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Pera rocha e vinho leve com mais expressão e investimento no Cadaval

Marlene Sousa

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Com o final das colheitas, em particular da reconhecida pera “Rocha do Oeste”, e da vindima, regressa ao Cadaval a tradicional Festa das Adiafas, certame que volta a reunir, de 8 a 16 de outubro, gastronomia, espetáculos, exposições, colóquios e atividades equestres. De braço dado com o anual evento, decorre o 15.º Festival Nacional do Vinho Leve – único do país dedicado a esta apreciada bebida de baixo teor alcoólico. O pavilhão municipal, situado junto ao campo da feira do Cadaval, volta a acolher um reconhecido e apreciado certame, onde a homenagem às ancestrais tradições rurais se funde com a divulgação e dinamização da atividade económica, nas suas mais diversas valências. Juntamente com esta edição do JORNAL DAS CALDAS, publicamos um suplemento especial dedicado a este evento, que inicia com uma entrevista ao presidente da Câmara do Cadaval, José Bernardo Nunes.
Presidente da Câmara do Cadaval, José Bernardo Nunes

JORNAL DAS CALDAS – Quais são as novidades da edição de 2016?

José Bernardo Nunes: Como temos um programa muito dinâmico, existem sempre novidades todos os anos. Mas não é só a animação que traz novidades, pois teremos novos expositores este ano e alterações na área gastronómica, pois as nossas associações entenderam fazer alterações de localização na área das tasquinhas, embora as que têm restaurantes mantenham os lugares das edições anteriores.

Teremos também associações a participar pela primeira vez, o que normalmente cria uma nova dinâmica nesta parte do evento.

A área exterior também terá algumas novidades, nomeadamente para os mais pequenos, com um espaço dedicado às crianças.

J.C. – Qual é a importância deste evento para o Cadaval?

J.B.N.: Para além da tradição existente à volta desta festa que celebra o fim das colheitas, portanto muito associada à principal atividade económica do concelho, a agricultura, este é um momento de celebração e convívio.

No entanto, se por um lado se celebra o fim das colheitas, há que começar a preparar a próxima campanha, e para isso os nossos expositores apresentam os seus produtos e as suas novidades.

É esta dinâmica entre atividades económicas, gastronomia e celebração que torna este evento tão importante para nós e para os muitos que, durante mais de uma semana, nos visitam.

J.C. – O que significa o termo “adiafas”?

J.B.N.: A “adiafa” é o termo ancestralmente atribuído à refeição oferecida aos trabalhadores no fim das colheitas.

Está por isso mesmo associado à celebração, ao convívio e ao divertimento, que só era possível depois de terminado um ano inteiro de trabalho.

Depois da comida e da bebida, era normal estas festas continuarem tarde fora, noite dentro, ao som do acordeão ou da concertina que, muitas vezes de forma improvisada, alegrava os presentes, grandes e pequenos, que dançavam e pulavam até à exaustão.

J.C – Qual a principal atração Festa das Adiafas e Festival Nacional do Vinho Leve”?

J.B.N.: As principais atrações deste evento são o vinho leve e a pera rocha, pois são eles a razão de ser desta celebração, mas como é óbvio teremos muita animação e para todos os gostos.

Desde passeio todo-o-terreno, demonstrações de dança e artes marciais, workshops sobre agricultura e desenvolvimento rural, colóquio sobre o vinho, conferência sobre pulverizadores, concurso de vinhos, atividades equestres, caça com uma prova de Santo Huberto, até à música tradicional portuguesa, bandas e orquestras, a semana está programada de um modo muito diversificado, o que de certeza irá atrair diferentes tipos de público durante o evento.

J.C. – O certame tem animação. Qual vai ser o destaque para 2016?

J.B.N.: Este ano teremos pela primeira vez um espetáculo de fogo de artifício, que julgo resultará muito bem, pois será integrado num espetáculo equestre noturno e tem tudo para tornar a última noite da festa um momento especial.

J.C. – O festival conta com a participação de diversas adegas da região, com prova e venda das respetivas gamas de vinho leve. Quantas são?

J.B.N.: Este ano teremos a participação de 5 adegas cooperativas e 3 produtores privados, todos eles produtores de vinho leve como condição para participar no evento, o que estreita muito o leque de participantes.

Neste momento reunimos os principais produtores de vinho leve do país e isso deixa-nos muito satisfeitos.

J.C. – Qual a importância da produção vinícola no Cadaval para a economia local e nacional?

J.B.N.: O vinho leve tem uma procura expressiva e dá o seu contributo para a balança das exportações, estando presente em praticamente em todos os continentes.

Para a economia local, o vinho e o vinho leve são a segunda cultura, depois da pera rocha, de rendimento do agricultor, que tem vindo nos últimos anos a ganhar expressão, especialmente em novos investimentos.

Mesmo com duas adegas cooperativas, Cadaval e Vermelha, a trabalhar muito bem, têm surgido novos produtores no concelho com produtos de excelência, mesmo fora dos vinhos leves, portanto, este é mesmo um setor muito importante para a economia local que devemos apoiar e que a autarquia vai continuar a dar uma atenção especial.

Marlene Sousa

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