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Isabel Xavier apresenta novo livro sobre arte contemporânea e espaço público

Mariana Martinho

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“Criar Espaço Público para o Espaço Público” é o título da nova obra da docente Isabel Xavier, que foi apresentada na passada quinta-feira, na sala do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.
Carlos Coutinho, Isabel Xavier, Luísa Arroz e Rodrigo Silva

A sessão de lançamento do livro apresentado pelos convidados Rodrigo Silva, diretor da ESAD.CR, Luísa Arroz, coordenadora do mestrado em Gestão Cultural e Carlos Coutinho, o diretor do Museu José Malhoa contou com uma centena de pessoas que marcaram presença no evento.

Isabel Xavier licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em Gestão Cultural pela ESAD.CR, docente de História da Cultura e das Artes na Escola Secundária Raúl Proença e membro fundador da associação Património Histórico começou por agradecer a todos que contribuíram para o lançamento do livro e a todos os que estavam presentes na sala referindo esta obra publicada pelas edições ESAD.CR/ IPLeiria, “formula as principais conclusões em torno da lógica de espaço público”.

A autora entrevistou nove gestores das mais relevantes instituições que gerem coleções de artes contemporâneas, que deu oportunidade para a mesma poder explorar o conceito da arte na esfera pública, enquanto elo de ligação de públicos diversificados e geradora de novas massas.

“O livro tem uma atualidade e uma contemporaneidade muito grande, pois as coisas estão acontecer diariamente, e por isso abrange uma conjuntura de considerações sobre círculos culturais que os próprios entrevistados definiram como uma dinâmica que ainda existe”, salientou.

A obra retrata a ideia do espaço público como uma construção que é necessária para ação humana e no mundo, fazendo com que as artes contemporâneas tenham um papel fundamental para a criação de uma paisagem inédita do visível. Aegundo a autora “as instituições de artes contemporâneas deviam ter um papel a nível das práticas constituintes, transmitindo a ideia de construção de qualquer coisa que nunca está pronta e que está sempre a ser feita”.

“Se as instituições não comprarem, nem adquirirem constantemente peças, perdem o caráter contemporâneo, pois a arte atual está em constante desenvolvimento”, adiantou.

Em Portugal existe uma profunda consciência que ainda há muito para fazer a esse nível por parte dos responsáveis. Assim este livro é uma ferramenta que pretende auxiliar as instituições de arte contemporânea sobre o estado do país e as dificuldades que existem em introduzir a arte.

Luísa Arroz disse que o objetivo do livro é “estudar e cartografar as instituições de artes contemporâneas”.

“A obra é uma tese de mestrado que contém os objetivos das instituições para o espaço público, deixando através da escrita o intuito de pensar nos valores considerados inúteis”, concluiu a docente.

Para encerrar a sessão, Rodrigo Silva salientou que este livro é “uma ferramenta muito preciosa e conceptual do que é o espaço público, pois em poucas páginas a autora sintetizou de uma forma atual o conceito”.

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