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Pescadores e mariscadores acompanham dragagens na Lagoa de Óbidos

Francisco Gomes
11 de Fevereiro, 2016
O sustento de cerca de 200 pescadores e mariscadores, a maioria dependente exclusivamente da riqueza escondida no espelho de água da Lagoa de Óbidos, está ameaçado pela natureza, levando-os a acompanhar com preocupação as operações de desassoreamento, cuja segunda fase de dragagens acaba de ser aprovada. No total será extraído mais de um milhão e meio de metros cúbicos de areia, de modo a haver oxigenação suficiente para a sobrevivência das espécies.
Está em curso a primeira fase das dragagens

“A tendência da Lagoa seria de desaparecer dentro de alguns anos se não houvessem dragagens, o que acompanhamos com atenção porque é o sustento de muitas famílias, não só de quem trabalha dentro da Lagoa como também de restaurantes e bares em redor que fazem muito negócio com a variedade de bivalves e peixes existente”, refere Alberto Jacinto, vice-presidente da Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos.

Os mariscadores dedicam-se ao berbigão, mexilhão, lingueirão, ameijoa-macho e ameijoa-real, e os pescadores às enguias, robalos, dourados e linguados. “Eram 400 há quinze anos”, recorda Fernando Sousa, presidente da junta de freguesia da Foz do Arelho, que chegou a dirigir uma associação de mariscadores e que nos anos 90 participou num protesto inédito em que foram colocadas cruzes negras no areal da praia, contra a falta de medidas adequadas para o combate ao assoreamento.

Entre 1995 e 2012 foram dragados dois milhões de metros cúbicos de areia e o canal de ligação da lagoa com o mar teve de ser várias vezes desimpedido, mas o assoreamento continua a ser um problema.

“Sem a segunda fase das dragagens tudo o que se fez até aqui vai por água abaixo. Essa obra terá de ser feita com cautelas para não contaminar o marisco, uma vez que se vai mexer no lodo”, avisa Fernando Sousa.

O conjunto de dragagens previsto irá contribuir para o aumento da superfície e volume da Lagoa, ao mesmo tempo que irá promover uma melhoria da qualidade da água armazenada, evitando o isolamento dos braços da Barrosa e do Bom Sucesso. Os trabalhos em causa incluem ainda a valorização da zona a montante da foz do Rio Real.

16,8 milhões de euros é o investimento na segunda fase das dragagens, a desenvolver em 2016, e que já tem fundos comunitários aprovados na ordem dos 85 por cento, tal como na primeira fase, que custa 4,3 milhões e cujo término está apontado para o final deste mês.

A pesca é um divertimento para Carlos Alberto e José Rebelo passarem os tempos nas horas livres, mas a situação da Lagoa também os preocupa. “Falamos com as pessoas mais velhas da Foz do Arelho que não concordam com o que os técnicos andam a fazer e que acham que deviam ouvi-los, porque há muita gente a viver disto”, relatam.

Uma das preocupações tem sido o local de deposição das areias dragadas. Têm surgido críticas de que a areia colocada no cordão dunar regressa à lagoa. A Agência Portuguesa de Ambiente, responsável pela obra, garante que a operação está a ser bem feita.

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