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Água é o tema do Mercado Medieval de Óbidos

Marlene Sousa

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Na Idade Média, nas zonas urbanas, não havendo saneamento, era habitual o povo lançar à rua as águas sujas das suas casas. Para evitar que algum distraído viesse tomar um “banho” indesejado, havia regra de antes de lançar as águas à rua, gritar alto e em bom som: “Água vai”.
O cortejo passa nas ruas de Óbidos nos dias do evento pelas 18h30

O Mercado Medieval na vila de Óbidos, que abriu na quinta-feira, tem em todo o recinto vários painéis sobre a utilização e usos da água nos tempos medievais.

Esta edição do Mercado Medieval associa-se às comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, tendo como tema a água.

Reconhecida, já na idade média, como “essencial à vida”, a água está na base da cenografia e da animação do mercado que, segundo a autarquia, coloca em destaque as suas várias vertentes, como “fonte de superstição e do medo, de fertilidade e do imaginário, elemento fundamental na paisagem e bem constante em afazeres comuns”.

Quinze tasquinhas dinamizadas por associações do concelho são responsáveis pela oferta de restauração no recinto, onde se podem encontrar várias iguarias como porco no espeto, espetadas, grelhada mista, frango assado, pão com chouriço, bacalhau com migas, sopa de peixe, amêijoas, moelinhas, e muito mais. A garantir o funcionamento do espaço estão diariamente dezenas de voluntários das associações, trajados a rigor.

Podem-se encontrar igualmente bancas de vendas de produtos medievais, avistar trovadores, danças antigas e momices, conhecer ofícios e mesteres e assistir a torneios de armas e cavaleiros.

Vera Santos reside em Lisboa, mas os seus avós têm casa em Salir do Porto e todos os anos na altura da Mercado Medieval vem passar o fim de semana com amigos para poderem ir divertir-se no evento da idade média. De todas as iniciativas de Óbidos, é o Mercado Medieval que gosta mais. No entanto, considera que já era tempo de “fazer algo diferente porque já se torna um pouco repetitivo”.

Já Gustavo Oleastro, das Caldas, considera que a Feira Medieval deve continuar a apostar em “manter a qualidade de sempre, em termos dos espetáculos, animação de rua, atividades e toda a dinâmica a que o público que a visita se habituou”. “Sinceramente não sei como poderia melhorar porque o que existe é de grande qualidade”, apontou, considerando que se poderá “investir numa estratégia de responsabilidade social, dando oportunidade a que famílias carenciadas possam conhecer este evento a custo zero e possam usufruir lá de uma refeição, de forma a poderem experienciar e disfrutar do evento como tantos outros milhares de pessoas o fazem”.

“Seria uma excelente iniciativa, para começar a expandir essa vertente e inovando todos anos a esse respeito. Considero que o preço dos bilhetes é elevadíssimo porque quem vai acaba por lá gastar em alimentação”, adiantou.

O Mercado Medieval de Óbidos mantém, mais uma vez, a entrada gratuita para crianças até aos onze anos e os bilhetes a sete euros para os restantes visitantes ou a cinco euros para os trajados à época.

O evento estará aberto de quinta-feira a domingo, até ao dia 5 de agosto.

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