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6200 atletas no Campeonato Mundial de Artes Marciais nas Caldas

Francisco Gomes

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Cerca de 6200 atletas participaram, entre 7 e 9 de abril, na “Wac World All Styles Championships 2017 & Feira Internacional de Cultura e Desporto” (Campeonato Mundial de Artes Marciais), que decorreu na Expoeste, nas Caldas da Rainha, numa organização da Federação Portuguesa de Lohan Tao, sob a égide de várias federações internacionais e seguindo as regras do Sport Kempo, com a parceria da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. A maioria dos atletas (80%) tinha menos de 18 anos. Os participantes vieram de 54 países, dos cinco continentes, e estiveram representadas 23 especialidades.
Evento na Expoeste

Segundo a organização, a iniciativa teve um forte impacto económico na região, ao nível da hotelaria. Na Expoeste houve muitas pessoas a assistir.

O evento foi contestado pela Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai (FPKM), que interpôs uma providência cautelar para suspender a iniciativa, mas tal não se concretizou porque a organização terá sido erradamente referida na decisão judicial. É que o Juízo de Competência Genérica de Vagos, do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, indicava como sendo um campeonato a cargo da Wac – World All Styles Championship Association, com sede na Praia da Vagueira, na Gafanha da Boa Hora, o que não se verificou ser verdade.

Para o tribunal, era um evento desportivo “para o qual só a FPKM tem competência e sem que esta tenha dado a necessária autorização”, e existiam disciplinas em prova que “correspondem exatamente às que são tuteladas pela FPKM, apenas com ligeiras alterações de nomenclatura” e que são formas musicais com e sem armas, light contact, kick light e semi contact.

Por outro lado, de acordo com o tribunal, não estava prevista “a realização de controlo antidopagem”, nem era anunciada “a existência de seguro desportivo”. António Neves, diretor executivo da Autoridade Antidopagem de Portugal, testemunhou que “há grande risco de utilização de sustâncias dopantes proibidas, com os inerentes riscos para a saúde dos atletas (dos que consumirem tais substâncias e dos seus adversários nos combates), bem como para a verdade desportiva”.

A decisão foi tomada sem que a organização se tenha pronunciado, uma vez que, segundo o tribunal, “não se mostrou viável” a sua convocação, “em virtude da devolução do sobrescrito de citação”, razão pela qual se dispensou audiência da mesma.

Contudo, a providência cautelar não seguiu em frente. Em primeiro lugar, porque a citada na decisão judicial não era a verdadeira entidade organizadora, que esclareceu o equívoco quando foi contatada para encerrar portas.

De qualquer forma, a organização entregou o caso a advogados. Segundo argumenta, a competição era amadora e não profissional, pelo que não necessitava de controlo antidoping e os atletas participantes tinham seguro decorrente da atividade das federações a que pertencem. Por outro lado, faz notar que as técnicas usadas são de Sport Kempo e não de kickboxing e muaythai.

A prova decorreu sem incidentes. Diferentes culturas uniram-se, na Expoeste, celebrando o desporto, a disciplina, o fairplay e o espírito de competição. Para além da vertente desportiva, a 7.ª edição do World All Styles Championship recebeu a Feira Internacional de Cultura e de Desporto, com seminários e demonstrações das mais diversas artes marciais.

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