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Surfistas portugueses fazem história na prova mundial de Supertubos

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O surf português viveu no domingo em Peniche um dia memorável, quando Frederico Morais (‘Kikas’) e Vasco Ribeiro eliminaram os dois principais candidatos ao estatuto de campeão mundial, o australiano Mick Fanning e o brasileiro Adriano de Souza, adiando a decisão do título para a última prova, em dezembro no Billabong Pipe Masters, no Havai, nos Estados Unidos. Verdadeiros tomba-gigantes, os dois surfistas lusos, convidados através de ‘wild-cards’ pela organização do circuito mundial para a prova de Peniche, que podia definir o campeão, não se deixaram intimidar por estarem entre os melhores do mundo.
Frederico Morais (‘Kikas’)

Na terceira ronda do Moche Rip Curl Pro Portugal, a surpresa começou com ´Kikas’ na sexta bateria, batendo Fanning ao fazer a quarta melhor onda da ronda (9,13) e totalizando 16,03 pontos, contra 14,40 do atual líder do ranking. Há dois anos, o português tinha feito história ao eliminar o onze vezes campeão do mundo, Kelly Slater, que também no domingo ficou arredado da competição ao ser derrotado pelo compatriota Brett Simpson.

Ainda mal ‘Kikas’ se refazia do feito “inacreditável”, como confessou, e já depois de ser abraçado por Fanning a quem pediu “desculpa” por poder “interferir no título mundial”, o outro português ainda em competição deitava por terra as aspirações do nº2 em chegar à frente. O campeão do mundo de juniores e melhor português no ranking sénior (38º), que se estreou entre a elite do surf mundial, bateu Adriano Souza (14,36 pontos – 5,93 e 8,43 – contra 11,80 pontos – 5,77 e 6,03).

Vasco Ribeiro e Frederico Morais (54º no ranking) são os primeiros portugueses a chegarem a uma quarta ronda deste circuito, mas ‘Kikas’ ainda no domingo faria melhor: atingiu os quartos de final na última bateria do dia, ao fazer 14,96 (9,13 e 5,83), ganhando ao americano Nat Young e ao australiano Joel Parkinson. Vasco Ribeiro ia tentar a mesma sorte já depois do fecho desta edição.

Os principais beneficiados com a eliminação dos dois primeiros do ranking foram os brasileiros Gabriel Medina, atual detentor do título mundial e nº5 do ranking e Filipe Toledo, nº6, que se aproximam do topo.

A primeira e até agora única nota máxima (10 pontos) da prova foi dada no domingo ao americano Kolohe Andido, que na quarta ronda fez a combinação perfeita – um tubo e um aéreo – insuficiente para vencer Filipe Toledo no total das duas melhores ondas (fez 18 pontos contra 19 do brasileiro, numa bateria de alto nível (o americano Brett Simpson fez 17,57).

130 mil espetadores

A praia do Supertubos acolhe, pelo sétimo ano consecutivo, uma etapa do circuito mundial de surf. A competição, que tem um custo de dois milhões de euros, decorre até 31 de outubro, dependendo do mar, sendo aguardados mais de 130 mil espetadores.

Onze etapas compõem o circuito mundial e todos os surfistas descartam os seus dois piores resultados. Cada vitória vale dez mil pontos e por isso ainda estão vinte mil em jogo. Os nove primeiros do ranking ainda tinham hipóteses matemáticas de vencer o título no início da prova de Peniche.

Um estudo da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche revela que a prova em Supertubos gera um volume de negócios na economia local na ordem dos dez milhões de euros, em serviços como alojamento, restauração e outros, originando quase um milhão de euros em impostos (IVA).

“Houve a perceção do impacto que este evento constituía como alavanca para a promoção turística da região Centro, tanto mais que a estratégia promocional do país assenta em duas grandes modalidades – o golfe e o surf”, afirma António José Correia, presidente da Câmara Municipal de Peniche, que obteve 400 mil euros para a promoção da Marca Oeste Portugal.

O site oficial da prova passou de 12,7 milhões de visualizações em 2013 para 19,4 milhões no ano passado, estimando-se o retorno financeiro nos media de 29 milhões de euros, dos quais 86% referentes a televisão.

Francisco Gomes

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