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Aprovados fundos comunitários para a segunda fase de dragagens na Lagoa de Óbidos

Francisco Gomes

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O Ministério do Ambiente anunciou na passada segunda-feira que a candidatura a fundos comunitários relativa à abertura artificial e ações de desassoreamento da Lagoa de Óbidos foi aprovada no âmbito do Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.
A primeira fase termina em fevereiro, com a extração de 716 mil metros cúbicos de areia

O desassoreamento, cujo montante ronda os 16,8 milhões de euros, prevê um conjunto de dragagens, que irá contribuir para o aumento da superfície e volume da Lagoa, ao mesmo tempo que irá promover uma melhoria da qualidade da água armazenada, evitando o isolamento dos Braços da Barrosa e do Bom Sucesso. Os trabalhos em causa incluem ainda a valorização da zona a montante da foz do Rio Real.

A segunda fase de dragagens da Lagoa de Óbidos visa a retirada de mais 750 mil metros cúbicos de areia. A primeira fase da dragagem do corpo superior da Lagoa de Óbidos deveria terminar no final deste mês – após a remoção de 650 mil metros cúbicos de areia, mas os técnicos da Agência Portuguesa de Ambiente (APA), responsáveis pela obra, chegaram à constatação de que havia necessidade de retirar mais areia, estimando que venham a ser extraídos mais 66 mil metros cúbicos do que os previstos.

A extração de mais areia não vai aumentar os custos da empreitada de 4,3 milhões de euros, mas vai atrasar o término para fevereiro, dois meses depois do prazo estimado. Este aumento obrigou, também, a procurar novos locais de deposição dos dragados, para que a quantidade de areias depositadas no cordão dunar não exceda a quota prevista.

A APA garante que a obra da primeira fase será executada conforme o projeto apresentado, salvaguardando os ajustes efetuados no que respeita aos locais de depósito dos dragados.

Entre 1995 e 2012 foram dragados dois milhões de metros cúbicos de areia, o que permitiu aumentar o prisma de maré e a circulação de sedimentos no sentido lagoa-oceano. Apesar destas ações o assoreamento e a perda de qualidade de água continuam a constituir um problema, daí a necessidade da segunda fase de dragagens.

200 pescadores e mariscadores

A Lagoa é o sustento de 200 pescadores e mariscadores, a maioria dependente exclusivamente da riqueza escondida no espelho de água. Os mariscadores dedicam-se ao berbigão, mexilhão, lingueirão, ameijoa-macho e ameijoa-real, e os pescadores às enguias, robalos, dourados e linguados.

“Chegaram a ser 400, há quinze anos”, recorda Fernando Sousa, presidente da junta de freguesia da Foz do Arelho, que chegou a dirigir uma associação de mariscadores e que nos anos 90 participou num protesto inédito em que foram colocadas cruzes negras no areal da praia da Foz do Arelho, em sinal de protesto contra a falta de medidas do Ministério do Ambiente para o combate ao desassoreamento, que nessa altura atingia o limite.

O fecho da aberta, canal que liga a lagoa de Óbidos ao mar, iria acontecer diversas vezes, levando a intervenções de urgência devido à falta de oxigenação suficiente para a sobrevivência das espécies.

Passados estes anos todos o problema ainda não foi resolvido e dizem os técnicos que haverá sempre necessidade de monitorização e intervenções para travar a ação da natureza.

Fernando Sousa não tem dúvidas: “Agora há mais entradas e saídas de água, mas sem a segunda fase das dragagens, tudo o que se fez até aqui vai por água abaixo”. Essa obra terá, no entanto, de ser feita com cautelas, “para não contaminar o marisco, uma vez que se vai mexer no lodo”, avisa o autarca.

Areia volta para a lagoa?

Uma das vozes mais contestatárias do modo como as obras estão a decorrer tem sido o ex-presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, que afirma que tem sido “um erro ambiental o que estão a fazer na aberta”, garantindo que a draga retira a areia, que depois regressa à lagoa. Já tirou várias fotografias que, no seu entender, comprovam o que diz.

A APA garantiu que “não foi posta nenhuma areia no local da aberta e se apareceu foi o mar que a transportou”. “Que fique bem claro que não foi depositado nada no sítio da aberta, foi a dinâmica da Lagoa e do mar que a lá colocou”, declarou técnico José Proença, numa sessão de esclarecimento na Foz do Arelho, adiantando que as máquinas nem sequer chegaram à aberta.

Fernando Costa promete estar atento e não desistir das suas denúncias, caso se repita a situação que observou – “os dragados ‘empurrados’, em parte para dentro da lagoa, por outra máquina”.

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