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Olhar JSD

‘Portugal Rural’

Luís Gomes, Vice-presidente JSD Caldas da Rainha

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Em Portugal, verificamos diariamente que o interior está a ficar mais despovoado, os seus territórios de baixa densidade são uma dura realidade, por consequência, a população está cada vez mais envelhecida. Deste modo, surgem problemas de sustentabilidade destes territórios, podendo assim dividir o país em dois: Portugal Litoral e Portugal Rural.

O ‘Portugal Rural’ assiste a um cada vez mais acentuado e preocupante despovoamento, com as suas áreas produtivas em queda abrupta, com perda notória de população e de massa critica e com um cenário de abandono inquietante. O nosso território é, por isso, assimétrico e a nossa população não tem acesso às oportunidades de forma igual.

Mas se esta falta de oportunidades afeta em particular as populações destes territórios, sentem-se de uma forma redobrada essa intensidade na faixa dos mais jovens. Ser jovem com perspectiva de vida nestes territórios será certamente mais difícil.

Sabendo que as juventudes partidárias não vão muito ao encontro das preocupações dos jovens em toda a sua plenitude, pois estas acabam por ficar pelas políticas de juventude e educação. Assim surge o repto para tentar que estas cheguem um pouco mais além das áreas temáticas já muito debatidas e começar a explorar os problemas dos futuros jovens, pois esses serão os anciões de amanhã.

Está na hora das agendas políticas das juventudes partidárias comecem a debater temas para todos e para toda a juventude. Pois tem deixar de ser «Tabu» tratar de certos temas que não são tão apelativos nem simpáticos. Mas a coragem de debate-los tem de surgir e tem de se fazer algo, pois se não for feito, daqui a um conjunto de anos, o nosso país esta despovoado nas freguesias rurais. Perdendo assim todo o seu encanto, perdendo a maquina produtiva do sector primário, ficando assim um país mais pobre e sem futuro.

Este desequilíbrio nota-se por todos, e principalmente pelos mais jovens, pois em contrapartida, no ‘Portugal litoral’ encontramos uma crescente dificuldade de acesso ao arrendamento, onde os preços são especulativos e insuportáveis para quem começa uma carreira. O êxodo para as cidades tem tornado o país divido em duas velocidades. Por um lado, temos um país despovoado, sem esperança e envelhecido onde não existem grandes incentivos a continuar por lá, por outro lado existe um país especulativo e que absorve os rendimentos para conseguir habitar, que esvaziam as famílias e as inibe de acrescentar o seu agregado por não existirem rendimentos suficientes para sua sustentabilidade.

Deste modo terá algo de ser feito. Tais como: políticas de habitação jovem nas freguesias rurais, incentivos ao emprego nesses territórios mais desfavorecidos, incentivos à economia primária por jovens empresários.

Estes são apenas alguns exemplos, mas se pouco a pouco se conseguir implementar algumas destas ideias, e tornar o rural mais apetecível para os jovens, temos garantia que no futuro estes territórios estarão conservados e desenvolvidos, podendo assim ser a maior arma do nosso país. Tal como um país que não assente na produtividade nunca poderá ser sustentável.

Tem de ser debatido o futuro. Os jovens de hoje são os homens de amanhã.

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