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Gestão do Parque e da Mata pela União de Freguesias levanta dúvidas aos comentadores de “Pontos de Vista”

Francisco Gomes
8 de Março, 2016
A delegação de competências da Câmara Municipal das Caldas da Rainha para a União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório tratar do Parque e da Mata foi comentada no programa “Pontos de Vista”, da Mais Oeste Rádio e Jornal das Caldas.
Manuel Nunes, Emanuel Pontes, Rui Gonçalves, José Carlos Faria, António Cipriano e Lino Romão

O assunto foi destacado na semana passada no Jornal das Caldas a propósito da aprovação, pela Assembleia Municipal, da atribuição de 200 mil euros para a junta de freguesia desenvolver essa tarefa.

Rui Gonçalves, do CDS, declarou no programa de rádio que “ninguém põe em causa a competência e dedicação do presidente da junta ou de qualquer elemento da junta, mas tem de haver um responsável tecnicamente competente nesta matéria, um avençado, porque aquilo não um jardim lá de casa ou uma rotunda, é preciso saber muito daquilo, pois existe uma diversidade de espécies impressionante”.

Reportando-se a questões levantadas na rede social facebook e que afirmavam que do lago do Parque tinham sido “retirados à pazada centenas ou milhares de peixes” que teriam morrido e que na Mata tinha sido “dizimado” o Jardim da Rainha, considerou ser um assunto “melindroso”.

“Não é a oposição a embirrar com a junta ou a câmara, mas é um tema que está é a preocupar”, manifestou.

Manuel Nunes, do PS, tem dúvidas sobre a delegação de competências, em que “os recursos técnicos e conhecimentos científicos estão na Câmara e estão a ser delegados para a junta, que não os tem”.

“É um assunto delicado que não deve ser tratado assim. Deve haver supervisão de uma entidade superior que tenha conhecimento destas matérias específicas e que indique o que deve ser feito”, comentou.

Fez ainda notar que “andamos a pedir há dois anos que nos expliquem se as delegações de competências são mais baratas e até agora ninguém nos disse”.

Para o socialista, “há determinados eventos que não se podem realizar no Parque e é também complicado intervir no ordenamento paisagístico”.

“Não se deve utilizar herbicidas no Parque e Mata, e anda-se a utilizar. No dia 2 de fevereiro foi utilizado. É bom que se perceba o que se está a fazer. Não basta utilizar empresas da área como se fosse um jardim, não é a mesma coisa. Tem de haver alguém com conhecimento sobre isto”, frisou.

José Carlos Faria, da CDU, afirmou que “não está em causa a figura do presidente da junta, que merece consideração, mas a escala do assunto ultrapassa e muito quer os meios quer as competências que a junta tem. Há uma delicadeza que reclama um acompanhamento técnico que a junta não tem, e tem de se olhar com outros olhos porque não basta boa vontade para intervir”. No seu entender, é preciso “uma intervenção articulada, eficaz e sustentada técnica e cientificamente”.

Emanuel Pontes, do MVC, declarou que “não está em questão o valor nem as pessoas da junta de freguesia, mas o que achamos é que devia haver um planeamento e ser conversado com quem percebe do assunto, nomeadamente com biólogos ou botânicos, gente que consiga olhar para biodiversidade que o Parque tem, antes de se meter já empresas de jardinagem”.

“Antes de intervir deve-se planificar de forma estruturada a intervenção no Parque, porque deve-se agir da melhor forma e não à pressa. Deve-se ter atenção a isso, para salvaguarda”, referiu.

Lino Romão, do BE, considerou que “é estranho não se conseguir perceber a o que é que correspondem os 200 mil euros, uma vez que não se conhece o projeto de manutenção do Parque e não há plano nenhum”.

“Não dá para perceber se é muito, pouco ou se chegará, é um valor encontrado sem uma base técnica e isso levanta muitas dúvidas se o que está a ser feito obedece a algum critério de intervenção num espaço daquela natureza e que deve ser feito com planos elaborados por técnicos especializados”, vincou.

António Cipriano, do PSD, disse estar “de acordo com a gestão pela junta de freguesia”, refutando “o que diz a oposição, porque não é uma gestão desligada da Câmara Municipal, pelo contrário, com os seus recursos técnicos irá auxiliar”.

No seu entender, o envolvimento da junta de freguesia permitirá “conseguir uma alteração substancial naquilo que é o marasmo e o abandono originados pelo centro hospitalar”.

“Não matámos os peixes!”

O presidente da junta, Vítor Marques, esclareceu ao JORNAL DAS CALDAS as questões que foram levantadas no facebook. “Há dois anos que o lago não era limpo e estava na altura de se fazer a limpeza. Contratualizámos com uma empresa e foram efetuados os procedimentos que eram tomados anteriormente, ou seja, mais de mil peixes foram colocados em depósitos adequados para a trasfega. Não os matámos”, começou por dizer.

“Nesta operação há sempre alguns peixes que morrem, por entrarem em stress, mas são poucos. Temos notado que há menos peixes do que havia, mas isso não tem a ver com a limpeza e sim pode ter a ver com a presença de seis corvos marinhos”, assegurou.

Os peixes já voltaram ao lago, que está gradualmente a ser enchido, com água da nascente da Mata, em vez de água da rede pública, revelou Vítor Marques.

Quanto ao Jardim da Rainha, o presidente da junta indicou que já se encontra na situação atual há vários anos, ainda sob a gestão hospitalar. “O que temos feito é a limpeza e retirada de lixo e vamos agora recuperar o espaço”, indicou.

Na assembleia municipal o autarca já havia dito que “conversámos com entidades que conhecem bem o Parque e a Mata e funcionários do hospital e chegámos a um acordo com a Câmara. Temos algum conhecimento, porque fomos reunindo informação que nos permite fazer algum trabalho, mesmo não tendo todos os meios necessários. Tem sido feita limpeza e manutenção e estamos a preparar um plano de reflorestação e um regulamento de utilização do Parque e da Mata”.

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