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Caldas irá receber em 2017 a assembleia geral da Associação Europeia das Cidades Históricas com termas

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Caldas da Rainha irá receber a primeira assembleia geral de 2017 da EHTTA - European Historic Thermal Towns Association (Associação Europeia das Cidades Históricas com Termas) agendada para o mês de maio, e que contará com a presença de 60 pessoas em representação das 30 cidades associadas daquele organismo que pretende colocar os problemas e as potencialidades do termalismo na agenda política europeia.
Apresentação pública da Associação Europeia das Cidades Históricas, de que Caldas faz parte desde o ano passado

O anúncio foi feito pelo vice-presidente da Câmara, Hugo Oliveira, no passado dia 27, numa apresentação pública da EHTTA que teve lugar na Feira Nacional de Hortifruticultura, no Parque D. Carlos I.

Recorde-se que Caldas da Rainha integra desde o ano passado a Rede Europeia de Cidades com Termas, que se dedica à valorização e preservação do património cultural termal da Europa através de redes de cooperação e investigação.

Luca Bruschi, responsável pelas relações internacionais da EHTTA, fez a apresentação da rede europeia, destacando os seus valores culturais que contribuem para o turismo e desenvolvimento da economia. Os membros da associação têm acesso a um pacote de vantagens. Têm acesso a um networking que permite a partilha de experiências termais.

O especialista italiano disse que para um participante na EHTTA, Caldas da Rainha está a ter um papel produtivo no suporte desta rede europeia em representação de 13 países, com o objetivo de promover novos destinos turísticos com ligação ao termalismo. “O que nós estamos a sugerir para as Caldas da Rainha, que tem um forte potencial cultural, é que promova um novo destino turístico, ligando as termas à gastronomia, vinho, cultura e património”, indicou.

Este responsável considerou que “há potencialidade para criar um pacote turístico para atrair visitantes”, apontando ser fundamental ter o apoio da Comissão Europeia. Nesse sentido a EHTTA promove, a 15 de setembro, uma deslocação a Estrasburgo, onde a associação europeia irá sensibilizar os eurodeputados para a criação de soluções conjuntas para os vários países da europa.

Entre elas, medidas ao nível “da mobilidade dos termalistas, com a possibilidade de os respetivos estados comparticiparem tratamentos efetuados noutros estados-membros”, afirmou João Barbosa, secretário-geral da Associação das Termas de Portugal (ATP), que também esteve presente nesta sessão.

Quanto à construção de um hotel nos Pavilhões do Parque, o especialista italiano disse que é uma ótima ideia, nomeadamente para os turistas que vêm dos EUA, que procuram hotéis de cinco estrelas. “É necessário combinar o termalismo de saúde, lazer e hotéis de grande qualidade”, adiantou.

Caldas deverá ser a terceira cidade a integrar um Atlas Termal da Europa, uma plataforma informática que está a ser criada no âmbito da EHTTA.

A proposta para a criação da plataforma “vai ser apresentada na próxima assembleia da EHTTA que decorrerá em outubro. A ser aprovada a proposta defendida pelo grupo liderado por Lucas Bruschi, Caldas da Rainha sucederá a Orense (Espanha) e Bath (Inglaterra), as duas primeiras cidades a integrar o atlas e com informação já disponível na plataforma informática.

O Atlas Thermal da Europa será uma plataforma informática que “reunirá toda a informação sobre as estâncias termais”, incluindo para além das referências ligadas ao termalismo a oferta patrimonial, cultural, hoteleira e de serviços que os termalistas poderão encontrar nas respetivas cidades.

Luca Bruschi destacou a importância do Atlas Termal da Europa para obter toda a informação sobre os tratamentos termais, porque “as propriedades da água termal em Portugal não são iguais às de Itália ou de Inglaterra”.

Na sua apresentação, João Barbosa revelou que entre 2014 e 2015 houve “um crescimento de 4,5%” e um aumento de 97% na procura de programas de bem-estar”.

Segundo o secretário-geral da ATP, o termalismo representa em Portugal um volume de negócios de 12 milhões de euros anuais, apenas no que respeita diretamente aos balneários termais, valor que ascende a 21 milhões de euros se se tiverem em conta os negócios associados, ao nível dos tratamentos, consultas, hotelaria, restauração e produtos turísticos.

O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, falou das obras de substituição da rede de distribuição de água do Hospital Termal, destacando a importância das Caldas fazer parte desta rede europeia, uma vez que os tratamentos termais irão reabrir em 2017.

Recordou que estão a finalizar dois concursos no valor de 280 mil euros e 140 mil euros para a aquisição de equipamentos. “Precisamos de banheiras e duches, para que possamos ter os equipamentos necessários na ala sul do primeiro piso do hospital termal, que é onde vão funcionar os banhos e massagens”, explicou Tinta Ferreira, acrescentando que as “inalações irão funcionar no balneário novo”.

Marlene Sousa

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