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Alunos finalistas de ciências percorrem serviços do Hospital das Caldas

Mariana Martinho

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24 alunos finalistas da área de ciências e tecnologias do Agrupamento de Escolas Raul Proença participaram em mais uma edição do projeto educativo “Hospital, uma porta aberta”, que teve inicio há quatro anos, promovido pelo Centro Hospitalar do Oeste (CHO). A iniciativa decorreu durante as manhãs dos dias 17, 18, 21 e 22 de dezembo, com o objetivo aproximar a instituição da comunidade, em particular dos alunos do secundário, através do contacto direto com a realidade hospitalar.
Grupo de 24 alunos que participou no projeto “Hospital, uma porta aberta”

O JORNAL DAS CALDAS acompanhou um grupo de seis alunos no serviço de ação médica de esterilização e bloco operatório. O enfermeiro chefe do Bloco Operatório, José Manuel Figueiredo, mostrou as instalações e guiou os estudantes até ao departamento da esterilização, onde se encontrava Helena Monteiro, enfermeira responsável pela esterilização.

No processo de esterilização dos materiais hospitalares, o principal “cliente” é o bloco operatório. ”Nós vamos aos serviços buscar o material que é usado em todos os procedimentos, material considerado sujo e vem para aqui de forma a ficar em condições de ser usado em segurança”, frisou a enfermeira, que fez uma visita guiada pelo circuito da esterilização do material até estar em condições. Destacou que todos os materiais utilizados entram na zona suja, são agrupados por características e colocados numa máquina durante uma hora e meia. Após esse procedimento é retirado por outro lado, onde é verificado e embalado para esterilização.

Depois da visita à Central de Esterilização, os alunos vestiram-se a rigor e entraram no Bloco Operatório. Lá exploraram uma das salas de operações, sala de recobro e todo o percurso de um doente, antes e após a operação e a dinâmica de uma equipa cirúrgica dentro do bloco.

José Manuel Figueiredo explicou os vários circuitos do serviço, onde “nada se cruza” e os materiais utilizados no procedimento cirúrgico. “A estrutura física do Bloco Operatório tem vários aspetos como os circuitos, onde procuramos reduzir ao máximo o número de micro-organismos e minimizar o risco para o doente”, esclareceu o responsável. Também disse que os blocos operatórios são frios para não proporcionar o desenvolvimento de bactérias. “As condições ambientais são importantes para criar as melhores condições de prevenção para o paciente”, adiantou o enfermeiro. Após visitar a sala de recobro, o destino seguinte foi uma das quatro salas de operações do hospital, onde o enfermeiro chefe explicou aos alunos o procedimento de uma cirurgia, desde os materiais até as funções de cada membro da equipa cirúrgica.

Nos corredores dos serviços, o JORNAL DAS CALDAS falou com três alunas finalistas do agrupamento de escolas, que durante as manhãs tiveram oportunidade de visitar os serviços da Urgência Geral, da Pediatria, do Ambulatório, da Gastrenterologia e da Maternidade. Tânia Clemente, de 17 anos, que ambiciona ser médica, gostou de conhecer a área da maternidade e pediatria. “Esta iniciativa deu-nos a oportunidade de conhecer uma outra faceta do hospital, aquela que enquanto utente nunca teríamos oportunidade de experimentar”, disse a aluna, que durante os quatro dias teve oportunidade de “observar os médicos, enfermeiros e técnicos que dedicam a vida para cuidar dos outros”. Além disso, teve experiências únicas que poderão ser fundamentais para a escolha do futuro, “numa altura em que ainda não temos a certeza qual a área que vamos seguir”.

Para Sofia Andrezo, de 17 anos, o serviço que mais a fascinou foi o Ambulatório e Gastrenterologia, onde viu como funciona o laboratório. “Sempre gostei da área da investigação e laboratório, de forma a perceber como podemos investigar as várias doenças e os tipos de sangue”, salientou.

Rita Henriques, de 17 anos, também mencionou que de todos os serviços percorridos, o serviço de urgências e a pediatria foram os mais interessantes. “O nosso grupo teve oportunidade de conhecer aquele que é o local mais agitado do hospital – o serviço de Urgências”, contou. Os alunos foram guiados de forma a conhecer as diferentes instalações – a sala de reanimações, a sala de isolamento e as urgências pediátricas. Também conheceram os serviços da triagem, da sala de observações e os cuidados prestados aos utentes pelos enfermeiros e médicos. “Foi uma “experiência muito enriquecedora enquanto aluna, pois tive a oportunidade de ter outra perspetiva sobre o funcionamento dos serviços de ação médica”, relatou Rita Henriques.

Assinatura de protocolo entre a Raul Proença e o CHO

No dia 16, os alunos participaram numa sessão de acolhimento, onde Carlos Sá, presidente do Conselho de Administração do CHO, e João Silva, diretor do agrupamento de Escolas Raul Proença, assinaram um protocolo entre as duas instituições.

Os alunos finalistas acompanharam durante os quatro dias o funcionamento dos vários serviços, na unidade de Caldas da Rainha, e ainda interagiram com os utentes e os profissionais de saúde, em contexto hospitalar. Para Carlos Sá, “este é um projeto que permitiu abrir o hospital à comunidade e dar a oportunidade aos alunos de perceber, na prática, o papel de cada serviço no hospital”. Também contribuir para o desenvolvimento dos conhecimentos e experiências dos jovens, no momento da escolha do futuro académico e profissional.

“Espero que esta semana seja útil e saiam daqui como defensores do CHO, onde trabalham diariamente 1700 pessoas e 600 em Caldas da Rainha”, adiantou o responsável, acrescentando que esta atividade exige “empenho e dedicação, onde cada um tem o seu papel”. Por fim, desafiou os alunos, a participarem no grupo de voluntariado do CHO, pois seria “um gosto vê-los no grupo que disponibiliza algumas horas aos utentes do nosso centro”.

João Silva também falou sobre a importância desta parceria, pois permite aos alunos acompanharem de perto os serviços, sendo ”uma mais-valia para o currículo, quando estiverem no mercado de trabalho”. Destacou ainda a possibilidade da escola colaborar com o hospital ao longo do ano letivo.

No mesmo dia, os 24 alunos participaram noworkshop“Noções sobre prevenção e controle da infeção hospitalar”, ministrado pela Comissão de Controlo de Infeção.

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