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Cândido Ferreira disse nas Caldas que está a fazer uma campanha por temas importantes para o país

Marlene Sousa

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O candidato presidencial Cândido Ferreira disse na passada segunda-feira, nas Caldas da Rainha, que a sua campanha é feita “por temas importantes para o país” sem “grandes comícios a dar beijos às senhoras na rua”. Revelou que está a fazer uma campanha por temas, da saúde à justiça, do património ao mar, da arte ao desenvolvimento, entre outros, privilegiando os contactos com a imprensa e ações durante o dia. Elege as causas para chamar a atenção dos portugueses para pontos que “são fundamentais”. “Numa campanha não devemos andar a debater questões menores, mas sim sobre os percursos das suas vidas”, sublinhou, Cândido Ferreira.
O candidato presidencial Cândido Ferreira foi recebido na Câmara pelo presidente, Tinta Ferreira

Considera que o mais importante na campanha é debater os “problemas dos reclusos, das famílias, as mudanças dos livros escolares todos os anos”, garantindo que tem soluções para estas questões.

Cândido Ferreira, que já foi deputado municipal e presidente da Distrital de Leiria do PS, disse que a sua campanha partiu de “uma notoriedade zero” e “teve depois uma sondagem com grandes resultados”.

Fez um balanço “positivo” da primeira semana de campanha, uma vez que está “a ser conhecido e mesmo assim”, tem encontrado na rua pessoas que lhe dizem que “é o candidato de que estavam à espera”.

O dirigente político, que foi o responsável por uma clínica de hemodiálise nas Gaeiras, manifestou que há muitos “abstencionistas que estão à espera de uma candidatura diferente e a minha, não estando ligada a nenhum partido e porque tenho um discurso transversal que vai da esquerda à direita, talvez possa dar força e segurança a um projeto novo”.

Por isso, prometeu ser “detonador de projetos”. “Os votos que as pessoas depositarem em mim é para integrar causas cívicas, movimentos de cidadania e para defender o meu país, e não é para defender qualquer formação partidária”, disse num almoço no restaurante Pachá com jornalistas.

Se for eleito presidente da Republica a sua primeira medida é reformar a “própria presidência da República”, que começou há cerca de 40 anos com serviços mínimos e hoje “tem mais de 600 funcionários, assessores e dezenas de automóveis”. Revelou que “gasta a cada português oito vezes mais do que a casa espanhola”. “Ninguém limpa o país ou o mundo sem limpar primeiro a sua casa”, adiantou, sublinhando que é preciso fazer uma “redução drástica dos gastos da Presidência da República para a seguir poder exigir às outras instituições a mesma ação”.

O candidato alegou que “é através do presidente da República que se consegue fazer com que autarquias e governos tenham respeito pelo dinheiro dos contribuintes”.

Apontou que como empresário e com a melhor empresa no distrito de Leiria em 2012, é a pessoa certa para fazer essa reforma.

Desenvolveu carreira médica, tendo sido administrador do Hospital de Pombal e instalou em Leiria uma das primeiras clínicas de hemodiálise de Portugal, que expandiu até às Gaeiras em 1999. Vendeu a empresa em 2007 mas o imóvel nas Gaeiras continua a ser dele. Como médico tem uma visão muito diferente “dos outros candidatos” porque tem uma experiência de mais de 40 anos a trabalhar no setor. Afirma que há diversos erros de administração e de coordenação. “As pessoas que politicamente e administrativamente gerem estes conflitos não têm correspondido e estão a estão a gastar o dinheiro do contribuinte indevidamente”, alegou.

Lembrou a morte no serviço de neuroradiologia no Hospital de S. José (Lisboa) onde viu “os outros candidatos todos quase como abutres a sobrevoarem o hospital para dizer que estão-se a fazer cortes na saúde”, apontou, sublinhando que “não se estavam a fazer cortes nenhuns naquele setor porque se bem administrado, precisa apenas de dois serviços e estão a funcionar neste momento quatro”.

Depois do almoço no Pachá, o candidato foi recebido na Câmara Municipal das Caldas da Rainha pelo presidente, Tinta Ferreira. Cândido Ferreira explicou que foi uma reunião marcada há poucos dias, porque “conheço muito bem a realidade das Caldas”.

Questionado sobre o Hospital Termal, respondeu que é um problema para o qual é sensível, recordando que quando era presidente da Federação de Leiria do PS, visitou-o com António Guterres.

Para o candidato, “o termalismo passou de moda e têm que ser encontradas outras soluções”, revelando que “não é no âmbito da presidência da República que esse assunto deva ser debatido”. No entanto, acha que “deve suscitar o assunto, para que os projetos sejam executados”.

A campanha no dia 18 iniciou-se de manhã numa visita à Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche. Em dia dedicado às questões do mar e da agricultura, Cândido Ferreira alertou que o mar “está em perigo” pelas políticas defendidas pela União Europeia e não pode ser esquecido, porque Portugal tem “40 vezes mais mar do que terra”.

Aos jornalistas nas Caldas, Cândido Ferreira comentou a carta aberta que dirigiu ao antigo reitor da Universidade da Lisboa, Sampaio da Nóvoa, com dúvidas que tenha concluído alguma licenciatura em Portugal, assim como também não é clara a forma como subiu na hierarquia da Universidade de Lisboa. O candidato disse que o objetivo da carta é que Sampaio da Nóvoa esclareça a população.

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