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Crónica – Casal caldense dá a volta ao mundo

Joana Oliveira e Tiago Fidalgo

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Chegou a hora: não sabemos se é de partir ou de chegar (mais perto dos nossos sonhos). Esta é a semana em que deixamos efetivamente tudo para trás e abraçamos a aventura de dar a volta ao Mundo em 18 meses, à boleia e de mochila às costas.
Tiago Fidalgo e Joana Oliveira

São poucas as previsões que fazemos, mas para já, esperamos chegar a Madrid em breve. Quem sabe se primeiro teremos de parar em Elvas para pernoitar ou se conseguiremos sequer lá chegar com desembaraço. Se para muitos o mais fácil é apanhar um avião e ficar suspenso na distância, o que nos conquista nesta partida é a velocidade com que a vamos fazer. A primeira boleia que apanharmos, será a primeira de muitas que hão de vir, e que mesmo que nos deixe só ali nas Aveiras, far-nos-á afastar lentamente de casa e aproximar lentamente do mundo por descobrir.

Levámos meses a preparar este projeto: estudar o mapa, traçar rotas, pensar em destinos, equacionar entradas, ponderar riscos…achamos, no fundo, que a preparar-nos para realmente partir e decerto interiorizar o que há de vir.

E com isto, são várias as perguntas que recorrentemente nos fazem, às quais respondemos com o maior bem-querer. “Mas à boleia, como?”. Na estrada, de dedo esticado, com ou sem placa a indicar a direção e com as melhores crenças no pensamento.

“Então mas isso é perigoso!”, afirmam. É? Talvez seja sim, contudo, fazendo um balanço de todas as viagens que temos feito, as experiências positivas superam sempre em larga escala as negativas! Muitos apelidam-no de sorte, mas não será antes ausência de azar?

“E como vão lavar a vossa roupa?”, interpelam. Habitualmente em casa daqueles que nos hospedam, tal como fazemos com as refeições (que normalmente muito exigem de quem nos recebe, por sermos vegetarianos estritos).

Outras tantas questões prendem-se com economia e falamos abertamente sobre isso: pretendemos viajar poupando, sendo o nosso plafond diário controlado, e sim, foi uma decisão ponderada abandonar os nossos projetos profissionais. Mais que isso, só mesmo um problema familiar nos poderia deter. Com isto, as expetativas são altas, mas o medo também vive em nós: vamos encontrar o desconhecido – e o desconhecido mete sempre medo, avistar sorrisos escondidos por entre estradas, montes e vales, dias longos e solarengos, fugazes ou chuvosos, abraçar todos os que quiserem abrir-nos as portas de sua casa e fazer parte desta história, com a mesma paixão com que a estamos a escrever. E queremos muito lá chegar.

Passaportes prontos, vacinas feitas, repelentes escolhidos, tenda a postos, mochilas meio-cheias e corações apertadinhos. Chegou a hora.

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