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Deputados satisfeitos com gestão da Mata pela união de freguesias

Francisco Gomes

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Um grupo de deputados da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha visitou a Mata Rainha D. Leonor para travar conhecimento das intervenções efetuadas e projetadas pela União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório. A deslocação realizou-se na passada sexta-feira e no final os deputados mostraram-se satisfeitos com as obras e ideias da autarquia, só discordando da possibilidade de abate de árvores para alargamento da rua Maria Ernestina Martins Pereira, que circunda a Mata.
Deputados visitaram Mata

Participaram na visita deputados de todos os grupos parlamentares, menos do PSD, apesar do partido ter dois representantes – o vice-presidente da Câmara, Hugo Oliveira, e o presidente da união de freguesias, Vítor Marques. José Carlos Abegão, do PS, João Diniz, do CDS, Vítor Fernandes, da CDU, e Emanuel Pontes, do MVC, foram os deputados. A engenheira florestal da Câmara, Paula Almeida, acompanhou-os.

Vítor Marques recordou aos deputados que a Câmara delegou na união de freguesias a manutenção da Mata e indicou que ao longo do ano passado foi feita limpeza de ramos e valetas, retiradas folhas das árvores e espécies infestantes, melhorados alguns caminhos com saibro, pintados muros e houve alguns pequenos arranjos. “O Parque foi a nossa prioridade e agora será importante virarmo-nos para este espaço, consoante os meios humanos e financeiros”, referiu.

A autarquia aproveitou a experiência na área de jardinagem e espaços verdes do Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor (CEERDL), com quem tem um protocolo no valor de 2400 euros para atuar no Parque, e fez um novo protocolo, no valor de 1200 euros, com início a 2 de janeiro, para ajudar na manutenção da Mata, que ocupa uma área de 17 hectares.

A deslocação à Mata serviu para Vítor Marques anunciar outras obras, como a instalação de uma porta de entrada entre a Quinta da Boneca e o Campo da Mata, numa zona que atualmente está de acesso livre.

Junto ao parque de merendas, que também está a ser limpo e melhorado, será feita uma intervenção cerâmica nos azulejos de dois chafarizes, com a ajuda da fábrica Bordalo Pinheiro.

No “Jardim da Rainha” foram colocadas plantas aromáticas, como tomilho, arruda, alfazema, entre outras, recriando o que existia outrora nos tempos da rainha. A manutenção do espaço tem encontrado obstáculos por causa de atos de vandalismo, havendo pessoas que arrancam as plantas.

Na zona designada por “Terra do Mendes” estão a ser reunidas ramagens e terras resultantes de limpezas para compostagem. Há a ideia de ensacar a terra e vendê-la, estando a ser estudada a forma fiscal de o fazer, se através da junta de freguesia ou do CEERDL, cuja colaboração dos utentes vai ser fundamental para a iniciativa. No mesmo caminho está a ideia de ensacar lenha para vender.

Também a madeira de parte dos plátanos retirados do Parque e ali colocados poderá ser utilizada por estudantes da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

Serão igualmente instaladas papeleiras para o lixo na zona onde as pessoas mais passeiam e colocados equipamentos de manutenção física, que estão a ser construídos na serralharia do CEERDL depois de terem sido projetados por alunos da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

O caminho junto ao Campo da Mata poderá ter calçada, aproveitando as pedras retiradas das ruas 31 de janeiro e Sangreman Henriques, que vão passar a ter alcatrão. Serão também melhoradas as infraestruturas elétricas e as condições para acolher os encontros de amigos de antigas províncias e localidades africanas que ali se realizam anualmente.

Muro da discórdia

A necessidade de intervenção num muro de contenção que está degradado e ameaça ruir, na Rua Maria Ernestina Martins Pereira, que circunda a Mata Rainha D. Leonor ao longo de 450 metros, lançou o debate sobre as medidas a tomar.

A possibilidade de serem abatidas 79 árvores para alargamento da rua foi equacionada pela união de freguesias mas é rejeitada pela oposição.

De acordo com Vítor Marques, o muro tem de ser reparado e uma solução é deitá-lo abaixo e fazer outro no mesmo sítio. Mas isso não resolve o problema da estrada estreita, com sítios onde com muita dificuldade se cruzam carros. O trânsito tem aumentado devido ao transporte para o campo de futebol da Quinta da Boneca, onde treinam e jogam as camadas jovens do Caldas Sport Clube.

