Q

Previsão do tempo

16° C
  • Sunday 22° C
  • Monday 23° C
  • Tuesday 21° C
17° C
  • Sunday 23° C
  • Monday 24° C
  • Tuesday 21° C
17° C
  • Sunday 26° C
  • Monday 26° C
  • Tuesday 23° C

Tribunal condena arguidos por resistirem a agentes da PSP

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
O tribunal de Leiria condenou seis arguidos que resistiram e ameaçaram agentes da PSP de Peniche na sequência de uma perseguição, no dia de natal, em 2014. Os crimes de coação de resistência e coação sobre funcionário em coautoria mereceram a pena de três anos e seis meses de prisão. Um arguido foi condenado pelo crime de dano qualificado a dois anos de prisão.
Ocorrência verificou-se no designado “bairro dos ciganos”, em Peniche (foto Carlos Tiago)

As penas foram suspensas na sua execução, ficando os arguidos, que na altura da ocorrência tinham entre 22 e 55 anos, obrigados a cumprir um plano de inserção.

Não foi dado como provada a acusação de três crimes de homicídio qualificado na forma tentada que recaía sobre um dos arguidos.

No despacho de acusação era referido que um dos agentes tinha sido atingido por um projétil de arma de fogo, o que “não corresponde à verdade”, segundo o juiz presidente do coletivo.

“O próprio agente veio dizer isso mesmo ao tribunal e o relatório do Instituto de Medicina Legal também confirma que o agente foi atingido com um objeto contundente, não com um projétil de arma de fogo”, explicou o magistrado, de acordo com agência Lusa.

“Os agentes apresentaram um depoimento convergente com o que foi dado como provado pelo tribunal. É de salientar a manifesta credibilidade e genuinidade dos agentes, que quiseram mesmo alterar o que estava escrito, considerando que determinados factos não estavam corretos. Os pontos mais gravosos da acusação são desmentidos pelos agentes”, salientou.

O magistrado referiu ainda que “não se provou” que este arguido também tivesse apontado a pistola aos agentes, não a tendo disparado apenas porque os polícias também apontaram as suas armas, como constava na acusação, assim como “não se provou” que tenham sido efetuados disparos diretamente para os agentes.

O tribunal deu no entanto como provado os empurrões e puxões de braços dos arguidos aos agentes, assim como as ameaças verbais.

Os factos remontam ao dia 25 de dezembro de 2014, quando, pelas 23h00, três elementos da PSP, que seguiam num carro patrulha em Peniche, deram ordem de paragem ao condutor de um veículo ligeiro por “quase abalroar uma viatura policial” num cruzamento daquela cidade.

O condutor encetou a fuga dirigindo-se para o designado “bairro dos ciganos”. O veículo onde seguiam os arguidos acabou por embater num poste de eletricidade. Quando os agentes saíram da viatura para tentar algemar os suspeitos “surgiram outras pessoas da comunidade ali residentes” e “começaram a agarrá-los e a empurrá-los”.

As agressões, que resultaram em ferimentos nos três agentes e danos na viatura da PSP, deram origem à investigação do Departamento de Investigação Criminal de Leiria que culminou com uma operação realizada a 5 de fevereiro de 2015.

A operação envolveu esta unidade e as diretorias do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e a Unidade Nacional Contra-Terrorismo e contou com a colaboração do Comando Distrital de Leiria da PSP, que executou, em simultâneo, uma operação especial de prevenção criminal, na qual foram realizadas 28 buscas domiciliárias das quais resultaram a detenção dos suspeitos, bem como a apreensão de cinco espingardas de caça e de outras armas proibidas.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados