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Neto de Aristides de Sousa Mendes recebido na escola Bordalo Pinheiro

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No âmbito da exposição “Coragem em Tempo de Medo” de Aristides de Sousa Mendes, a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, recebeu António Moncada de Sousa Mendes, neto do cônsul de Portugal em Bordéus durante a II Guerra Mundial. O descendente de Aristides de Sousa Mendes evocou o período com os alunos, numa iniciativa que decorreu em duas sessões, com o objetivo de abranger mais estudantes.

O grupo de alunos do Projeto Ler Mais enriqueceu a iniciativa com poemas e textos musicados, subordinados ao tema “Do que fugimos…”. Fez uma ligação aos judeus que na altura fugiram com a crise dosrefugiadosvivida hoje na Europa e partilhou com o público textos de diferentes autores, dos quais destacaram o depoimento de Ali Mustafa Alkhamis, recolhido pela jornalista Rosa Ruela e o poeta espanhol Léon Felipe, traduzido pelo professor Almendra. Os textos que revelam a ideologia fascista estão todos referenciados e reportam-se a Mussolini, Hitler, Jean-Marie Le Pen e Marine Le Pen. A citação final terá sido escrita numa cela de um campo de concentração nazi por um preso judeu.

Esta atividade foi realizada numa parceria entre o Clube ARPA e o Projeto Ler+ Jovem da Biblioteca escolar, com a colaboração dos alunos de Comunicação e do 2.º ano do Curso TAV.

O vídeo foi editado e realizado pelos alunos João Feliciano, José Capinha, Inês Moura e Matilde Sedas.

A música foi tocada pelas alunas Matilde Sedas e Beatriz Marques. Deram voz às palavras, os alunos Luísa Jacinto, Duarte Belo, Pedro Fanha, Sara Leonardo, João Jacinto, Rodrigo Santos, Beatriz Albano, Bernardo Lopes, Sara Cruz, Renata Santos, Mónica Jordão, Ana Vieira, Ana Simão, Nicole Cardoso, Maria Silva, Rita Coimbra e Cristina Meneses.

António Moncada de Sousa Mendes recordou episódios da vida do avô, mostrando ao mesmo tempo fotografias antigas, algumas com mais de 90 anos. Destacou a atitude corajosa e humanista do seu avô enquanto cônsul em Bordéus, em 1940, ao salvar mais de 30 mil pessoas das perseguições nazis da II Guerra Mundial, ação que levaria a ser severamente castigado por desobedecer a ordens contrárias de Salazar, sendo hoje lembrado como um verdadeiro herói.

Quando a 2.ª Guerra Mundial começou, Aristides de Sousa Mendes era diplomata português em Bordéus. Pai de 12 filhos, mostrou que “era mais preocupado com os outros do que com a própria família”, afirmou o seu neto. O cônsul sentiu que “tinha de desobedecer às ordens de Salazar, como ser humano e cristão”. Referiu que em 16 de janeiro de 1940, Aristides de Sousa Mendes foi censurado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros por contrariar as instruções da circular nº 14, recordando que “em Baiona concedeu ele próprio vistos num lanço de escadas e depois numa mesa colocada na rua”.

O diplomata ficou conhecido pelo “Schindler português” quando assinou 30 mil vistos para a entrada de judeus em Portugal, em 1940. Foi punido por Salazar e acabou por morrer na miséria.

O neto mostrou também uma imagem da Casa do Passal, onde morou Aristides de Sousa Mendes, que “não só em termos arquitetónicos mas também histórico-sociais, faz dele um lugar de memória, justificando-se, assim, a sua integral salvaguarda”.

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