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Deputadas do PS foram conhecer ensino profissional na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, tem-se afirmado no ensino profissional e é uma referência nestes cursos, que têm tido mais procura do que as vagas existentes. As deputadas do PS, Odete João, Susana Amador e Maria Augusta Santos, visitaram o estabelecimento de ensino no passado dia 5 com o objetivo de conhecer a dinâmica desenvolvida com as empresas da região e a forma como se diferenciam na sua oferta curricular.
As deputadas ouviram muitos elogios à Escola Bordalo Pinheiro

Reuniram-se com a diretora do agrupamento, Maria do Céu, responsáveis e coordenadora dos cursos profissionais, representante da associação de pais e alguns empresários das Caldas.

As deputadas ouviram muitos elogios à escola mas também queixas sobre o financiamento de apoio aos cursos profissionais que ainda não chegou e o número de trinta alunos por turma, que os professores consideram excessivo.

Maria do Céu relatou que os cursos profissionais na Bordalo Pinheiro começaram em 2007 e no ano seguinte já metade dos alunos frequentava este ensino. “Neste momento existem mais 50 alunos nos cursos profissionais do que no ensino regular”, sublinhou, acrescentando que está na génese da escola, que foi a primeira a nível nacional de ensino profissional, criada por Bordalo Pinheiro.

“Foi uma aposta ganha porque neste momento temos práticas do ensino profissional que estão a contaminar positivamente o ensino regular”, referiu, dando como exemplo o sistema de permutas de aulas que começou com os cursos profissionais e alargou-se ao ensino regular, em que os professores quando precisam por algum motivo de faltar permutam com o seu colega, e assim os alunos têm sempre aulas.

O próximo passo da escola é continuar a apostar na qualidade deste tipo de ensino. Recordou que no passado alguns dos alunos desistiam porque iam para o ensino profissional como segunda ou última alternativa, mas agora mais de metade dos alunos vai para o ensino profissional como primeira opção.

Mas também há constrangimentos, sobretudo a nível financeiro. A diretora do agrupamento revelou às deputadas estar preocupada com a falta de financiamento porque até este momento ainda não foi recebido “um euro para os cursos profissionais e há alunos em situação de rutura de abandono porque não podem pagar o passe”.

O projeto no valor de dois milhões de euros para apoio aos cursos profissionais foi aprovado, mas ainda não chegou nenhuma verba. “Temos 400 alunos no ensino profissional e alguns deles vêm de Alcobaça, Lourinhã, Peniche e os passes chegam a custar 120 euros mensais e os pais que estão desempregados não conseguem pagar essa despesa”, indicou.

A escola tem vindo a apoiar nos casos mais graves, mas não pode ajudar todos. No entanto, revelou que por causa da falta de financiamento não deixou de fazer nenhuma actividade, ficando com dívidas à Rodoviária e outras transportadoras.

Visita guiada à escola

Antes da reunião, Maria do Céu fez uma visita guiada às instalações. Na sala de mecânica foi comunicado às deputadas que falta espaço para os alunos poderem trabalhar, resultado de muita procura por este curso profissional que é frequentado por 60 alunos (10º, 11º e 12º).

O curso de desporto também é muito solicitado, tendo havido 70 pré inscritos para abrir uma turma.

As deputadas também visitaram o estúdio multifunções onde os alunos produzem diversos conteúdos audiovisuais, desde telejornais até programas de entretenimento.

No final, Odete João, deputada eleita pelo distrito de Leiria, valorizou o ensino profissional, revelando que já “está a deixar de ser uma opção de segunda escolha e passar a ser uma opção de primeira escolha independentemente da nota do aluno e do estatuto socioeconómico da sua família”.

Quanto ao financiamento, disse que este ano houve atrasos porque o Governo encontrou a situação caótica. “Deu prioridade ao ensino artístico especializado e depois pegou no profissional, sendo que a situação era de tal modo complicada que ainda há situações para resolver, como foi aqui testemunhado”, disse a deputada, acrescentando que tem conhecimento de que “há muitas escolas que utilizaram do seu orçamento privativo para suprir essas falhas”.

Garantiu que para o ano pretende programar com tempo para que “estes atrasos não se verifiquem novamente”.

Quanto ao excesso de alunos por turma, Susana Amador informou que será feita uma redução “progressiva e equilibrada”.

O empresário Jorge Magalhães falou da parceria que tem com a Bordalo Pinheiro na realização do Festival do Cavalo Lusitano, que conta com a participação de dezenas de alunos das áreas técnicas de programação, audiovisual e som, apontando que a escola é um “agente potenciador da sociedade local”.

Agregação com Santa Catarina contestada

A presidente do Conselho Geral, Manuela Silva manifestou às deputadas o descontentamento com a proposta da direção regional de educação que obrigou o estabelecimento de ensino em 2012 a agregar-se à escola de Santa Catarina, que se situa a uma distância de 17 quilómetros, através de uma estrada sinuosa e com serviços de transportes públicos com baixa frequência. “É absurdo e é contra a vontade de todos”, sublinhou, Manuela Silva, acrescentando que “a solução lógica e natural seria agruparmo-nos à Escola D. João II, que é mesmo ao lado, estando apenas separada por uma rede e que vai ao encontro dos princípios e critérios definidos na legislação em vigor”. “Para o 10º ano vieram 14 alunos de Santa Catarina e 92 da D. João II”, disse a responsável, explicando que os alunos de Santa Catarina vão preferencialmente para a Benedita, que fica apenas a três quilómetros.

Manuela Silva afirmou que o agrupamento funciona mas obriga a um esforço muito maior porque a gestão ideal é a de proximidade e neste caso não é possível.

Odete João garantiu que irá levar o assunto ao Ministério da Educação.

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