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Esvaziamento do Mercado do Peixe comentado em “Pontos de Vista”

Francisco Gomes

EXCLUSIVO

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A situação do Mercado do Peixe das Caldas da Rainha, com cada vez menos clientes e menos vendedores, foi comentada na última emissão de “Pontos de Vista”, uma parceria entre a Mais Oeste Rádio e o JORNAL DAS CALDAS.
Manuel Nunes, João Frade, José Carlos Faria, Rui Gonçalves e Lino Romão

Manuel Nunes, do PS, afirmou que o desfecho a médio prazo vai ser encerramento, que “é o que progressivamente está a acontecer”. Uma das razões é a falta de estacionamento para os clientes. “As obras da regeneração urbana são muito engraçadinhas mas falta a acessibilidade na zona central da cidade. Os clientes têm de transportar sacos vários quilos de peixe e andam de carro”, referiu, defendendo que, pelo menos ao fim de semana a Câmara e o Centro Hospitalar cheguem a um entendimento para que se possa usar o estacionamento atrás do Chafariz das 5 Bicas.

O socialista disse ainda que o mercado tem vindo a “atrofiar”, porque em termos de imagem “não atrai ninguém” e o cenário “é deprimente”. A situação podia ser modificada se houvesse “outros produtos e valências no mercado”.

Rui Gonçalves, do CDS, revelou que é cliente semanal do Mercado do Peixe porque “ainda posso fisicamente transportar sacos com vários quilos”. Confessou que prefere comprar ali porque “os preços são normalmente mais baixos e os produtos são melhores”. “Mas a minha mulher já não vai ao mercado porque não pode suportar os pesos”, indicou.

“Os supermercados, para além de terem estacionamento, até coberto, têm carrinhos para levar os produtos desde as prateleiras até ao carro”, referiu. “Não há hipótese de concorrer”, manifestou, receando que o que está a acontecer no Mercado do Peixe venha também a afetar a Praça da Fruta.

O estacionamento por detrás do Chafariz das 5 Bicas pelo menos ao sábado e ao domingo “já ajudava alguma coisa”, mas “soluções de fundo não há, era na regeneração urbana que deviam estar previstas”. “Estamos a falar de planeamento”, sublinhou.

Lino Romão, do Bloco de Esquerda, criticou “a incapacidade da Câmara em planear e antecipar problemas”. “Houve um discurso triunfalista em relação à regeneração urbana e agora apresentam-se os problemas. É no Mercado do Peixe mas vai afetar o restante comércio”, considerou.

Quanto ao estacionamento, “há 245 lugares a menos nas Caldas com a regeneração urbana. Foram abatidos e mercantilizados [nos parques pagos], mas as pessoas mais velhas têm receio em usar estes estacionamentos, porque não são funcionais e foram medidos a régua e esquadro”.

Também a requalificação do mercado foi “uma operação de cosmética que não acertou no alvo e a Câmara deveria pôr os olhos noutros projetos bem feitos. Não chega requalificar só do ponto de vista estrutural, ou colocar bancadas de alumínio novinhas e a brilhar”.

No entender do bloquista, no Mercado do Peixe “deviam coexistir outros produtos e lojas, para se tornar mais atraente. Devia existir fruta até às sete da tarde. Não faz sentido um mercado tão grande exclusivamente para o peixe”.

João Frade, do PSD, declarou que “as pessoas perderam o hábito de ir ao mercado e vão a superfícies que têm outros produtos e condições que são difíceis de replicar”. Admitiu que se devia “inovar, alterar o espaço e ter outras ofertas que não só peixe” e reconheceu que as pessoas de idade “têm dificuldade em circular com sacos” se não tiverem estacionamento, apesar de haver ali próximo o Centro Cultural e de Congressos, onde os idosos consideram que os lugares são apertados.

Para José Carlos Faria, da CDU, a situação do Mercado do Peixe “é lamentável” e “reclama medidas do poder autárquico”.

Para o comunista, as queixas dos vendedores “fazem sentido”, apontando a “dificuldade de acesso” e falta de sinalização indique o mercado, pois “quem vem do lado do Largo Heróis de Naulila não sabe que o mercado existe”.

Disse ainda que as grandes superfícies têm “gerado a extinção do comércio tradicional”.

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