Outra solução é recuar o muro três metros para dentro da Mata de forma a permitir até um espaço pedonal, o que implica “o abate de 79 árvores de médio e longo porte”. Numa primeira linha, junto ao muro, encontram-se acácias, plátanos, cedros, loureiros e dois pequenos sobreiros, no total de 29 árvores. Não terão, segundo o autarca, um interesse botânico relevante e algumas das árvores estão até secas, mas tal não impede que a ideia não seja aceite pela oposição.

Daí que o presidente da junta prefira abandonar a possibilidade e enveredar por outra, que passaria por negociar com o proprietário do pomar no terreno no lado oposto ao muro e aí fazer uma nova estrada paralela eventualmente só com um sentido, mantendo-se a estrada antiga com outro sentido ou então para percurso pedonal, reparando-se na mesma o muro em ruínas. Mas a solução depende dos custos.

De qualquer forma, há ainda outra grande preocupação a ter em conta: os aquíferos termais.

O Instituto Superior de Agronomia (ISA) vai ser chamado para fazer um estudo, tal como aconteceu no Parque, para avaliação fitossanitária e de risco.

Avaliação positiva

José Carlos Abegão manifestou, no final da visita, que o presidente da junta “está a ter uma atitude correta”, colocando “fim a anos de contínua degradação da Mata” sob a gestão do Centro Hospitalar.

“Vai ser difícil”, admitiu, criticando a existência da zona desportiva na Mata, o que, no seu entender, devia ser transferida para outro ponto da cidade, nomeadamente para a Quinta dos Texugos.

Sobre o muro, defendeu que “não se deve deitar abaixo as árvores”, mas confessou não conseguir apontar uma alternativa. “Ter ali uma zona pedonal era melhor”, vincou.

Emanuel Pontes também está “satisfeito com o cuidado e a intervenção que está a ser feita pela junta, envolvendo várias entidades”.

Acha que os campos de futebol deviam ser transferidos da Mata, para esta ficar “apenas como uma zona de lazer”.

Quanto ao muro, disse que “a zona deve ser requalificada e à rua deve-se atribuir a importância que já teve no passado, criando um circuito pedonal e fechando ao trânsito a parte circundada pelo muro”. Sugeriu ainda a criação de um roteiro de visitas às minas de água ali existentes.

Vítor Fernandes declarou que “parece-me bem o que a junta está a fazer na Mata, cortando espécies infestantes, fazendo limpeza e compostagem, e estou agradado com o que vi”.

Alinhou igualmente pela crítica a qualquer intervenção que implique o abate de árvores. “Na rua ao pé do muro podia-se arrancar o alcatrão e a passar a zona pedonal. Alargar a estrada não faz sentido”, afirmou.

João Diniz destacou “o anúncio de que as intervenções a realizar terão como base um estudo que será encomendado ao ISA, o que nos deixa mais tranquilos por ser uma garantia de que serão preservadas as espécies botânicas relevantes e que toda a intervenção será planeada numa base científica e não casuística”.

“Constatámos igualmente que os trabalhos de limpeza e manutenção de caminhos estão a ser realizados de acordo com as boas práticas recomendadas, sendo também de louvar o envolvimento de alunos do ensino especial”, prosseguiu.

Relativamente ao muro, “devem ser feitas rapidamente obras de estabilização, mas não deve ser realizado qualquer alargamento da via ou qualquer intervenção que leve ao abate de árvores, para lá daquelas que devam ser eliminadas por razões de segurança ou fitossanitárias, e devem ser respeitados os perímetros de proteção do aquífero”.

“Quando a única justificação para o eventual alargamento se prende com o acesso ao campo de futebol há é que equacionar se não foi um erro crasso construí-lo naquele local, induzindo uma desnecessária pressão sobe a Mata e a zona de proteção do aquífero”, sustentou.

A ausência de representantes do grupo municipal do PSD mereceu uma referência de João Diniz.

Já o presidente da Junta mostrou-se satisfeito com as apreciações dos deputados. “Às vezes fala-se sem saber e cria-se um burburinho, e nós estamos sempre abertos para mostrar o que se faz e que tem como objetivo dar mais visibilidade à Mata, para que mais pessoas venham visitar”, sublinhou.

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