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Toiros Y Toiradas

Nas festas da cidade não faltou a festa brava

Luciano Silva
19 de Maio, 2015
Numa data tão carismática – 15 de maio, dia da cidade, com festas e com emoções várias, foi incluída a festa brava em tais eventos. Assim, aconteceram uma série de largadas de toiros no parque e a realização de uma corrida de touros na praça, a dar o tom bem vivo a uma terra que vem de tempos remotos a sua tradição aficionada.
Marco José cumpriu vinte anos de alternativa (foto Mais Oeste Rádio)

A praça estava linda depois de obras feitas com o esforço dos novos empresários Raul e Arnaldo Santos, também pintada e de “cara lavada”. Tinha as galerias repletas de público, mas não mais que razoavelmente compostos os restantes setores.

Marco José homenageado por vinte anos de alternativa

Aos seis touros da ganadaria Herds. Dr. António Silva, com pesos entre os 485 e os 550 quilos, bonitos de excelente apresentação, terá faltado um toque mais de classe em alguns deles para que o espetáculo viesse a ter um nível superior.

Ainda assim, há que reconhecer o abnegado esforço e profissionalismo dos cavaleiros, que tiveram aqui e acolá bons momentos e até algumas atuações positivas.

Rouxinol foi na noite quem melhor cantou e quem mais sorte teve no lote, visto que o seu primeiro touro serviu bem, fazendo-se luzir com o seu cavalo Aquiles, dançando nas bregas, para depois em vinte picadas cravar a preceito a ferragem curta, rematando a lide com um par de banderilhas espetacular a duas mãos. No 4º touro, o mais bravo da corrida, Luís Rouxinol subiu a nota na sua atuação em bregas vistosas, para depois em sortes frontais a sair de largo, ou então em cambeadas em curto, a provocar grande impacto no público, rematando a sua vistosa e emocionante atuação com uma rosa de palmo.

Marco José, nascido nas Caldas da Rainha, foi o homenageado da noite pelos 20 anos que leva de alternativa. Os cavaleiros que faziam parte da terna tiveram a gentileza de lhe brindar as lides, bem como os forcados lhe brindarem as pegas. Até o maestro da banda de música caldense lhe compôs e dedicou um novo passo doble, que seria tocado durante toda a sua 1ª lide, que Marco dedicou a seu pai, Francisco Coutinho, pelo apoio incondicional durante toda a sua carreira. Marco José iniciou com o cavalo Palacis, para logo entrar com uma sorte espetacular de praça a praça, para nas banderilhas (ferros curtos) subir ainda mais alto o tom da sua atuação em brilhantes sortes frontais, mais dois violinos, saindo muito aplaudido ao rematar com um ferro de palmo.

Na 5º da ordem, Marco não teve forma de bisar tal triunfo, pois o toiro saiu à arena como que ensonado (quem sabe se não tinha estado a passar pelas brasas no curro), parado ou a andar a passo, não correspondia aos cites, não transmitia para que houvesse qualquer emoção, conseguindo ainda assim Marco sacar algo de onde nada vinha.

Para Ana Batista, as coisas não correram de feição, pois o sorteio ditou-lhe o pior lote: o 3º touro da noite acusou desde logo mansidão, dando pinotes a cada ferro, para a meio da lide se ir enquerençar junto às portas do curro. Foi a lide possível, sem chama, que arrefeceu ainda mais o público, ouvindo-se tocar a música a despropósito, sem qualquer mérito. Já no último, o touro servia perfeitamente, pois tinha alguma qualidade mas para Ana era noite não – acontece. A cavaleira tentou executar o seu toureio clássico, a chamar o touro de longe, a ir reto, mas teve a infelicidade de falhar o touro na colocação de alguns ferros.

No entanto, os seus dois últimos ferros são muito bons e aqui sim…não só se justificava a música em finais da lide, como acabava a corrida em festa.

Os forcados e as pegas

Os touros chegados ao momento das pegas vieram mesmo a calhar. Foram dóceis, investiram a direito e sem grandes derrotes.

Mas para além de tudo isto, há que referir a perícia e grande eficácia dos dois grupos de forcados em praça, numa noite de boas e vistosas pegas.

Pegaram por Vila Franca David Moreira, António faria e Ricardo Silva. Pelo grupo das Caldas da Rainha o cabo Francisco Mascarenhas, Vasco Félix da Costa, que seria perfeito se tivesse recuado mais e mais cedo, encerrando a corrida António Gonçalves da Cunha com uma pegada de grande categoria, porventura a melhor da noite e porque não a par de cernelha executada com gabarito pelos rapazes de Vila Franca.

Dizer ainda que em tempo de festas o presidente da câmara municipal se associou à festa brava, brindando cavaleiros, ganadeiros e grupo de forcados com ofertas tradicionais da região, como peças de cerâmica, entre outras-

Referência ainda para a Banda Comércio e Indústria, que animou o espetáculo.

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