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Vinhos “Mundus” da Adega da Vermelha ganham prestígio no exterior

Marlene Sousa
20 de Dezembro, 2016
A Adega da Vermelha é uma grande referência na região, bem como no país, no setor da produção vinícola. Produz uma vasta gama de vinhos detentora de várias marcas no mercado, com referência ao “Mundus”, líder em Portugal no que respeita a Vinho Leve, denominação exclusiva dos vinhos de Lisboa.

Ao longo dos anos tem crescido, quer em termos de capacidade de vendas e exportação quer em termos de prestígio, somando inúmeras premiações nacionais e internacionais.

Recentemente recebeu o certificado da medalha “Tambuladeira de Prata”, pelo Espumante Mundus Branco Bruto, na 3ª edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola. Destacou-se no Asia Wine Trophy 2016 e no concurso Mundial de Bruxelas.

A Adega apresenta novos vinhos e para 2017 pretende criar uma nova loja com showroom onde os visitantes poderão comprar vinhos e produtos regionais.

A Adega da Vermelha recebeu o certificado da medalha “Tambuladeira de Prata”, pelo Espumante Mundus Branco Bruto, na 3ª edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola.

O júri distinguiu o espumante produzido na Vermelha – Cadaval durante as provas cegas realizadas a 28 e 29 de outubro na Feira Portugal Agro, na FIL, Parque das Nações, em Lisboa.

Foi com muito orgulho e satisfação que os representantes da Adega da Vermelha receberam o certificado na cerimónia de entrega dos prémios, que decorreu no dia 28 de novembro, na presença do secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação, Luís Medeiros Vieira.

“Para uma região que não está muito habituada a ganhar prémios em espumante, é interessante o reconhecimento e o seu potencial”, disse Nuno Galvão, enólogo da Adega da Vermelha. Segundo este responsável a região tem características “edafoclimáticas”, “ótimas para a produção deste tipo de produto, por causa da sua proximidade marítima” e isso “imprime em termos espumantes alguma frescura nomeadamente alguns aromas mais interessantes para o produto em causa”.

Começou a produzir espumante na campanha de 2007. Vai continuar a apostar neste produto esperando um aumento de procura, nomeadamente pelo seu reconhecimento a nível nacional.

O espumante Mundus Bruto que foi premiado é feito com a casta seara nova. Foi produzido na campanha de 2013 e começou a sair para o mercado em dezembro de 2015. “Além do processo de fermentação teve depois, sensivelmente, um ano na segunda fermentação em garrafa. É um espumante bruto natural, com açucares abaixo dos 5 gramas”, explicou o enólogo.

Além da aposta no método clássico, tem como novidade para o próximo ano a produção de um espumante através do método charmat, que é preparado em menos tempo (cerca de um mês). “Têm havido solicitações da parte comercial e nós vamos acompanhar”, contou Nuno Galvão, adiantando que é um método mais rápido, mas que permite fazer um produto também de grande qualidade.

O Espumante Mundus Branco Bruto pode ser encontrado na loja da Adega ou em garrafeiras da região com o preço de cerca de cinco a seis euros.

Nuno Rodrigues, diretor comercial, apontou que “as grandes vendas de espumante continuam associadas aos momentos festivos, como é o caso da passagem de ano, mas há também um crescimento associado à gastronomia, o que representa uma ótima oportunidade de crescimento”.

Detentora de vários prémios ao longo dos tempos, este ano a adega brilhou em vários concursos importantes e de reconhecimento a nível internacional e nacional de vinho. Os vinhos Mundus marcaram pontos pela sua qualidade e real excelência de fazer render os apreciadores orientais no concurso Asia Wine Trophy 2016, onde foram premiados vários vinhos.

Novos vinhos

A Adega da Vermelha apresenta novos vinhos em 2017. Para a semana vai engarrafar um vinho branco leve, “Mundus em “Evolução”, que segundo o enólogo é um vinho leve com um “ligeiro estágio em madeira que irá permitir ser um vinho para ser consumido no período de inverno”.

Outra inovação é o lançamento de seis vinhos monovarietais tintos produzidos apenas com uma casta. Foram produzidos nomeadamente para o mercado de exportação e “são um cartão de visita das principais flores da região de Lisboa”. Cada casta está associada a uma flor. Quatro castas são internacionais e duas são mais ibéricas (Alicante Boushet, Aragonez, Syrah, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot)”. “É o reflexo daquilo que nos tem pedido no estrangeiro, porque tem castas internacionais”, referiu Nuno Galvão.

Na Festa das Adiafas, que decorreu no Cadaval em outubro, a Adega da Vermelha lançou o vinho Mundus Verdelho Moscatel Graúdo (colheita selecionada) vinho branco, onde cerca de 95% é verdelho e 5% Moscatel Graúdo. “Não tem madeira. Lançámos esse vinho para preencher uma lacuna que tínhamos porque todos os nossos vinhos de gama média alta são vinhos estagiados em barrita de carvalho francês”, contou o enólogo.

Este vinho esteve representado no evento “Vinhos do Pátio” que decorreu em Lisboa, no Pátio da Galé, e foi um dos vinhos dentro da gama dos brancos mais apreciados pelos consumidores. Este produto vai estar brevemente no mercado das grandes superfícies em Portugal e tem o custo de cerca de cinco euros.

A sangria engarrafada é outro produto da Adega que promete ser um grande sucesso.

Segundo o enólogo está ainda em preparação, e será lançado no fim de 2017, um novo vinho tinto de grande reserva “topo de gama”.

