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Encerramento do Simppetra 2016

26 de Julho, 2016
Inauguração do Museu Leopoldo de Almeida nas próximas comemorações do Dia da Cidade Os cinco escultores de países diferentes da XVI edição do Simppetra (Simpósio Internacional de Escultura em Pedra) apresentaram no passado sábado, seis esculturas de grandes dimensões, que criaram ao longo das últimas três semanas e que irão embelezar os espaços públicos da cidade. No encerramento, Maria da Conceição e Tinta Ferreira anunciaram a inauguração do Museu Leopoldo de Almeida, no Centro de Artes para 15 de maio de 2017.

O Simpósio Internacional de Escultura das Caldas da Rainha (Simppetra) desperta interesse nos artistas devido às condições oferecidas – para além da pedra e do equipamento necessário, também o alojamento, a alimentação e o pagamento de metade das viagens, para além de uma bolsa de 2500 euros. Por isso, o evento deste ano registou 116 candidaturas para apenas cinco vagas (Fabian Saeren da Bélgica, Fernando Pinto da Colômbia, o holandês Chris Petersen, a turca Canan Zongur e o português Mário Lopes).

Mais de quarenta toneladas de pedra foram partidas e trabalhadas nas Caldas da Rainha, dando origem a cinco esculturas para todos os gostos, que referem assuntos de atualidade.

O belga Fabian Saeren que trabalhou com o estudante Guilherme Silva realizou uma peça figurativa em granito, dando origem a um enorme prego na madeira.

De acordo com o escultor trata-se de uma peça que vai ser colocada na vertical e que “permite várias interpretações, no que diz respeito à utilização do homem em relação aos recursos naturais”.

O português Mário Lopes que já esteve em 12 simpósios pelo mundo deixou nas Caldas, uma peça intitulada “Pinus”. Trata-se de uma representação da natureza num espaço confinado, neste caso uma forma abstrata de um pinheiro. Já o colombiano Fernando Pinto trouxe o projeto “Two-getter”, que “juntou duas peças de mármore branco, que apenas se tocam e que retratam a atualidade”.

A turca Canan Zongur procurou realizar uma obra em calcário sobre o “último passo” do ciclo da vida, onde existem várias curvas, tal como acontece na vida humana.

O holandês Chris Petersen procurou representar um o impacto da água. “Peguei na transformação que a superfície da água tem quando recebe uma gota e que se espalha, em padrões aleatórios”. Além destes cinco escultores também participou a algarvia Rita Ferreira de 26 anos, como assistente e Vítor Reis, como diretor técnico do simpósio, que participou “pela primeira vez como assistente no evento em 1998”.

“Foi uma experiência que me marcou muito e fiz alguns contactos com os artistas experientes ”, sublinhou o diretor técnico, adiantando que “é uma experiência que fica na memória e que nos faz crescer profissional”.

A peça que ainda não estava acabada “procura dar a ideia de camadas e todo o processo envolvente”, como por exemplo “uma coisa dentro de outra coisa”. Ainda destacou que ” parte dos traços desenhados na pedra transformando-os em planos”.

Rita Ferreira sublinhou que começou na trabalhar pedra e “nunca mais conseguiu largar”, apesar de estar fazer mestrado de Design de Produto. “Este simpósio faz-me querer voltar à escultura de grande formato”, revelou. Já Guilherme Silva salientou que o simpósio tem sido “uma experiência muito positiva para adquirir novas competências, num material que não estava habituado a usar”

Para José Antunes, diretor do Centro de Artes das Caldas da Rainha, “hoje de facto o Simppetra é um dos mais antigos conceituados e antigos simpósios de escultura do mundo a decorrer interruptamente”, recordando os primeiros escultores que participaram neste simpósio como foi o caso de Antonino Mendes, António Duarte e Vidigal. Ainda destacou que este vento “proporciona uma troca de experiências e saberes, que beneficia um astro de escultores e personalidades artísticas, para colaborar e para deixar o seu trabalho”.

A vereadora Maria da Conceição recordou o início deste evento, destacando a participação do mestre António Duarte.

Segundo Maria da Conceição, “decidimos dar início aos simpósios na sequência do que tinha acontecido em Évora e no Porto, sendo uma grande aventura que implica uma grande logística”.

“Os simpósios tem-se mantido ao longo dos anos, com elevada qualidade fazendo do Centro de Artes, uma instituição conhecida por esta iniciativa”, esclareceu a vereadora.

Tinta Ferreira também presente indicou que “esta ideia de embelezar os espaços públicos, com um conjunto de peças realizadas nos simpósios é uma ideia que tem vindo a ser desenvolvida pelas Caldas”.

“Esta é uma das iniciativas mais antigas desta área, que continua vivo e atenuante”, salientou o autarca, acrescentando que “o simpósio continua a proporcionar workshops e experiências entre um conjunto de artistas que vão continuar a fazer referência a Caldas da Rainha”. Ainda revelou que a colocação das peças vai ser definida pela Junta de Freguesia e pela população, sendo que algumas iriam fazer parte do “Jardim de esculturas”, no antigo parque de campismo do Parque D.Carlos I.

O autarca também frisou que os edifícios do Centro de Artes vão sofrer algumas requalificações e ainda foi constituída “uma unidade de cultura que integra o contexto do centro de artes”. Por fim, revelou que a inauguração do Museu Leopoldo de Almeida irá ser feita no 15 de maio do próximo ano.

“O edifício está concluído a uns meses mas, neste momento estamos a preparar as peças e a organizar o espólio, de forma abrir ao público no próximo ano”, concluiu.

Mariana Martinho

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