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Obra não teve comparticipação da Administração Central

Lar de Alvorninha custou mais de um milhão de euros e foi inaugurado

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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A população da freguesia de Alvorninha juntou-se na tarde do passado domingo para comemorar a “concretização de um sonho” e “um motivo de orgulho”, segundo garantiu o presidente da Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha (ADSFA), Arcelino Martins.
Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha inaugurou Lar

Foi inaugurado formalmente o Lar de Idosos de Alvorninha, uma valência muito necessária àquela freguesia rural.O novo equipamento de excelência de apoio à terceira idade, com 18 quartos e capacidade para 34 utentes, entrará em funcionamento a 1 de dezembro deste ano.

Atualmente a associação presta os serviços de apoio domiciliário com 55 utentes, tendo 22 no centro de dia. Com a nova valência passará a dar apoio a mais de uma centena de idosos.

A ADSFA assegura também o transporte das crianças que frequentam o pré-escolar (jardim de infância) para o centro escolar, assim como a confeção das refeições do centro escolar e o respetivo acompanhamento.

Atualmente trabalham na associação 25 pessoas e com a abertura do lar a direção prevê que o número de funcionários aumente para 40.

O lar implicou um investimento de 923.414 mil euros (mais IVA) nas obras e outros 100 mil no equipamento. A Câmara das Caldas comparticipou com 35%, até 400 mil euros, e a Junta de Freguesia de Alvorninha apoiou com uma verba de 30 mil euros.

A população da freguesia de Alvorninha nos peditórios contribuiu com 24.282 mil euros.

As mobílias dos quartos e de outras zonas do lar, como sala de estar, refeições e lavandaria foram apadrinhadas por 14 firmas e particulares, no valor total de cerca de 35 mil euros, cujos nomes se encontram em placas junto dos mesmos espaços.

“Mas como a verba era insuficiente a ADSFA teve de contrair um empréstimo de 700 mil euros na Caixa de Crédito Agrícola que a associação tem de pagar nos próximos 16 anos”, disse Arcelino Martins, lamentando que para a obra não tenham tido “ajuda do governo central nem apoio comunitários”. “Temos cumprido com todos os pagamentos e se até aqui não foi fácil, provavelmente, vai passar a ser mais difícil”, sublinhou o presidente da associação, acrescentando que daqui em diante “teremos de pagar ao banco, funcionários, fornecedores e todas as outras despesas, como combustíveis, eletricidade, seguros, entre outros”. Espera que “alguém lá do alto se lembre de nós, pois todos os colaboradores precisam de receber”, adiantou.

O novo lar de Alvorninha não temcomparticipação da Segurança Social. Na altura da candidatura a concurso público, o equipamento como estava ainda em obras, não tinha a licença de utilização e não foi possível concorrer. Agora só poderão fazer a candidatura no próximo ano.

Para Susana Costa, diretora técnica, o fato de não terem o acordo de cooperação com a Segurança Social vai agravar as dificuldades financeiras, porque vão ter que avançar com mensalidades mais baixas. “Na grande maioria das instituições que tem a comparticipação da Segurança Social, as mensalidades rondam em média dos 750 a 800 euros por mês, nós sem a comparticipação devíamos ter a mensalidade acima dos mil euros e nesta freguesia isso é impossível porque as reformas são muito baixas, rondam os 250 euros em média, porque a maioria são utentes de zonas rurais”, explicou a responsável.

Para colmatar as despesas, a direção da ADSFA vão continuar a fazer angariação de fundos, muitas festas, jantares e caminhadas.

A diretora técnica sublinhou a necessidade do novo lar uma vez que “em média perdemos 12 a 14 utentes por ano porque têm que procurar a valência de lar noutro lado”. A responsável referiu ainda que atualmente há idosos no Centro de Dia que já se encontram bastante dependentes e que já deviam de estar na valência de lar.

Segundo Susana Costa, já existe uma lista de espera de cerca de 60 seniores para o novo lar. O equipamento tem alguns utentes selecionados mas nos próximos 15 dias serão escolhidos os restantes, dando-se prioridade aos idosos que frequentam o Centro de Dia e Apoio Domiciliário e ainda aos residentes da freguesia de acordo com a data de inscrição.

?Cerimónia inaugural

Centenas de pessoas, entre entidades oficiais, autarcas, representantes de instituições e população local, marcaram presença na cerimónia inaugural, que ficou marcada pelos elogios à diretora técnica pelo seu trabalho e dedicação.

No seu discurso, Virgílio Santos, presidente da Assembleia Geral da ADSFA, criticou a ausência de um representante do Governo, sublinhando que se tivesse a inauguração ocorrido no ano passado “não faltariam ministros, secretários de estado e até o senhor primeiro-ministro”. Mesmo sem a presença de um elemento do Governo, pediu “apoio para o funcionamento do lar” ao poder central, nomeadamente na celebração do acordo com a Segurança Social, “sem o qual é impossível manter esta casa”. Questionou ainda “porque é que nos serve termos mais esperança de vida e mais anos, se depois eles não forem vividos com qualidade de vida digna”.

José Henriques, no primeiro discurso oficial como presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha, destacou a população de Alvorninha, que demonstrou uma enorme solidariedade com esta obra. “Somos uma freguesia dispersa mas unida”, recordando o ex-presidente da Junta, “AvelinoCustódio, “uma vez que a obra do lar iniciou-se no seu mandato”.

Lalanda Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal das Caldas, destacou que a obra q“foi inaugurada um dia depois de S. Martinho”, recordando “a lenda do magusto que simboliza a solidariedade das pessoas que contribuíram para esta casa”.

Maria do Céu Mendes,diretorado Centro Distrital daSegurança SocialdeLeiria, lamentou os fundos financeiros escassos, revelando que o sistema para os acordos de cooperação alterou e só se podem candidatar “entidades que tenham já as obras concluídas e condições de financiamento”, esperando que no próximo período de candidatura “se possa propor e usufruir do apoio da Segurança Social”.

Tinta Ferreira, presidente da Câmara Municipal das Caldas, recordou que “a construção de uma obra desta natureza deveria ser à partida de uma grande envolvência da administração central”, sublinhando que a “autarquia e a junta comparticiparam acima daquilo que lhes competia”. “Decidimos alterar o critério municipal para obras desta natureza e comparticipar com 35% até 400 mil euros”, explicou o autarca, revelando que nunca deram “um valor tão alto para uma obra com estas caraterísticas”.

Praxe solidária da ESAD.CR e JORNAL DAS CALDAS

Alunos da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR) entregaram o equipamento (cadeiras de rodas, andarilhos e entre outros materiais de mobilidade), ao Lar de Alvorninha, no âmbito da praxe solidária que rendeu 1142,17 Euros.

A praxe solidária foi realizada no final de setembro deste ano em parceria com o JORNAL DAS CALDAS, onde os caloiros venderam 750 jornais e aos compradores foi pedido que contribuíssem com o valor que quisessem dar.

Também o logótiposdo Jornal e da ESAD.CR se encontram numa placa junto a um quarto do Lar de Alvorninha.

No início da cerimónia decorreu a bênção do lar. Houve ainda um momento de animação com aBandaFilarmónicade Alvorninha e o RanchoFolclórico e Etnográfico Os Azeitoneiros de Alvorninha. No final decorreu um beberete de convívio para assinalar o grande dia.

A ADSFA comemora 25 anos em 2018. Foi criada com o serviço de transportes para suprir as necessidades das pessoas da freguesia nas suas deslocações para as fábricas. Entretanto, em 1996 foi constituída como instituição particular de solidariedade social

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