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A minha vida de universitário

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O JORNAL DAS CALDAS recolheu as histórias de treze jovens que acabaram ou estão a concluir os estudos universitários.
Joana Agostinho começou a fazer mestrado mas congelou a matrícula por estar a trabalhar

Pedimos que transmitissem como foi ou tem sido a vida de estudante distante (uns mais do que outros) da área de residência, como foi a experiência, os desafios, as dificuldades iniciais e como se tornou mais fácil. Também quisemos perceber que respostas de alojamento tiveram e como geriram despesas com casa, transporte, alimentação e custos da universidade. Por último, deixaram conselhos para os futuros universitários.

Joana Agostinho, 24 anos, Caldas da Rainha

“Procurem ir para um curso com o qual se identificam”

Fiz a licenciatura em Relações Internacionais no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, entre 2010 e 2013, e comecei o mestrado em Economia e Políticas Públicas no Instituto Universitário de Lisboa. Congelei a matrícula após entrar no mercado de trabalho.

Desde que me lembro que queria ir para a faculdade. Sempre me interessei por áreas profissionais diferentes, o que fez da escolha uma decisão mais complicada do que o previsto – candidatei-me por isso a um curso que incorporava variadas disciplinas.

Talvez o maior desafio em todo o processo seja lidar com a pressão e com as emoções. Coimbra era a cidade para onde queria ir, talvez por a associar aos estudantes universitários, contudo, achei importante procurar opiniões sobre qual o melhor instituto tendo em conta o curso que pretendia e no topo da minha lista ficaram duas universidades de Lisboa. Acabei por viver lá durante os três anos da licenciatura e foram anos que me enriqueceram bastante.

É na força de vontade que vamos buscar a motivação para continuar e a capacidade de aguentar as saudades de casa (que eram sempre muitas). Tudo isto acabou por me deixar mais preparada para um futuro independente.

Alojamento e despesas:

A questão do alojamento surge muito associada à saudade. No meu caso o fator proximidade e facilidade de acesso entre Caldas da Rainha e Lisboa fez com que a princípio fizesse viagens de ida e volta diárias. Viver em Lisboa traria custos demasiado elevados e por isso esta passou por ser a primeira solução, que se mostrou ser muito cansativa (tendo em conta que demorava cerca de duas horas e um quarto por viagem).

Os gastos eram elevados e foi quando me candidatei à bolsa de estudo que procurei ter acesso à residência de estudantes. Quem vai para uma residência tem de estar preparado para a partilha das divisões da casa, assim como deve ter a noção de que a agitação será uma constante. E juntam-se pessoas de todo o mundo, que ali se encontram ao abrigo de programas de intercâmbio. Seja como for, foi o que me possibilitou o equilíbrio das despesas.

A bolsa de estudo ajudava e candidatei-me na altura a uma bolsa atribuída aos alunos do ensino superior pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha – ambas foram efectivamente um grande apoio.

Todavia, foi a minha família quem me apoiou nestes anos – entre alojamentos, despesas educativas, transporte e alimentos. Gerir despesas significava não vir a casa todos os fins de semana e quando vinha levava alguma comida já confecionada. Comer na universidade ou levar algo ajudava a controlar as contas ao fim do mês e fazia a diferença nos custos. Um estudante gasta mil e tal euros nas propinas e deve preparar-se para um custo de 300 euros mensais, no mínimo, para outros gastos. Quando falamos de Lisboa e Porto, tendo em conta o valor das rendas, sobe para os 500 euros.

Conselhos para futuros universitários:

Fazerem o exercício de se imaginarem a exercer a profissão é essencial para uma candidatura. Procurem ir para um curso com o qual se identificam nas disciplinas específicas que vão frequentar e sem receios de mais nada entrem no desafio.

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