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Uma manhã de convívio na vindima manual

Marlene Sousa

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O fim do verão e o início do outono é sinónimo da época das vindimas que são um importante marco nas várias regiões vinícolas do país. A vindima abrange todas as atividades que decorrem entre a apanha da uva e a produção do vinho.  Uma tradição portuguesa onde, apesar de modernizada, ainda há muitos produtores caseiros que cultivam uvas para fazer o vinho apenas para consumo doméstico.
Esmagador de uvas  manual, para obter o mosto

A tradição de produzir vinhos artesanais na pequena propriedade tem sido transmitida entre as gerações. Américo Camacho, do Casal Velho, em Alfeizerão, produz todos os anos uvas de mesa para consumo próprio e castas de uvas para fazer vinho artesanal para o vinho que também oferece à família. Aprendeu esta arte com o seu pai, que também fazia vinho.

Este ano a vindima decorreu no dia 26 de setembro, em ambiente de festa e convívio. Família e amigos juntaram-se no Casal Velho para apanhar a uva e depois para ajudarem a fazer o vinho.

De manhã, cerca das 9h00, todos seguiram para a vinha, cada um com os seus utensílios necessários para o trabalho, um balde e uma navalha ou tesoura. Os mais novos aprenderam com os mais velhos, que lhes ensinaram as técnicas da apanha da uva.

Depois da vindima feita, foi altura de esmagar as uvas para o vinho. Américo Camacho utilizou o esmagador de uvas manual, onde obteve o mosto, que é o sumo que foi levado para a fermentação. De seguida o produtor mediu o grau alcoólico e adicionou metabissulfito de potássio para matar quaisquer fungos e depois seguiu o processo de fermentação em recipientes de vidro. O produtor espera fazer cerca de 300 litros de vinho.

Para fazer o vinho caseiro, o produtor utilizou as castas AlicanteBouschet, Syrah e Periquita.

Adriana Mendinhas, neta de Américo Camacho, que estuda em Coimbra, apanhou o comboio no sábado de manhã para participar na vindima e ver o processo de produção de vinho. Considera que a “tradição não se deve perder”, revelando a importância de “se manter o espírito de festa durante as vindimas, porque acaba por ser um momento de convívio entre família e amigos”.

No final foi servida uma feijoada e vinho da colheita do ano passado.

Marlene Sousa

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