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É possível e é barato erradicar a fome

Francisco Martins da Silva

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0,5% do PIB! Segundo José Graziano da Silva, director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), erradicar a fome custará meio por cento do PIB. Uma ninharia, portanto. O director-geral da FAO afirmou-o peremptoriamente durante a reunião de alto nível da Comunidade dos Países de Expressão Portuguesa (CPLP), que se realizou em Lisboa entre 5 e 7 de Fevereiro, e em recente entrevista ao semanário Expresso. Esta estimativa, 05% do PIB, baseia-se no custo da implantação do programa Fome Zero no Brasil, do qual José Graziano foi responsável.

Ora, porque não se acaba com a fome no mundo? Actualmente, há no mundo alimentos a mais. Nos países ditos desenvolvidos, nas suas cadeias de produção e distribuição, nos seus hipermercados e restaurantes, o desperdício é gritante. Por haver alimentos a mais, e também porque se come mal, claro, há até uma epidemia de obesidade.

A fome grassa nos países em guerra, alguns em guerra civil, como o Sudão do Sul, a República Centro-Africana ou o Iémen, em países afectados por secas prolongadas, como a Somália, a Nigéria ou o Quénia, e nas bolsas de pobreza extrema de países em desenvolvimento e em países com grandes desigualdades sociais. Morre-se de fome e de doenças resultantes da má-nutrição nestes sítios não por escassez de alimentos mas porque os alimentos não chegam a estas populações. Nestas regiões, há fome porque os governos não vêem como prioridade gastar o tal meio por cento do PIB a comprar os alimentos necessários e a distribuí-los a quem precisa, ou porque há quem, deliberadamente, impede que os alimentos sejam distribuídos. Repare-se que, segundo a FAO, não é necessário produzir mais alimentos. O tal meio por cento do PIB seria gasto apenas a comprar e a distribuir os alimentos que há a mais.

A prioridade dos governos nunca é, verdadeiramente, o bem-estar das populações, a não ser by serendipity. Só por rara feliz coincidência resulta da acção de um governo, que visa antes de tudo a sua reeleição, alguma real vantagem para a população. Mesmo a ONU, que tem como razão de ser a cooperação e a paz no mundo, esgota a sua energia em formalidades mediáticas como a assinatura de acordos de cessar fogo que não evitam que se continuem a massacrar inocentes, ou a reduzi-los à extrema penúria, como se viu recentemente em Ghouta. O próprio director-geral da FAO declara-se mais preocupado com a obesidade do que com a fome. Até para a FAO, a fome não é, afinal, uma prioridade. É sempre mais importante o bem-estar dos que têm demasiado do que o sofrimento dos que nada têm.

Porque não se acaba então com a fome que martiriza actualmente, segundo a FAO, 815 milhões de seres humanos de dezanove países, devido a crises prolongadas quer de origem climática quer por conflitos armados? Simplesmente por falta de “vontade política”, ou seja, porque não.

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