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Encontro muito fraterno de homenagem a Amado da Silva

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Chamo-lhe assim, porque na noite de 24 de Novembro a Cooperativa de Serviços Técnicos e Conhecimento, C.R.L. (COOPSTECO) conseguiu juntar 150 pessoas à volta de uma ideia: lembrar como pessoa altruísta e solidária Amado da Silva, assim como o precioso valor do trabalho que deixou. Congratulamo-nos também com o facto de termos conseguido juntar numa única noite, a família, os amigos, muitos técnicos e agricultores.
Parte da assistência na homenagem

Abrimos a sessão evocativa da melhor forma possível com as palavras do presidente do Município de Óbidos, Humberto Marques, que com ele trabalhou e conviveu durante bastante tempo cimentando uma sólida amizade. Da sua intervenção entre outras coisas, eu realço a imagem transmitida da sua evolução como Homem (com “H” grande), que eu classificaria como de uma evolução mais holística, menos conhecida, quiçá a mais importante, que marcou profundamente os últimos anos da sua vida.

Alberto Santos e Rogério de Castro lembraram-no também de uma forma emocionada, pelo seu valioso contributo no desenvolvimento de técnicas de agricultura biológica e biodinâmica na Quinta de Silvares.

Ana Cristina Rodrigues presenteou-nos com uma apresentação sobre a maçã Casa Nova de Alcobaça de onde destaco: “Em 1997, o Eng.º Amado da Silva obteve 20 híbridos, por cruzamento entre a variedade Casa Nova de Alcobaça e uma variedade francesa com características de reconhecido interesse. Estes híbridos foram plantados em 1999 no pomar do fruticultor António Dias Martins. As primeiras maçãs de alguns dos híbridos surgiram em 2002, tendo sido feitas observações das características agronómicas, assim como provas sensoriais”.

Posteriormente foram seleccionados cinco híbridos, enxertados em dois porta enxertos e plantados no pomar de Selma Martins. A COOPSTECO procura dar continuidade a este trabalho.

Das intervenções de Rui de Sousa e Paulo Monteiro sobre a pera rocha realço o seguinte: “Amado da Silva no seu contacto técnico com os produtores de pera Rocha sinalizou várias pereiras ou ramos de pereiras que tinham comportamento diferente do normal. Em 1988 e 1989 recolheu material dessas pereiras para enxertia e instalou na Quinta de S. João um campo de observação de clones de pereira ‘Rocha’ com 72 proveniências diferentes em três porta-enxerto. Algumas destas pereiras revelaram-se interessantes e foram divulgadas aos produtores, nomeadamente o clone T e o clone 307. Este importante trabalho é notório na produção actual de pera Rocha”.

E Rui de Sousa terminou a sua intervenção afirmando: “Estes trabalhos só foram possíveis devido ao trabalho incansável e irreverente do eng.º Amado da Silva, continuando assim a contribuir para a melhoria da produção de pera Rocha”.

Para o encerramento da sessão estava prevista a contribuição de um representante da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura. Miguel Freitas não pôde estar presente, mas deixou a Délia Fialho a comunicação que transcrevo:

“Na impossibilidade de estar presente quero deixar uma mensagem a todos. Em primeiro lugar, de amizade – não me esqueço que foi entre vós, nesta região, com a pêra rocha a tiracolo, a correr mundo, que me fiz técnico. E, claro está, foi no campo com homens como o Eng. Amado da Silva que aprendi a amar a minha profissão. Com aqueles olhos vivos, sorriso irónico, palavra sibilina, e saber acumulado Amado da Silva foi um mestre, um cuidador da causa pública, um homem de missão do princípio ao fim. Que saudade tenho de homens assim que já nos vão faltando. Cujo único interesse era só dar. Sem esperar nada em troca. Apenas respeito. Neste dia de homenagem deixo-lhe o meu reconhecimento por tudo aquilo que me deu. A todos um abraço”.

A terminar, honrou-nos a presença e a comunicação de Tinta Ferreira, presidente do Município de Caldas da Rainha, que realçou o papel importante da pera rocha e da fruticultura em geral na economia do oeste, e por consequência do trabalho desenvolvido por Amado da Silva.

Carlos Mendonça

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