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Destaque à violência na escola na semana Raúl Proença nas Caldas da Rainha

Mariana Martinho
11 de Fevereiro, 2016
“Violência na escola, no namoro e na família” foi o tema da palestra que decorreu no passado dia 5, no auditório da Expoeste, nas Caldas da Rainha, promovido pelo Projeto de Educação para a Saúde e Educação Sexual (PESES), no âmbito da semana Raúl Proença, organizada pela Escola Secundária homónima. Ao todo a semana contou com 74 atividades (desportivas, exposições, workshops, palestras, colóquios e momentos musicais), como é tradição antes da interrupção letiva do Carnaval.
A sessão decorreu no auditório da Expoeste

O evento foi feito a pensar em todos os alunos da escola do 11º ano, de forma a informar e alertar para os sinais ou sintomas de violência. Segundo Mónica Conde, representante da Viatura Médica e Emergência e Reanimação (VMER) e enfermeira no Centro Hospitalar do Oeste, a violência e os maus tratos traduzem-se num problema de saúde pública, onde milhares de crianças acabam por ser vítimas de violência e morrer.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 275 milhões de crianças são vítimas de maus tratos em todo o mundo. Em Portugal, em 2010, as autoridades policiais registaram 611 crimes de violência doméstica envolvendo menores e 231 maus tratos de menores, sendo que a maioria são vítimas de maus tratos por asfixia, intoxicação e lesões traumáticos.

Nos últimos três anos, o Instituto de Medicina Legal observou que em média, por semana, duas crianças morrem por suspeita de agressões, em que 45 % dos casos o agressor foi um dos pais. Ainda das 279 situações registadas, 18,6% dos casos as crianças tinham menos de um ano, 22,9% entre um e dois e 21,9% entre três e quatro, na data de agressão.

“A violência é a principal causa de incapacidade nas crianças”, afirmou a enfermeira, tendo grande impacto a curto ou a longo prazo para as mesmas. Falou ainda dos sinais e sintomas de violência, no caso de negligência no seio da família ou instituições, e as consequências que podem trazer à vítima.

“O objetivo é proteger e tentar intervir, de forma a evitar novos episódios de violência”, esclareceu Mónica Conde, destacando a capacidade dos profissionais de prestarem mais atenção às crianças, que recorrem aos serviços de saúde.

De acordo com Luís Paulo Batista, psicólogo no Agrupamento Escolar Raúl Proença, “a violência na escola é uma realidade que existe diariamente, onde há pessoas que sofrem em silêncio, por vergonha, medo de represálias e sentimento de impunidade”. No entanto, ao longo dos anos a entidade tem conseguido intervir e atuado de forma a punir esses atos, transmitindo aos alunos ”um sentimento de segurança, que é importante para quem anda a estudar”. Também reforçou a ideia de que os alunos “devem denunciar e sinalizar as situações de violência às entidades competentes”.

Esta iniciativa também contou com a técnica do Gabinete de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Sandra Correia, que frisou que “uma em três mulheres são vítimas de violência doméstica, pois só em 2015 morreram 29 mulheres”. “Devemos atuar para evitar estes cenários”, salientou a técnica, acrescentando que ”a violência doméstica é transversal na sociedade, atinge todas as idades, por isso, estejam atentos aos sinais e denunciem”.

A técnica também salientou que o gabinete atua sempre com o consentimento da vítima. ”Devemos sempre denunciar este crime público, pois na maioria das vezes, quem sofre grita em silêncio por ajuda”, adiantou Sandra Correia, sublinhando que a “própria vitima tem de consciencializar-se que tem de sair desse ciclo de violência e que pode contar com o apoio dos gabinetes e das autoridades policiais”. Para o agente Dário Magno, da PSP das Caldas da Rainha, é necessário “denunciar para haver um acompanhamento imediato à vítima. Se o agressor for detido, a vítima pode ser levada para um lugar seguro, onde pode contar com uma série de leis que a protegem”.

Aurora Ramos, presidente da associação dos pais e encarregados de educação, falou sobre “Quem são as vítimas?”, destacando que a “violência psicológica provoca mais danos do que a violência física, e podemos por em pé de igualdade o homem e a mulher”.

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