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Casal caldense dá a volta ao mundo

Joana Oliveira e Tiago Fidalgo

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Depois de sairmos do Quirguistão e antes de entrarmos na China, atravessámos um pequeno canto do Cazaquistão, o último país da Ásia central em que estivemos e aquele em que nos sentimos mais acolhidos! Até atravessarmos a fronteira, foram muitos os que nos disseram que o Cazaquistão tinha pouco encanto, que era só um país mais desenvolvido e de pessoas pouco dadas. Contudo, experienciámos o contrário e foi este um dos nossos países de eleição.
Foto tirada em Almaty, no Cazaquistão

As zonas turísticas são efetivamente mais desenvolvidas, nem tão pouco se encontra lixo no chão, com muitos jardins e zonas comerciais. As estradas são francamente melhores e perto da segunda maior cidade, Almaty, veem-se muitos prédios e todos eles altos, o que acabou por ser uma novidade para os nossos olhos. Até mesmo o trânsito que era muito, e a internet excelente, coisas às quais já tínhamos já deixado de habituar.

Habituámo-nos, contudo, a ouvir e a falar russo, o que nos ajudou e muito. Mas em Kapchagay, uma outra cidade que visitámos, muitos foram aqueles que connosco comunicaram em italiano. Já cazaque, a língua oficial do país, há quem não fale mesmo sendo nativo, o que faz parte da história do país, após a União Soviética e hoje ainda com ligações estreitas com a Rússia.

Com a história do país justificam também o facto de comerem muita carne é de importarem a grande maioria das frutas e legumes da China: no passado, enquanto nómadas, era o gado que transportavam. Montanhas fora, era impossível o cultivo de alimentos da terra e orgulham-se da sua sobrevivência através da carne de ovelha e cavalo, predominantemente. Também como tradição mantêm ainda um hábito que não justificam, nem entendem, mas à qual atribuem grande importância: após um ano do falecimento de um parente, matam um cavalo e colocam a cabeça deste na campa do falecido em sua honra.

Atribuem assim uma grande importância à família, e a todos aqueles que fazem parte do seio familiar. Mesmo nós, convidados na maioria das vezes, fomos tratados com grande hospitalidade. Fizeram questão de nos oferecer tudo quanto puderam, referindo sempre que arte de bem receber lhes estava no coração. E até mesmo no último dia, quando nos preparávamos para montar a tenda e passar a noite, uma jovem nos hospedou, tão ou mais encantada que nós dois.

No que respeita ao matrimónio, dizem que só em famílias tradicionais se mantém a história de casar e ir para casa dos pais do marido trabalhar ate à exaustão; ainda assim conhecemos quem tenha passado por isso e tenha agora praticamente a nossa idade.

Mas quanto a saber cuidar, foi também no Cazaquistão que depois de nos darem boleia, nos quiseram ajudar a encontrar o próximo carro. Andar à boleia não foi fácil, mas também não foi difícil. Eram muitos os carros que paravam sempre e a única coisa que precisávamos era saber explicar o que queríamos. Quanto aos senhores que nos ajudaram levando-nos e ficando à espera, ainda fizeram questão de nos dar dinheiro. Mesmo quando dissemos que tínhamos, recusámos e agradecemos, insistiram. E insistiram até que aceitássemos pelo menos metade, com a maior das generosidades.

A moeda no país é o tengue e vale de muito tendo em conta que nas cidades os bens são mais caros, tal como transportes públicos e comida. Ainda assim nunca nos sentimos enganados e sempre ajudados.

E já nos últimos dias, a última dádiva foi a de nos terem convidado a dar uma entrevista num jornal local e na televisão. Embora uma vez mais tudo em russo, fomos maravilhosamente acolhidos com fotografias do Ronaldo e da seleção e por toda a equipa técnica muito curiosa. E de lá trouxemos vários souvenirs, todos muito especiais, a acrescentar aos nossos já 40 e muitos quilos de bagagem, agora a viajar pela China! E é da próxima que prometemos notícias de olhos em bico e sorriso fácil.

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