes atores portugueses, Vasco Santana, que ganhou vida por intermédio do seu sobrinho-neto, o ator e fadista Jorge Ferreira.

Entre brancos, tintos e rosés, espumantes, licorosos e aguardentes, estavam patentes nas ruas da Mata Municipal do Bombarral vários produtores de vinhos regionais, os maiores e os mais pequenos, que deram a provar as suas propostas aos visitantes que apresentassem o copo oficial da feira. Além do vinho também houve um “Espaço Gourmet”, onde diariamente decorreram show cookings com predominância da utilização de pera rocha e aromatizações com vinhos da região.

Não há muita pera deste ano para mostrar, uma vez que a colheita ainda não começou. No entanto, o festival tem uma parte da feira, o “Espaço Pera Rocha”, só dedicada aos produtores do fruto, e além disso ao longo da Mata há a apresentação de produtos derivados da rainha da fruticultura portuguesa.

A feira contou com animação todos os dias no novo palco, “Palco Melro”, onde juntou alguns dos grandes nomes da música portuguesa da actualidade, como foi o caso de Marco Rodrigues, Fernando Daniel e dos Amor Electro.

No dia da abertura do certame, o presidente da Câmara Municipal do Bombarral, Ricardo Fernandes, sublinhou que “este evento constitui um marco muito importante na vida bombarralense” e ainda é a “prova da força produtiva destes dois setores económicos no concelho”.

Em relação à reformulação do “Espaço Pera Rocha”, explicou que a “pera constitui o nosso grande motor económico e por isso renovamos o espaço”. Além dessa novidade, “decidimos recuperar o pombal”, que foi “testemunha de muitas aventuras no passado e deu a provar a antigos produtores grande parte da sua qualidade ao longo de vários certames”.

Igualmente a vereadora da cultura, Patrícia Pereira de Paula, referiu que este espaço, que esteve fechado durante alguns anos “foi todo pintado e arranjado especialmente para este evento”.

De acordo com a autarca, pretende ser “um espaço que seja visitado por todos durante o certame”. Lá dentro estão os vinhos premiados e catalogados por anos.

Além desta novidade, Patrícia Pereira de Paula referiu que este ano “conseguimos juntar as fruteiras do concelho e não só, no mesmo espaço”, bem como “criar uma zona de animação para descentralizar as multidões, que se concentravam especialmente nas zonas de vinho”.

Também presente esteve a diretora Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elizete Jardim, que destacou que este tipo de iniciativas são “sempre muito boas”. Além de dar a conhecer a produção às pessoas, também fazem reviver estes espaços municipais.

Nesse sentido, “casar aqui a pera com o vinho é de louvar, pois são dois ex-libris deste concelho, que produz e vende 60% das vinhas mães e muito valor económico e transmissão do potencial da região”. Aproveitou ainda para alertar para a necessidade dos produtores “fazerem seguros, pois é a única forma preventiva para este tipo de situações”, referindo-se ao escaldão que afetou os pomares e vinhas.

“Queda de produção na ordem dos 10% ou 15%”

Apesar de se prever que a campanha comece “lá para meados do dia 27”, este ano a produção da pera rocha será “semelhante ao ano passado”, com alguns concelhos a produzirem “um bocadinho menos”, como é o caso do Bombarral.

De acordo com João Alves, um dos produtores e sócios do Centro de Produção e Comercialização Hortofrutícola (CPF) “as alterações climáticas que sentiram-se nos últimos dias afetam seguramente a produção, trazendo alguns problemas graves de escaldão para o fruto”. Aliás “já se previa uma queda de produção na ordem dos 10% ou 15% devido às baixas temperaturas na primavera”, mas a situação agravou-se com as altas temperaturas que assolaram o país no final da semana passada e que poderão provocar “quebras em determinadas regiões muito significativas, acima dos 30%”.

Mas mesmo assim sublinhou que “a produção de pera este ano em termos qualitativos, no que diz respeito ao açúcar, está excelente”, bem como no que diz respeito às doenças também está “muito limpa”.

Para o certame, o produtor já trouxe algumas das peras desta campanha, mas mesmo assim “não é aquela quantidade que gostaríamos devido ao atraso da colheita”.

No setor do vinho, segundo o presidente da direção da Adega Corporativa da Vermelha, Rui Soares, também se “prevê uma produção um pouco menor” relativamente ao ano passado, com quedas “acentuadas entre 20 % a 35%”, conforme os locais. Contudo, referiu que “depende das castas, visto que algumas são mais sensíveis ao calor do que outras”.

Segundo o responsável, as “altas temperaturas sentidas nos últimos dias fizeram com que fosse catastrófico para as nossas vinhas”, o que “afetará seguramente um pouco a produção” mas “não a qualidade dos vinhos e vinificação dos mesmos”. Mas mesmo assim alertou que “a produção de vinho em algumas castas poderá estar comprometida”.

Esta situação acarreta “custos de produção elevadíssimos”, que “esperamos que os seguros e as entidades responsáveis possam tentar resolver”.

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