Na Adega Cooperativa da Vermelha, os cerca de 700 produtores associados produziram em 2016 cerca de seis milhões de quilos de uvas, menos 15% que no ano de 2015. A quebra foi a nível nacional, referiu o enólogo, destacando a qualidade da “uva”, o que originou matéria-prima com “bons níveis de sanidade e bons níveis de maturação”.

O responsável comercial revelou que em termos de quota de mercado a Adega ultrapassa 70% dos vinhos leves vendidos, sendo o maior operador de vinho leve da região de Lisboa.

A exportação vale 35% da sua faturação e está diversificada por países como Brasil, Estados Unidos de América, Hong Kong, China, Macau, África, entre outros.

Catarina Siopa, responsável pela qualidade, apontou ainda que a adega está certificada pelo ISO 9001:2008 – Sistema de Gestão de Qualidade (desde 2012), cumprindo todas as boas práticas de qualidade e de segurança alimentar, garantindo um produto de confiança para o consumidor final.

Visitas guiadas

No dia 24 de novembro, a Adega Cooperativa da Vermelha recebeu um grupo de 58 convidados, entre empresários, produtores, representantes de cooperativas, enólogos e escanções.

A entidade promotora desta iniciativa foi a Cegrel – Corretores de Seguros, Lda, que proporcionou uma visita às instalações da adega.

Os convidados foram divididos em três grupos e fizeram uma visita guiada onde foi mostrado o processo de vinificação desde a receção da uva até ao produto final, passando pela linha de enchimento, loja e espaço onde estão armazenadas as cubas de inox. No final decorreu uma prova de vinhos, acompanhada por um beberete.

O presidente da direção da adega, Rui Soares, destacou que a iniciativa proporcionou aos visitantes conhecer todo o processo de produção do vinho. “Tivemos a informação que os convidados gostaram muito da iniciativa e elogiaram a qualidade dos vinhos na degustação”, sublinhou o responsável.

Como organização preocupada com o desenvolvimento do meio agrícola, considerando importante demonstrar a sua responsabilidade social, promove visitas de estudo com as escolas, a fim de dar a conhecer aos mais pequenos o processo de transformação da uva em vinho.

Em maio, a Adega da Vermelha vai iniciar visitas guiadas com a população sénior, no âmbito de uma parceria com a Câmara Municipal do Cadaval.

Para 2017 pretende criar uma nova loja com showroom onde os visitantes poderão comprar vinhos e produtos regionais. “Temos uma loja onde vendemos os nossos vinhos, mas queremos melhorar a nossa imagem construindo um novo espaço com o objetivo de atrair mais pessoas e turistas”, explicou, acrescentando que pretendem fazer parte da Rota do Vinho – percursos do Oeste.

O presidente da Adega lembrou aos associados que o programa Vitis – Regime de apoio à reestruturação e reconversão de vinhas faz parte das medidas de mercado previstas no programa de apoio ao setor vitivinícola. Aconselhou a deslocarem-se à Adega para obterem o apoio do técnico e aproveitarem esta ajuda que compreende “comparticipação financeira para a instalação da vinha e melhoria das infraestruturas fundiárias”.

Prémios 2016

No concurso Prodexpo Moscovo 2016, foi premiado Mundus Regional Tinto – Prata, Mundus Regional Leve Selecionado Branco 2014 – Ouro.

No concurso International & – Spirit Competition 2016, foi premiado Encostada Valada Regional Reserva Tinto 2013 – Prata, Mundus Regional Escolha Tinto 2012 – Bronze, Mundus Regional Escolha Tinto 2010 – Prata.

No concurso de vinhos em Lisboa foi premiado Mundus Regional Escolha Branco 2014 – Ouro, Mundus Regional Reserva Tinto 2010 – Ouro.

No concurso internacional de vinhos Bacchus 2016 – Madrid foi premiado Mundus Regional Reserva Tinto 2010 – Prata.

No concurso Mundial de Bruxelas foi premiado Mundus Regional Reserva Tinto 2010 – Ouro, Mundus Regional Escolha Tinto 2010 – Ouro, Mundus Regional Escolha Branco 2014 – Ouro, Celebração 50 Anos Tinto – Prata.

No concurso Portugal Wine Trophy 2016, foi premiado Mundus Regional Syrah Tinto – Grande Ouro, Mundus Regional Reserva Tinto 2010 – Ouro, Mundus Regional Rosé Leve – Prata, Celebração 50 anos ACV Branco – Prata, Mundus Regional Leve Selecionado Branco 2014 – Ouro, Mundus Regional Aragonez Tinto – Ouro, Mundus Regional Tinto – Prata, Mundus Regional Escolha Tinto 2012 – Ouro.

No concurso de vinhos de Portugal, foi premiado Mundus Regional Tinto 2012 – Prata.

No concurso Selezione del sindaco, foi premiado Mundus Regional Escolha Tinto 2010 – Prata.

No Festival do Vinho do Bombarral, foi premiado Mundus Regional Branco Leve (1º prémio Vinhos Leves) – Ouro, Mundus Regional Rosé Leve (2º prémio Vinhos Leves) – Prata, Regional Regional Branco (2º prémio Vinhos Brancos) – Prata.

No concurso 15º Festival Nacional do Vinho Leve (Festa das Adiafas Cadaval), foi premiado Mundus Regional Leve Selecionado Branco 2015 (Ed. verão) – Prata.

No concurso Asia Wine Trophy 2016, foi premiado Mundus Regional Rosé Leve – Prata, Mundus Regional Escolha Tinto 2012 – Ouro, Mundus Regional Reserva Tinto 2012 – Ouro, Mundus Regional Tinto – Ouro. Mundus Regional Syrah Tinto – Ouro.

No concurso 3º Concurso de Caixa Agrícola foi premiado Espumante Mundus Bruto Branco – Prata.

Marlene Sousa

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