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Capotar só em simulador na Expoeste

Mariana Martinho
18 de Agosto, 2015
Na Expoeste, nas Caldas da Rainha, durante os dias 14 e 15 de agosto, decorreu a iniciativa “Capotar só em Simulador”, promovida pela Escola de Condução Santa Maria de Óbidos.
O simulador esteve em frente à Expoeste

A escola, em parceria com a Dekra (empresa presta serviços técnicos, certificação e consultoria para o setor automóvel) disponibilizou um simulador ao público, para demonstrar como se deve reagir em caso de capotamento.

Mário Jorge, um dos responsáveis, disse ao JORNAL DAS CALDAS que esta iniciativa “serve para tentar que os condutores pratiquem uma condução defensiva, de forma a evitar o acidente”.

“Caso haja acidente, o condutor tem de tentar praticar os princípios básicos para poder sair do automóvel em segurança. É extremamente importante, pois às vezes o próprio acidente não faz lesões, mas a forma como o condutor sai acaba por provocar. Por isso, estas ações servem para ensinar as principais regras como se devem apoiar numa situação de capotamento do veículo”, esclareceu.

No caso de capotamento, os condutores, segundo o responsável, devem “colocar os pés no tablier e empurrar o corpo contra o banco, só assim vão conseguir aliviar a pressão do cinto para o conseguir retirar. Depois devem colocar a mão do lado oposto ao encaixe do cinto de segurança, no tejadilho e fazer força. Essa mão/ braço também vai aliviar a pressão e ajudar. Com a pressão aliviada pelas pernas no tablier e o braço no tejadilho, retira-se o cinto de segurança do encaixe. Assim que o retirar, devem rodar o corpo para o interior do carro com a ajuda do braço colocado no tejadilho. Caso algum outro passageiro precise de ajuda, já vão poder gatinhar no tejadilho do carro e ajudá-lo neste processo”.

Igualmente salientou que “não devem entrar em pânico e devem apoiar sempre as mãos e os pés para sair em segurança”.

O JORNAL DAS CALDAS entrevistou dois participantes, para saber como correu a experiência no simulador.

Joana Alves, de 19 anos, afirmou que é uma sensação que “não quero experimentar na realidade, por isso acho que é muito importante este tipo de iniciativas, para as pessoas terem a noção do perigo caso não tenham o cinto de segurança”.

Pedro Heliodoro, de 42 anos, também referiu que “é uma sensação nada boa, pois já tive a oportunidade de experimentar na realidade há uns anos, numa carrinha de nove lugares, felizmente ninguém ficou ferido pois todos tínhamos o cinto de segurança”.

“O cinto de segurança é obrigatório e é ele que nos segura. Nesse sentido, estas iniciativas servem para alertar a população sobre a importância do cinto de segurança e ensinar como sair em caso de acidente”, apontou.

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