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“Gato Assanhado” e “Banco com Caracol” de Bordallo Pinheiro animam rua de Lisboa

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Uma réplica gigante do icónico “Gato Assanhado” de Bordallo Pinheiro viajou à “boleia” das Caldas da Rainha, a bordo da carrinha vintage da coleção Sardinha by Bordallo, e instalou-se na Praça de Londres, junto à Avenida Guerra Junqueiro, em Lisboa. Esta peça de arte pública, com cerca de dois metros de altura, e um banco de jardim revestido a azulejos Arte Nova, ao lado do qual foi instalado um caracol gigante, foram oferecidos à freguesia do Areeiro, em Lisboa, pela marca centenária de faianças fundada em 1884 nas Caldas da Rainha por Raphael Bordallo Pinheiro.
“Gato Assanhado”

A inauguração das duas peças de arte pública com o selo “Arte Bordallo” – reservado a modelos concebidos por Raphael Bordallo Pinheiro e pelo seu filho, Manuel Gustavo Bordallo Pinheiro – realizou-se no passado dia 26, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e do presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Fernando Braamcamp. As peças gigantes, produzidas pelas Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro, vão dar um colorido especial a uma das mais movimentadas artérias comerciais da cidade de Lisboa, onde também se localiza a loja de Lisboa da Bordallo Pinheiro, surpreendendo lojistas, moradores e transeuntes.

Com uma adoração especial por gatos, Raphael Bordallo Pinheiro chegou a confessar ter sido gato noutra encarnação, numa história publicada no jornal “António Maria”. Raphael, que tinha como sonho fazer da Praça do Comércio, em Lisboa, uma réplica da Praça de São Marcos, em Veneza, substituindo os pombos por gatos, imortalizou os seus gatos de estimação – o Gato preto Pires, de temperamento volátil, imortalizado na escultura do “Gato Assanhado”, e a elegante Gata branca Pili – em desenhos satíricos e de inspiração naturalista, e, também, em peças escultóricas de cerâmica produzidas na sua fábrica das Caldas da Rainha.

Com esta inauguração, presta-se homenagem ao génio e ao legado cada vez mais internacional do visionário lisboeta que foi Bordallo Pinheiro.

A Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha foi fundada em 1884 com o propósito de revitalizar as artes tradicionais da cerâmica, cruzando-as com a modernidade de diversos estilos que anunciavam o futuro e com a originalidade e irreverência do seu criador, Raphael Bordallo Pinheiro. Assim nascia a produção em série de peças indissociáveis, até hoje, do nosso imaginário, plenas de criatividade e humor, marcadas pela consciência social e pela transgressão das ideias feitas.

A aquisição da empresa por parte da Visabeira Indústria, em 2009, resgatou esta herança de enorme valor, assegurando a continuidade de uma empresa de destacada notoriedade artística que se confunde com o património cultural nacional.

Utilizando ainda grande parte das técnicas centenárias na reprodução dos modelos, a fábrica prossegue hoje a recuperação do riquíssimo e vastíssimo legado bordalliano e, animada pelo mesmo espírito pioneiro que lhe deu origem, cria produtos contemporâneos, reforçando a sua ligação aos artistas de renome da actualidade e alicerçando o seu prestígio nos diversos mercados em que marca presença.

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