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Peças de Bordalo espalhadas pelas Caldas em roteiro turístico

Francisco Gomes

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Vinte figuras gigantes em cerâmica, espalhadas por vários pontos da cidade das Caldas da Rainha, dão a conhecer o trabalho e história de Bordalo Pinheiro, que deixou um enorme legado no concelho, desde que em 1884 iniciou a produção na Fábrica de Faianças das Caldas. Ao longo de 21 anos criou peças que se distinguiram pela sua exuberância e alto nível técnico, adotando a fauna e a flora como inspiração decorativa. Atingiu o apogeu com a criação das figuras populares do Zé Povinho, da Maria da Paciência, da Ama das Caldas, do Polícia, do Padre e outras.
Polícia civil na antiga esquadra da PSP, agora posto de turismo

A Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro, agora gerida pelo grupo Visabeira, reproduziu as peças à escala humana para a Câmara Municipal instalá-las ao longo da Rota Bordaliana, algumas das quais o público tem contato direto, outras vê-as à distância ou dentro de grandes caixas de vidro.

Em 2012, uma aluna da Escola Técnica Empresarial do Oeste, Jéssica Gonçalves, de 18 anos, do terceiro ano do Curso Técnico de Turismo, elaborou um Roteiro Bordaliano nas Caldas da Rainha, resultado da sua Prova de Aptidão Profissional.

O roteiro começava na estação da CP, que tem azulejos de Bordalo Pinheiro e de Carlos Aleluia que retrata Bordalo a elaborar a jarra Cunha Vasco. Entre outros locais, passava por várias ruas e casas onde há referências a histórias relacionadas com Bordalo Pinheiro.

A ideia foi apresentada publicamente e o então vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, assegurou que o trabalho podia “servir de base para um roteiro, promovido pelo Município, pela Fábrica e outras entidades, e atrair as pessoas”. Hugo Oliveira, já na altura vereador do Turismo, comentou que a aluna “fez um excelente trabalho e uma investigação muito boa”, adiantando que “vamos aproveitar este trabalho garantidamente”.

Passaram dois anos e o primeiro elemento da Rota Bordaliana seria instalado – uma rotunda adornada com azulejos e uma rã agigantada, com 1,4 metros, sobre um plano de água e nenúfares – inaugurada em junho de 2014, precisamente em frente à estação de comboios.

Foi aí que foi lançado, no passado sábado, o conjunto de peças que constituem a rota, com a qual o Município pretende “valorizar um importante ativo e contribuir para que os visitantes e munícipes de todas as gerações conheçam melhor a história e o trabalho de Rafael Bordalo Pinheiro” e que se mistura com a da própria cidade.

O conhecido Zé Povinho, a Saloia, o Padre Cura, rãs, gatos, sardões, caracóis, folhas de couve, entre outros elementos característicos da estética bordaliana estão espalhados pelas ruas da cidade, em fachadas de prédios e até penduradas em árvores.

Pensada para ser efetuada a pé, a Rota Bordaliana oferece um percurso mais longo, que demora aproximadamente duas horas a ser completado.

Começa no Largo da Estação, passa por vários pontos turísticos, relacionados com o artista e com o seu trabalho, terminando na Fábrica de Faianças e Casa Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Uma Rota mais curta, com cerca uma hora, aponta apenas os locais onde estarão as peças cerâmicas de grande escala.

É precisamente para acolher e proteger estas peças com mais de 1,80m de altura que servem as caixas de vidro reforçado onde elas foram instaladas.

A Rota Bordaliana custou 122 mil euros e foi comparticipada em 85% com fundos comunitários, no âmbito do projeto de regeneração urbana.

“Porque não um bilhete turístico de comboio para os visitantes virem à rota?”

A inauguração da Rota Bordaliana contou com a presença do presidente do Turismo do Centro de Portugal, que destacou o papel dos Municípios na requalificação dos espaços públicos como forma de atratividade turística, nomeadamente do turismo cultura e frisou que para além desta fruição a rota deve ter impacto financeiro na economia local e ser uma mais-valia para a criação de riqueza, quer para a restauração, hotelaria e outros serviços.

Pedro Machado, que quis posar para as fotografias junto de algumas peças, confessou que o manguito do Zé Povinho é algo que “muitos de nós gostaríamos de fazer em algumas alturas e não podemos por estarmos em cerimónias protocolares”. E com a chegada de um comboio à estação, deixou a ideia à CP para criar “um bilhete turístico para os visitantes da rota”.

Vítor Marques, presidente da União de Freguesias de Nª Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, elogiou a iniciativa, regozijando-se porque a cidade fica mais bonita, enquanto Lázaro Sousa, administrador da Visabeira e responsável das Faianças Rafael Bordalo Pinheiro, destacou o esforço do grupo para manter a tradição caldense e a fábrica em atividade, revelando que Bordalo Pinheiro tem ajudado à internacionalização da empresa.

Já o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, deixou um apelo à população e em especial à PSP para proteção e preservação das peças.

Foi sob um autêntico vendaval que a Rota Bordaliana foi inaugurada e apresentada pelo próprio Bordalo Pinheiro, em pessoa, recriado pelo ator José Ramalho, acompanhado pelo “Zé Povinho” e pela “Saloia”, num percurso com a explicação das obras.

Entraram nesse dia em funcionamento alguns muppies com informação sobre eventos e outras indicações úteis acerca do concelho, para além de um mapa.

Francisco Gomes

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