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Central fruteira Frutalvor escolhida para apresentação de prémios nacionais de clube de produtores

Francisco Gomes / Mariana Martinho (fotos)
1 de Março, 2016
A central fruteira Frutalvor, na freguesia de Salir de Matos, foi o palco escolhido pelo Clube de Produtores Continente, ligado ao grupo Sonae MC, para apresentar prémios que pretendem fomentar a excelência, a inovação e a qualidade no setor agroalimentar em Portugal. A cerimónia, realizada na passada segunda-feira numa câmara frigorífica da unidade, contou com a presença do ministro da agricultura, Capoulas Santos.
Visita à central fruteira

O momento foi aproveitado para a única central fruteira das Caldas da Rainha dar-se a conhecer ao membro do governo e receber a boa notícia de que a verba de comparticipação das obras de ampliação em curso deverá ser desbloqueada no dia 8 de março, no âmbito do primeiro pacote de candidaturas a fundos comunitários na área da agroindústria, num total de 60 milhões de euros de investimento, cabendo à unidade caldense 45% de dois milhões e meio de euros que investiu no alargamento da capacidade de armazenamento em frio com a última tecnologia em atmosferas controladas dinâmicas.

Carla Simões, engenheira responsável pela gestão da Frutalvor, começou por ser a guia de uma visita às instalações, onde se pôde ver o processo por que passa a fruta desde que é colhida até à expedição rumo aos supermercados. Ali trabalham ao longo do ano cerca de 70 funcionários.

Já numa das 31 câmaras de conservação em frio, desligada para o efeito, descreveu que a Frutalvor é uma organização de produtores com 25 associados, mais alguns pequenos produtores da região, e cerca de dez mil toneladas de fruta, entre maçãs e pera rocha, e 500 hectares de pomares em regadio.

“Vendemos cerca de 60% da produção para exportação para oito países, onde se destaca a Inglaterra como principal destino”, indicou, realçando a evolução da cooperativa, que foi formada em 1993 mas que só quatro anos depois teve uma estrutura física, que “era um armazém open space com capacidade de duas mil toneladas”.

O espaço foi aumentado em 2008 e agora na ampliação que está a ser concluída e cuja candidatura foi apresentada em janeiro do ano passado, aguardando o financiamento do Programa de Desenvolvimento Regional 2020, todo o processo foi modificado no sentido de promover a sustentabilidade energética, nomeadamente recorrendo a mecanismos de poupança de energia. A central fruteira irá atingir as 14 mil toneladas.

A Frutalvor foi um dos sócios fundadores, há 18 anos, do Clube de Produtores Continente. Carla Simões destacou que “começámos a fornecer ao Modelo Continente em 1998 e é a única insígnia com quem trabalhamos diretamente até hoje. O caminho da qualidade e das certificações foi feito com forte apoio do Clube e tem proporcionado igualmente frutos ao nível da exportação”.

“Produzimos ao nível do melhor que se faz no mundo e estamos orgulhosos pelo facto do Continente ter escolhido a nossa organização para este evento do Clube”, manifestou a gestora.

Prémios em três categorias

“O Continente quer ter um papel-chave no desenvolvimento e sustentabilidade da produção nacional. Com estes prémios vamos fomentar o conhecimento, a inovação e a criação de valor no mercado”, afirmou Eunice Silva, administradora da Sonae MC. “O apoio à produção nacional é fundamental para conseguirmos ter nas nossas lojas frescos de elevada qualidade e a preços competitivos para os nossos clientes”, sublinhou.

Os prémios apresentados estão divididos em três categorias: Prémio Inovação, Prémio Excelência e Prémio Ideias Férteis.

O Prémio Inovação é dirigido a todos os produtores nacionais na área dos frescos (frutas, carnes, charcutaria, peixaria e padaria/pastelaria) e pretende reconhecer as boas práticas ao nível da inovação e da sustentabilidade do setor. O prémio consiste no escoamento do produto vencedor, durante um ano, nas lojas Continente.

O Prémio Excelência pretende reconhecer e divulgar os produtores de excelência que fazem parte do Clube de Produtores Continente.

O Prémio Ideias Férteis, dirigido a alunos finalistas ou recém-mestres, que frequentem as universidades portuguesas, será concedido a três vencedores e compreende a integração num programa de estágio com a duração de 9 meses, dividido pela Sonae (seis meses) e por um dos produtores membros do Clube de Produtores Continente (três meses).

Produto nacional

João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, frisou que a iniciativa é “o reconhecimento da produção nacional”, que apontou ter qualidade. Manifestou o desejo de resolver a incompatibilidade do aumento dos custos de produção com a baixa dos preços a pagar aos produtores. “Se os produtores não receberem o justo valor, vão deixar de produzir”, alertou.

O tema foi também abordado pelo ministro da Agricultura. Capoulas Santos disse que o governo só pode ter um papel de “intermediação e facilitação do diálogo” entre a produção e a distribuição. “É pena que o preço pago aos produtores não tenha acompanhado a evolução”, vincou.

O membro do governo declarou ainda que há uma meta a atingir: “No horizonte de cinco anos é equilibrar a nossa balança comercial, exportando mais e substituindo a importação. Estamos a fazer esforços para duplicar a exportação e passar de mil milhões de euros para dois mil milhões”.

Capoulas Santos terminou a visita recebendo do presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, o cartaz da Frutos – Feira Nacional de Hortofruticultura, a ter lugar no Parque D. Carlos I, entre 19 e 28 de agosto. É o regresso de um evento que teve tradição no concelho, como explicou o autarca ao ministro.

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