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Conversa com três artistas caldenses sobre “A Arte no Feminino”

Mariana Martinho
15 de Março, 2016
“A Arte no Feminino” foi o tema da conversa que decorreu entre as três artistas caldenses convidadas, Elsa Rebelo, Liliana Alves e Isabel Claro, conhecida como “Bolota”, no passado sábado, no auditório da Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha, como exemplos de afirmação no setor. A iniciativa surgiu no âmbito das celebrações do “Dia Internacional da Mulher”, onde decorreram várias atividades de forma a exaltar a importante simbologia desta data.
Conversa no auditório da Biblioteca Municipal com três artistas caldenses

Foi um fim de tarde animado, onde cada convidada falou sobre o seu percurso profissional e responderam às questões colocadas pelo público.

Bolota, ceramista natural das Caldas, foi a primeira a falar sobre a sua carreia profissional. “Sou ceramista desde os 16 anos, como alternativa ao estudo convencional, pois queria fazer coisas que me dessem prazer”, frisou a fundadora do atelier Bolota. Além disso, a cerâmica era uma “área que me cativava pelo convívio que tive durante vários anos“ com a Feira da Cerâmica no Parque D. Carlos I.

“Sempre tive um fascínio enorme pelos oleiros a trabalhar e pela roda da olaria”, destacou Isabel Claro, tendo começado a sua formação com o curso de roda de olaria no Cencal. Também salientou a passagem pela olaria do João Reis, que “ajudou a ultrapassar alguns obstáculos”. Apesar de ter sido um “percurso difícil e de pouco acesso a materiais e ferramentas, foi uma opção de gosto”.

Tem vindo a desenvolver uma atividade na olaria contemporânea, num equilíbrio entre métodos tradicionais e a cerâmica de autor. Atualmente concilia o seu trabalho com a restauração, onde a maioria das peças de cerâmica são confecionadas no atelier, de forma a criar “uma dinâmica entre a cerâmica e o atelier”.

Questionada sobre as dificuldades da profissão, a artista caldense salientou a gestão entre a vida pessoal e a profissional, e ainda falta de oportunidades e apoios que as mulheres têm em relação aos homens na área.

Elsa Rebelo, diretora artística e criativa na Fábrica Bordalo Pinheiro, também tem uma paixão pela cerâmica. “Na realidade também comecei a minha atividade aos 16 anos, através dos meus pais, que tinham uma pequena fábrica de cerâmica”, salientou a artista, acrescentando que fez cursos e workshops dentro da área decorativa. Também deu aulas no Cencal durante dez anos na área da pintura e técnicas decorativas. Mais tarde foi convidada para trabalhar na fábrica Bordalo Pinheiro, onde veio completar “a paixão que tinha por todo o trabalho e história do Bordalo”.

A designer de joias, empresária e artífice Liliana Alves também revelou que desde pequena gostava de mexer com materiais e sempre tentou explorar a área da manualidade e da interpretação criativa dos mesmos. ”Lembro-me que desde pequena fascino-me pelos metais, pois o meu pai tinha uma empresa de material eletrónico, em que aproveitava os cabos de cobre para fazer as minhas prendas de natal”, sublinhou a designer, apontando que fazia “peças decorativas para os amigos”.

Fez o curso de ourivesaria no Cindor em Gondomar e quando terminou decidiu avançar por conta própria nas Caldas da Rainha. Apesar do percurso “não ter sido fácil em questões burocráticas, pela via da persistência” conseguiu abrir a empresa.

“As minhas peças têm tido um bom lugar no mercado, quer nos museus quer nas joalharias”, frisou Liliana Alves. Utiliza o ouro e a prata, conjugando por vezes a madeira, cerâmica ou pedras preciosas, e cria peças únicas. Atualmente, vende na Suíça e África do Sul.

Igualmente falou do projeto de parceria com a artista Isabel Claro, onde criaram peças que juntam cerâmica e a joalharia. “Uma parceria muito feliz e interessante para nós enquanto artistas”, salientam as autoras.

A celebração do “Dia Internacional da Mulher” coube à Biblioteca Municipal e ao Gabinete de Apoio à Vitima de Violência Doméstica (GAVVD), tendo sido celebrado com a distribuição de flores e poemas às senhoras, nas principais ruas da cidade, onde contou co a participação da vereadora da Ação Social, Conceição Pereira, e dos técnicos daquele setor, bem como dos alunos da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO). Além disso, também houve teatro e exposição de peças no átrio da Biblioteca.

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