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Carlos Oliveira foi um dos finalistas para a construção de um memorial em Newark

Mariana Martinho

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O escultor e ceramista caldense Carlos Oliveira foi um dos quatro finalistas, no Concurso Internacional para a construção, em Newark (Nova Jérsia), de um memorial dedicado aos veteranos luso-americanos que combateram nas diferentes forças militares dos Estados Unidos.
“Aos que serviram este uniforme” é como designa a obra apresentada por Carlos Oliveira

Apesar de não ter ganho, com a obra “Aos que serviram este uniforme”, o ceramista caldense ofereceu a maqueta ao Sport Club Português de Newark.

Este concurso, promovido pela Associação dos Veteranos Luso-Americanos da Guerra, teve como objetivo honrar e imortalizar os combatentes que contribuíram para a construção da nação americana e para a edificação da paz e da liberdade, através da construção de um memorial, que inicialmente iria ser colocado no Independence Park, em Newark. Com uma verba de trezentos e cinquenta mil euros, e ainda em fase de recolha de fundos, o concurso contou com a participação de quinze artistas de várias nacionalidades, em que apenas quatro foram selecionados para a final – António Saraiva, João Martins e Nicole C. Rego, do atelier T.M. Ryback & Associates, e Carlos Oliveira.

Entre os quatro artistas selecionados, o projeto escolhido foi o do arquiteto António Saraiva, que será colocado no lado nascente da estação de comboios daquela cidade norte-americana.

Para o concurso, o ceramista caldense propôs um monumento com base numa frase do livro “Luso-Americanos que morreram ao serviço das Forças Armadas dos Estados Unidos”, do jornalista Fernando Santos, que tinha o objetivo de “pôr as pessoas a refletirem sobre os corpos que faltam aos elementos”.

Designada como “Aos que serviram este uniforme”, a peça é composta por um par de botas, uma camisa e um capacete, sendo que as botas terão três metros de altura e os restantes elementos serão proporcionais.

De acordo com o ceramista, cada um dos elementos têm um significado. “As botas significam os quilómetros percorridos pelos militares nos cinco continentes e mostram a presença que eles tiveram nas guerras”, a camisa deitada pretende mostrar “todos aqueles que tombaram” e o capacete todas aquelas memórias de vivência, afetos e sentimentos vividos por todos estes homens. Ou seja, a ideia é “representar o que está no livro no monumento”, que pesa aproximadamente treze toneladas em bronze e que contou com o apoio de duas empresas, a Fundibronze e a Laso.

“Apesar de não ter sido o contemplado, eu e a equipa aprendemos muito com o projeto, que para mim já é ganhador e acredito que um dia terá possibilidades de vingar”, afirmou. No seu entender, entre todos os projetos apresentados, o “meu era o que representava mais o espírito configurativo”.

Para o ceramista, “esta chegada ao pódio internacional é graças à mestria e saberes que existem nas Caldas, e por isso, é uma responsabilidade com a minha comunidade no sentido de devolver aquilo que tenho aprendido ao longo dos anos”, tendo dedicado a obra ao mestre Artur Lopes, pois “o meu trabalho deve-se ao que me orientou”. Também salientou que a oportunidade proporcionou uma “troca de contactos com outras comunidades e ainda abriram-se portas”.

Durante a sessão da apresentação da maqueta, o ceramista falou de outros projetos que tem em mãos, como uma peça para a Misericórdia de Peniche e outra no âmbito da Arte Urbana para as Caldas da Rainha.

A sessão contou com a presença de Tinta Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, que explicou que através dos diversos contactos trocados com a Associação Regional Caldense, em Newark, e com a Associação dos Veteranos Luso-Americanos de Guerra”, sugeriram a oportunidade de um artista caldense participar no Concurso Internacional para o Monumento aos Veteranos Luso-americanos.

“Em boa hora, lembrei-me do Carlos Oliveira, que apresentou uma proposta que reuniu as melhores condições para representar as Caldas da Rainha”.

Vítor Marques, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, realçou a “paixão e a intensidade muito grande naquilo que o Carlos Oliveira faz, que de uma forma ou outra representa caldenses”.

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