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Workshops de receitas low-cost na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Marlene Sousa

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Um workshop de receitas low-cost dinamizado pelos chefs Luís Tarenta e Paula Domingues e alunos da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), decorreu no passado dia 13, no Centro de Recursos Comunitário/Ponto de Ajuda (CRC/PA), uma resposta social da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha que funciona nas antigas instalações da Universidade Católica. A receita apresentada neste workshop de cozinha foi paella e torta de laranja.
A ideia surgiu para quem recebe cabazes alimentares poder rentabilizá-los fazendo pratos variados

A iniciativa, intitulada “Receitas no Ponto – da horta para o prato”, teve como objetivo a utilização de géneros da Horta Social que se localiza no exterior das instalações do CRC/PA, produzidos pelos próprios consumidores da cantina social.

Segundo a formadora, é um prato que pode ser económico de fazer “se soubermos escolher os ingredientes”. “Hoje utilizámos legumes da horta social como os pimentos e as ervilhas”, disse Paula Domingues, acrescentando que a base é o arroz, e substituíram o marisco pelas lulas e peito de peru e frango por ser mais económico.

Numa conjuntura global de dificuldades socioeconómicas, esta iniciativa contemplou três ações no âmbito na gestão de recursos alimentares em que participaram cerca de 30 pessoas com dificuldades económicas, beneficiários de apoio em géneros alimentares e/ou horta social.

Gabriela Galeão, psicóloga e responsável pela formação no eixo de intervenção familiar e parental de gestão doméstica, explicou que “a ideia surgiu para os clientes que recebem os cabazes alimentares poderem rentabilizá-los fazendo pratos variados”.

O cabaz é distribuído mensalmente, através do banco alimentar que “é nosso parceiro, e a horta social são talhões que são distribuídos aos nossos clientes que ali produzem e tudo é para utilização própria”.

A psicóloga fez um balanço positivo da iniciativa, referindo que alguns dos formandos já repetiram as receitas em casa e isso é sinal que “retiveram alguma da informação que foi transmitida”. A EHTO disponibilizou as fichas técnicas das receitas.

Gabriela Galeão espera que o projeto tenha continuidade até porque “há mais pessoas com necessidades e podiam ser integradas nestas formações”.

A primeira ação teve como objetivo a preparação e confeção de sopa de feijão e hortaliças, sandes de atum com molho de iogurte e sandes quentes de salsicha com couve e pimentos. Massas, foi o tema da segunda formação, onde os formandos aprenderam a fazer sopa de peixe e esparguete, lasanha de atum e legumes, penne com frango gratinado e aletria doce com puré de pera.

Daniel Pinto, diretor da EHTO, no seguimento das suas políticas de ética e responsabilidade social, aceitou desde participar nesta iniciativa a título gratuito. “Achámos muito interessante este workshop porque estamos a dar um contributo à economia social e a ajudar uma instituição que ajuda as outras pessoas”, disse.

O responsável destacou a Horta Social, sublinhando que “nos melhores restaurantes do mundo, os chefs têm as suas hortas de produção”, o que é uma ideia que pretende desenvolver na EHTO no próximo ano letivo, para que os alunos valorizem a importância de ter produção própria.

Produtos da horta social para a cantina

Doze famílias estão a usufruir da horta social, sendo que cada agregado tem um número diferente de constituintes e o tamanho de cada talhão tem isso em conta. “O CRC/PA disponibiliza todo o material, sementes, água, utensílios e depois eles só têm que fazer a manutenção e tudo o que produzem é recolhido e utilizado por eles, explicou Gabriela Galeão. Há ainda uma parte da horta social que é utilizada para os cabazes e cantina social.

“Tem um bocadinho de tudo, consoante a época. É suficientemente grande e vamos tentando ter uma variedade especialmente de produtos que possam ser usados na cantina, como couves, brócolos, pepino e alface”, descreveu.

A cantina social serve cerca de 180 refeições por dia (almoço e jantar).

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