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Professores, pais e alunos das escolas das Caldas uns contra os outros

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Muito se tem falado, nestes últimos anos, do Colégio Rainha D. Leonor. Fala-se de dinheiro, de corrupção, de professores que não dão aulas, de exames abertos antes do tempo, de seleção de alunos, etc., etc., etc…. Por acaso já alguém fez uma auditoria séria e a sério às contas correntes das escolas estatais? No entanto, segundo o meu ponto de vista, penso que a questão, a verdadeira questão é mesmo outra. Digo isto porque, se assim não fosse, os problemas teriam começado logo em 2005. Mas porque questão começaram por volta de 2012/2013? O que aconteceu que causou tanto azedume entre professores, escolas e (infelizmente) alunos?

Ora bem, a resposta, por incrível que posso parecer, é muito simples: acabaram com a renovação automática dos horários zero. E o que é isto dos horários zero? Imaginem que um professor deixava de ter turmas na escola X. Como estava efetivo não podia ser despedido. Sim, não podia. Por incrível que possa parecer, numa fábrica quando cessa o posto de trabalho a pessoa é despedida, mas na função pública não. Deste modo, todos os professores com horário zero estavam a receber o seu salário para…. passear, estar na biblioteca a ler, ou quiçá terem um segundo emprego, o que significava dois ordenados, sendo que um deles era por, simplesmente, não fazer nada. Bem sei que fazer nada também pode cansar. Mesmo tendo a consciência que o ordenado está pago pelo dinheiro dos contribuintes, nada pode fazer porque o Estado a isso obriga. Mas voltemos ao nosso problema e deixemos as escritas literário-filosóficas para quem as sabe fazer. Voltemos ao nosso problema. O problema começou quando o governo de então resolveu limitar as renovações dos horários zero. Sim, foi aqui que todos os problemas começaram. Ou seja, os professores com horário zero voltaram a ter que procurar uma escola para, imaginem só, terem de dar aulas.

É neste panorama que o Colégio e os seus professores passaram a ser o “alvo a abater”. Os horários zero, que até aqui eram abraçados com toda a aceitação e compreensão pelos professores (como em tudo há exceções), passaram a principal moça causada pelos professores de segunda categoria (na palavra de alguns) que trabalham no Colégio que continua a roubar turmas às escolas do estado.

No meio deste panorama surgem duas questões. A primeira prende-se com o facto de os alunos preferirem frequentar o Colégio. A segunda está relacionada com o facto da maior parte dos alunos afirmarem que não querem ir para a EBI de Santo Onofre. O que se passa com a EBI que leva os alunos a não querem frequentá-la? Tendo em conta que alguns passaram da EBI para o Colégio, e que afirmaram não querer voltar para lá, o que raio terá acontecido? Sobre estas questões ainda não vi ninguém, mas ninguém fazer qualquer pesquisa ou estudo. Afinal a culpa é do Colégio.

Entre polémicas e acusações, diversas inspeções foram realizadas, muitas delas devido a denúncias anónimas que, coincidência ou não, abordam temas e/ou assuntos previamente muito debatidos em vários grupos do facebook, sendo notária a participação de vários professores caldenses. Mas as inspeções acabaram por dar razão às acusações? Hum… pois. Já alguém pesquisou sobre isso? Parece que não. Seria também muito interessante investigar onde têm os professores tempo para reunir tanta informação, apesar de muita dela ser contraditória ou falsa. Sim, falsa. Mas deixemos estas conclusões para alguém que, um dia, possa perder tempo para investigar a sério todo este tema. O facto é que professores e alunos foram, e são, alvos de chacota nas redes sociais por parte de professores de escolas públicas. Aliás, até os encarregados de educação foram chamados a esta discussão. Sim, os encarregados de educação e os pais dos alunos do Colégio foram chamados de “parolos” por um professor de uma escola, para onde supostamente, os filhos são obrigados a ir agora. Enfim…

Mas a mais recente polémica prende-se com as notas da disciplina de Direito.

Sim, de facto parece que (quase) todos têm 20. Mas por incrível que pareça, há uma disciplina sujeita a exame que tem quase as mesmas notas. Mais. Onde vários alunos tiveram nota superior a 18 no exame nacional. Mas disto (certamente) não importa fazer notícia. É mais fácil acusar que os professores inflacionam as notas das disciplinas não sujeitas a exame. Mas olhemos agora para o outro lado. Se por um lado é estranho haver no Colégio disciplinas não sujeitas a exame com quase todos os alunos a terem nota 20, o que dizer de um aluno que tem 18 numa disciplina no final do ano, mas que não consegue mais de 10,8 no exame nacional? Ou um aluno que tem 12 de classificação interna e obtém 5,9 no exame? Ou ainda disciplinas que os alunos acabam com uma média de 14,8, mas não conseguem mais do que uma média de 9,6 nos exames nacionais? Será que os alunos estão a ser beneficiados na classificação interna de frequência? Porque no meio disto tudo, em todo o trabalho de preparação para exames e afins, alguns professores ainda tiveram tempo para perder tempo das aulas para dizer mal dos professores do Colégio durante as aulas. Mas será que recebem ordenado pago pelos contribuintes para ensinar ou para dizer mal de outrem? Mas o que ainda tem mais piada é o facto de o processo de matrículas, em algumas escolas, ter-se iniciado antes da conclusão do ano letivo. Sim, é verdade. Os Encarregados de Educação foram convidados a assinar uma renovação de matrícula logo após a entrega de notas do 2.º período, estando assim assegurada a sua transição para o ano seguinte (ou não). Poderia tentar acreditar que se tratava apenas de uma atualização de dados, facto que cai por terra quando se verifica que fazem questão em assinalar a escolha, ou não escolha, da Educação Moral e Religiosa Católica.

A verdade, por muito triste que possa parecer, é que alguns professores têm conseguido colocar professores, encarregados de educação e alunos das escolas, uns contra os outros.

No meu muito humilde ponto de vista, deveria haver alguém que tivesse a coragem de mexer a sério neste assunto. Com isenção. Com imparcialidade. Com rigor. Sem preconceito.

A. Silva

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A 3ª classificação foi para a dupla Marie e Anne, também da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, com cântico e guitarra.

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