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Deputado do PCP reunido com pescadores e mariscadores da Lagoa e com utentes da Linha do Oeste

Marlene Sousa

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A “Estação Elevatória do Nadadouro, que tem a bomba avariada há mais de um mês, provocando descargas poluentes para a Lagoa” levou a Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos “a fazer uma denúncia à GNR das Caldas”.
O deputado do PCP na Assembleia da República ouviu as preocupações dos mariscadores e pescadores da Lagoa

A queixa foi comunicada ao deputado do PCP na Assembleia da República, Bruno Dias, e a elementos locais do partido, que se reuniram com os pescadores e mariscadores da Lagoa para ouvir as suas preocupações.

O deputado comunista reuniu-se também com elementos da Comissão de Utentes da Linha do Oeste devido à possível decisão da CP de suprimir as ligações inter-regionais diretas, entre Caldas e Coimbra a partir de 1 de junho.

Expressou a sua frontal oposição a tal decisão que, a ser concretizada, representaria um “grave passo do sentido de degradação da Linha do Oeste”.

Cerca de trinta mariscadores e pescadores da Lagoa de Óbidos reuniram-se na segunda-feira com o deputado do PCP na Assembleia da República, Bruno Dias, e elementos da CDUdasCaldas,relatando as suas preocupações com a forma que irá decorrer a segunda fase de dragagens da Lagoa de Óbidos, que está prevista para arrancar em outubro deste ano. Os queixosos temem que a areia no fundo da lagoa que irá ser dragada poderá estar poluída e alastrar-se para o corpo da lagoa, contaminando as águas e o peixe, pondo em causa a pesca e o seu sustento.

Os mariscadores e pescadores denunciaram ainda ao deputado que recentemente houve descargas poluentes para a Lagoa.

Diogo Franco, representante da Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos, disse que chamou na passada quinta-feira a GNR, a quem fez duas denúncias. Uma foi sobre a descarga no rio da Cal (Barrosa) e a outra sobre a bomba da ETAR do Nadadouro estar avariada e o tubo escoar água da estação elevatória para o rio que vai desaguar na Lagoa. “Prejudica o nosso trabalho porque cada vez que fazem a análise à água e os resultados não estiverem em conformidade somos proibidos de trabalhar”, apontou Diogo Franco, acrescentando que estão a “correr o risco de ficar interditos de apanhar marisco” como no ano passado, em que tiveram “nove meses com grande parte do marisco proibido de apanhar”.

O pescador José Duarte disse que antes de deslocar ao encontro passou pela Estação Elevatóriado Nadadouro e verificou que a bomba continua avariada e que está estragada há cerca de um mês e que água está a correr para o rio que vai ter à Lagoa. Revelou que estiveram no local agentes da GNR a registarem a ocorrência.

O pescador criticou o presidente da Câmara das Caldas que “gasta dinheiro em festas e depois não tem verba para comprar a bomba, poluindo ainda mais a água”. “Por causa destas situações é que de vez em quando somos proibidos de apanhar marisco, o que nos prejudica bastante”, sublinhou.

Os pescadores e mariscadores presentes no encontro transmitiram ainda ao deputado comunista uma grande preocupação relativamente aos impactos negativos na sua atividade em resultado das dragagens de 2015, em que os “ecossistemas não tiveram a regeneração que seria necessária após aquela intervenção realizada” e que “provocou que todos os pescadores e mariscadores vão para o mesmo lado da Lagoa para pescar”.

O deputado do PCP expressou aos mariscadores e pescadores a “falta de diálogo com a comunidade local” nas “intervenções que têm vindo a ser programadas e desenvolvidas em relação à Lagoa”. “Estou aqui para ouvir as preocupações e conhecer a experiência e o seu testemunho, para que as intervenções não se traduzam no aniquilar do trabalho e ganha pão destes pescadores e mariscadores”, disse Bruno Dias.

Bruno Dias disse que os pescadores e mariscadores presentes transmitiram-lhe uma grande preocupação “relativamente aos impactos das dragagens de 2015, em que os ecossistemas não tiveram a regeneração que seria necessária”.

O deputado comunista referiu que tem acompanhado de perto a questão da Lagoa e que neste momento partilha da preocupação dos testemunhos que “nos foram transmitidos sobre a contaminação da Lagoa e da necessidade de proteger este ecossistema, mas também da forma como sejam planeadas as próximas intervenções da Lagoa”.

Apesar do projeto da segunda fase das dragagens da Lagoa de Óbidos estar concluído e visar a retirada de mais 750 mil metros cúbicos de areia, o deputado do PCP defendeu que “não haja intervenções que não sejam bem pensadas e estruturadas”.

Quanto à avaria da bomba da Estação Elevatória do Nadadouro, Bruno Dias disse que “os elementos do partido a nível local irão levar o assunto à Assembleia Municipal”. No entanto, pretende questionar o Ministério do ambiente sobre o “acompanhamento e fiscalização que é feita sobre essas questões”, garantindo que “é uma preocupação que não vai cair em saco roto”.

PCP luta contra decisão da CP de suprimir comboios inter-regionais

Perante a possível decisão da CP de suprimir as ligações inter-regionais diretas, entre Caldas da Rainha e Coimbra já a partir de 1 de junho, o deputado do PCP na Assembleia da República reuniu-se na segunda de manhã com elementos da Comissão de Defesa da Linha do Oeste.

Bruno Dias revelou que vai levar o problema à Assembleia da República, expressando a sua frontal oposição a tal decisão, que a ser concretizada “representaria um grave passo no sentido de degradação da Linha do Oeste”.

O deputado comunista comunicou ainda que vai defender na Assembleia da República mais comboios a circular e mais horários.

O PCP considera que “o plano de eletrificação e automatização da Linha, entre Meleças e Caldas da Rainha, que o Governo afirma pretender concretizar até ao início da década vinte, é insuficiente e requer uma atualização para abranger todo o troço ferroviário entre Meleças e Louriçal, devendo ser associado à urgente aquisição de novas composições a diesel que garantam na íntegra as potencialidades da exploração da Linha do Oeste”.

O PCP entregou na segunda-feira uma pergunta pedindo ao Governo “explicações sobre a intenção da CP e questionando que medidas pretende tomar para que tal supressão não se verifique e para que defenda e reforce o serviço ferroviário na Linha do Oeste”.

Manuel Rodrigues, da Comissão de Defesa da Linha do Oeste, revelou que foi entregue na segunda-feira uma petição ao vice presidente da Assembleia da República com 6400 assinaturas pedindo a modernização da Linha do Oeste e aquisição de material circulante indispensável ao bom funcionamento do transporte de passageiros.

Nesta quarta-feira, 30 de maio, das 10h30 às 12h30 e das 18h30 às 19h30, a comissão vai estar junto à estação das Caldas para uma ação de informação ao público sobre o ponto da situação.

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