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Combate a incêndios florestais no distrito este ano com o maior efetivo de sempre

Francisco Gomes

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O dispositivo especial de combate a incêndios florestais no distrito de Leiria em 2016 terá “o maior efetivo de sempre”, revelou na semana passada o comandante operacional distrital, Sérgio Gomes, na apresentação que teve lugar na Escola Técnica Empresarial do Oeste, nas Caldas da Rainha.
Apresentação do dispositivo distrital de combate a incêndios florestais na ETEO

Na fase Bravo, entre 15 de maio e 30 de junho, estarão no terreno 364 elementos (55 equipas) apoiados por 82 viaturas dos bombeiros, GNR, PSP e ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas). O dispositivo atingirá o seu máximo no período de maior risco, designado por fase Charlie, entre 1 de julho e 30 de setembro, com 509 operacionais (83 equipas) e 113 viaturas.

Na fase Delta, entre 1 e 31 de outubro, o efetivo volta a diminuir para 323 operacionais (47 equipas) e 73 viaturas.

O distrito contará ainda com quatro brigadas de combate a incêndios posicionadas nos quartéis dos bombeiros de Leiria (duas), Pombal e Alcobaça, um grupo de combate a incêndios em função da análise da atividade operacional do distrito, dois grupos de reforço constituído pelas corporações de bombeiros, quatro equipas de reconhecimento e avaliação da situação, e quatro veículos de comando de operações e comunicações, um dos quais das Caldas da Rainha.

No que diz respeito a meios aéreos contará, nas fases Bravo e Delta, com um helicóptero bombardeiro médio sedeado em Pombal, a que se junta, na fase Charlie, um helicóptero bombardeiro ligeiro sedeado em Figueiró dos Vinhos.

“Se em 2014 fomos o distrito com a menor área ardida, em 2015, apesar do dobro de ocorrências, mantivemo-nos com um dos de menor área ardida. Três incêndios foram responsáveis por 75% da área ardida em 2015, que se cifrou em mil hectares”, descreveu Sérgio Gomes, que sublinhou a colaboração com a GNR para as ações de fiscalização.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, relatou que as áreas de maior perigosidade situam-se no norte do distrito, mas considerou que a média anual de 560 incêndios até nem é um número elevado e como noutros pontos do país a situação é pior, graças à sua boa prestação os bombeiros do distrito são chamados para auxiliar outros distritos nas épocas críticas.

O membro do governo aproveitou para responder aos pedidos do presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, para melhoria de condições para os bombeiros, e indicou que “conseguimos ainda no orçamento de estado voltar a isentar de taxas moderadores os bombeiros, pois entendemos que não era correto ter sido retirado esse benefício”.

“Não estou satisfeito por ter sido retirada a mais-valia para a reforma”, manifestou Jorge Gomes, fazendo notar que antes de ter sido extinta essa regalia, “na prática os bombeiros trabalhavam quatro anos e contavam cinco para reforma, mas ainda assim pagavam a contribuição” desse quinto ano.

Revelou que “está na minha agenda de trabalho” repor a bonificação do tempo de serviço, para efeitos de reforma, aos bombeiros voluntários, mas só depois de avaliar os impactos financeiros da medida com o Ministério da Segurança Social.

“Conseguimos a isenção do imposto sobre veículos adquiridos para funções operacionais, para ajudar as associações humanitárias”, adiantou.

O presidente da Câmara sugeriu incentivos para limpeza dos sobrantes florestais e criação de um espaço de trituração, tendo o secretário de estado reconhecido a importância dessa medida, que está a ser estudada, para reduzir os incêndios para metade.

Tinta Ferreira pediu também o reforço do número de agentes das forças de segurança com meios de investigação para detetar os incendiários e o reforço das equipas de sapadores florestais para prevenção e combate aos incêndios, o que o membro do governo disse pretender fazer.

“Estamos com um dispositivo preparado para podermos ter um ano tranquilo, mas como todos nós somos agentes de proteção civil, o sucesso dependerá do nosso comportamento”, assegurou o secretário de estado.

Francisco Gomes (texto)

Ana Vicente (fotos)

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