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Do abandono à requalificação para fins turísticos

Marlene Sousa

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“Não podemos ter os Pavilhões do Parque a cair e não fazer nada” Os Pavilhões do Parque, juntamente com o antigo Casino/Casa da Cultura, nas Caldas da Rainha, são edifícios incluídos pelo Governo no projeto “Valorização do Património”, que prevê concessionar 30 imóveis históricos em estado de degradação a investidores privados, para fins turísticos. “Não podemos ter os Pavilhões do Parque a cair e não fazer nada”, disse, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, acrescentando que “é inaceitável o número de monumentos históricos que estão neste momento abandonados em todo o país”. Uma das possibilidades é que venha a acolher uma unidade hoteleira de quatro ou cinco estrelas.
Assinatura do memorando de entendimento desenvolvido pelos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças

Ana Mendes Godinho falava em Caldas da Rainha, no passado dia 1 de setembro à margem da assinatura do memorando de entendimento que desenvolvido pelos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças e que pretende requalificar os Pavilhões do Parque/Casino, projetado no final do século XIX por Rodrigo Berquó. “O edificado é muito bonito” e a “possibilidade de transformar numa unidade hoteleira, em termos de património arquitetónico, deve ser recuperado”, realçou Ana Mendes Godinho.

Lembrou que o sonho de Rodrigo Berquó era que o edifício fosse “uma unidade de alojamento”. “Foi um quartel, uma esquadra e uma escola e nunca foi aquilo para que foi projetado”, adiantou, Ana Mendes Godinho.

A secretária de Estado do Turismo, que presidiu à cerimónia, falou da importância de requalificar e investir no “património natural e cultural do País” através de projetos diferenciadores, na sua fruição, e consequente criação de riqueza.

No âmbito deste programa, o Governo espera quevenham a ser investidos 150 milhões de euros por entidades privadas. “Estamos a montar uma linha de financiamento e de apoio a este projeto com um banco estrangeiro (Banco Europeu de Investimento) para criar aqui um instrumento forte que consiga atrair os investidores”, adiantou, a secretária de Estado do Turismo.

A governante revelou que já foram identificados os 30 monumentos que vão ser concessionados. Disse que desde que o governo anunciou o projeto que tem recebido muitas sugestões de edifícios históricos em estado de degradação. “Criámos um movimento”, sublinhou, a secretária de Estado do Turismo, que já perdeu a conta às mensagens enviadas por cidadãos anónimos, autarcas e outras entidades que querem ver recuperado o património da terra.

“Temos que levar os turistas a criar valor em todo o país, e levá-los a conhecer aquilo que não conhecem”, afirmou, a governante, acrescentando que mercados externos queixam-se que além da oferta sol, praia e golfe, não sabem que mais Portugal tem para oferecer”.

Revelou ainda que vão lançar uma plataforma com uma lista dos 30 imóveis que constam neste programa e vão fazer “um roadshow de promoção internacional para captação de investimento”.

O memorando de entendimento para a recuperação dos pavilhões, juntamente com o edifício do antigo Casino/Casa da Cultura, foi assinado pelo presidente da Câmara Municipal das Caldas, Tinta Ferreira, vice-presidente do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, Maria Teresa Rodrigues Monteiro, sub –Diretor Geral da Direção Geral do Património Cultural, David Santos e subdiretor geral da Direção Geral do Tesouro e Finanças, Bernardo Alabaça.

Esta iniciativa governamental visa concessionar a privados 30 imóveis históricos que se encontrem degradados para que sejam recuperados e possam acolher projetos diferenciadores de âmbito turístico.

O objetivo passa pela requalificação destes imóveis do Estado com valor patrimonial através de investimentos privados para exploração de atividades económicas, nomeadamente hotelaria, restauração, animação e comércio, ou de atividades culturais com fins lucrativos.

A participação dos municípios é decisiva para o sucesso deste projeto e o Município das Caldas da Rainha “compromete-se a lançar e conduzir o concurso público para a atribuição a uma entidade do direito de explorar os Pavilhões do Parque, com a contrapartida da respetiva requalificação”.

Tinta Ferreira revelou que já têm uma proposta para o concurso de concessão dos Pavilhões do Parque/ e edifício do antigo Casino/Casa da Cultura, que foi apresentada em sessão de Câmara na segunda-feira e tem que ser aprovada em Assembleia Municipal.

Marlene Sousa

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