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Novo livro de poesia de Henrique Fialho inspirado nas obras de Samuel Beckett

Mariana Martinho
21 de Março, 2017
Com mais de doze livros de poesia publicados em diversas editoras, Henrique Fialho volta a lançar mais um livro de poesia, desta vez intitulado “A Grua”. Esta obra, editada pela Volta d’Mar, é constituída por um poema que está dividido em vinte estâncias, e foi apresentada no passado sábado pela artista plástica Maria João Fernandes, na sala estúdio do Teatro da Rainha, e ainda contou com leituras de Fernando Mora Ramos e do autor dos poemas, perante a presença de amigos e familiares.
Henrique Fialho apresenta o seu mais recente livro, “A Grua”

Licenciado em Filosofia, o poeta e músico conta com um vasto currículo de obras públicas na área da poesia, tais como a “Antologia do esquecimento”, “Dança das Feridas”, “Call Center”, “Suicidas”, “Estação 2012”, “Rogil”, ”Estranhas criaturas”, “O meu cinzeiro azul”, “Estórias domésticas & outros problemas”, entre outras, tendo lançado mais uma obra que retratanum poema, dividido em vintes estâncias, “a vida de um sujeito poético que observa a paisagem melancólica de uma obra embargada e que ao mesmo tempo se vai enfiando nos lençóis, desligando-se de tudo e que não está mais para aturar o mundo exterior”. Ou seja, é uma obra que faz reflexões “entre o sonho e imaginação, a realidade e loucura, o estado do mundo e sobre a sua existência individual”.

Este livro surgiu depois do autor ter assistido às peças teatrais de Samuel Beckett, encenadas pelo Teatro da Rainha e pelas releituras das obras do mesmo autor.

“Motivado e estimulado pelas peças teatrais, um autor desconhecido, releu os livros e começou a escrever, originando A Grua”, explicou Henrique Fialho. Também destacou que a obra surgiu depois de ter recebido um contato do editor da Volta d’Mar, que já tinha publicado o seu livro “Rogil”, que queria publicar “mais alguma coisa da minha autoria, senão ficaria na gaveta como tantos outros”.

Segundo o autor, “A Grua”, que existe na realidade e que vê todos os dias da janela da sua casa, “é um texto voltado para o exterior”. Fala sobretudo de um processo de identificação do individuo que está fechado em casa, que está “cansado e saturado”.

Maria João Fernandes salientou que “A Grua” é “uma imagem central, presente em toda a obra”. Para a artista plástica, “estamos perante um cuidadoso do verso livre, inserido num poema com uma forte carga energética e um caráter dramático, que acaba por marcar todo desenvolvimento da história”.

O livro possui um sujeito poético, que segundo artista plástica, “observa esta paisagem melancólica e pensa no passado construível e útil da máquina silenciada devido à falência dos construtores”. Retrata também logo no início uma situação dramática, o caso de um enforcamento, que atribui uma nova situação à grua e onde “somos confrontados com a reação da população, que fotografa o homem enforcado na grua”.

Para Maria João Fernandes, esta situação dramática fez-me recordar o movimento que surgiu nas redes sociais, “Je suis Charlie”. Posteriormente a essa situação dramática surge um novo elemento, que “resgata um pouco a vida nesta grua na obra embargada”, uma cegonha.

O novo elemento leva o sujeito poético a imaginar o que a cegonha vê debaixo, transportando-o para o universo onírico. Isso, segundo a artista, “provoca um diálogo interno do sujeito diariamente com a paisagem quotidiana que observa do seu quarto”.

De acordo com Maria João Fernandes, a “obra leva a reflexões entre o sonho e imaginação, a realidade e loucura, o estado do mundo e sobre a sua existência individual”. Aliás, o sujeito poético acaba por refletir sobre a “geometria inserida no caos do mundo e nas falências dos teoremas”.

Presente também esteve o editor da Volta d’Mar, que referiu que “a poesia do Henrique Fialho é muito querida e isso fez-nos apostar novamente num livro seu”.

Após apresentação da obra, o autor e Fernando Mora Ramos leram para o público alguns poemas de “A Grua”.

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