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Serviço de Psiquiatria nas Caldas pode ser assegurado por profissionais de Lisboa

Marlene Sousa

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Segundo apurou o Jornal das Caldas, o Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria poderá estar disponível para um acordo para que profissionais daquela unidade de Lisboa possam vir fazer serviço ao Centro Hospitalar do Oeste (CHO).
O CHO lamenta o pedido de exoneração da coordenadora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental

O protocolo com o Hospital de Lisboa poderá ser uma solução, uma vez que o Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do CHO vai deixar de funcionar devido ao pedido de exoneração da administração pública da psiquiatra e coordenadora do serviço do CHO, Paula Carvalho, que vai deixar esta unidade de saúde no final do ano. Sendo Paula Carvalho, a única médica psiquiátrica deste centro hospitalar, “o Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental, como qualquer outro, não poderá funcionar sem um elemento médico”, resposta do gabinete de comunicação do CHO às perguntas do JORNAL DAS CALDAS.

Sem resposta ficou a pergunta sobre a posição do CHO a um possível acordo com o Serviço de Psiquiatria de Santa Maria. Segundo a administração do CHO, cabe à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), “a entidade que gere a rede de referenciação dos utentes e a articulação entre os serviços prestadores de cuidados de saúde, encontrar uma solução que permita dar resposta às necessidades dos utentes seguidos pelo Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do CHO”.

Informou ainda que se encontra a decorrer um concurso, aberto “a 22 de julho de 2014, com uma vaga para contratação de um médico da especialidade de Psiquiatria cuja primeira vogal de júri era a Dr.ª Paula Carvalho, motivo pelo qual ficámos surpreendidos com o pedido de exoneração da mesma”, diz a nota, acrescentando que “encontra-se a aguardar publicação um concurso que atribui ao CHO mais duas vagas para médico psiquiatra. Assim sendo, havendo médicos interessados em concorrer, a questão dos médicos deste serviço ficará ultrapassada, podendo o mesmo retomar a atividade”.

Diz ainda a administração que “é do interesse do CHO continuar a prestar cuidados de proximidade aos utentes na área da Psiquiatria e Saúde Mental, pelo que tem sido solicitado, junto da tutela, a abertura de vagas para assistente hospitalar de Psiquiatria”, lembrando que nos últimos dois anos oCHO abriu três vagas para médico psiquiatra, sendo que nenhuma delas ficou preenchida.

Segundo informação apurada pelo JORNAL DAS CALDAS, o Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria está aberto a uma parceria, caso o CHO não consiga psiquiatras através do concurso. No entanto, aguarda que o CHO ou que a ARSLVT agende uma reunião para falarem sobre a questão que poderá ser uma solução para o problema que está a ser tema de discussão de algumas forças políticas locais, que estão preocupadas com o encerramento de um serviço crucial no hospital caldense.

Paula Carvalho, psiquiatra do Hospital das Caldas há cerca de 20 anos, pediu a sua exoneração da administração pública depois do XV seminário do Núcleo de Intervenção na Área da Saúde Mental, que decorreu no dia 17 de outubro, onde à comunicação social local mostrou na altura o seu descontentamento com a falta de médicos psiquiatras, afirmando que a lista de espera para consultas “já não é vergonhosa”, mas sim “pornográfica”.

Depois do seminário a psiquiatra referiu à imprensa que tendo em conta a população do Oeste, “o CHO devia ter dez psiquiatras, mas só possui um a tempo inteiro e outro a meio tempo”. No seminário, Paula Carvalho também defendeu que “caso não consigam psiquiatras através do concurso, deverão ser feitos protocolos com os hospitais de Santa Maria ou Júlio de Matos para que profissionais possam vir fazer serviço às Caldas”.

Numa altura em que o número de casos de suicídio tem vindo a aumentar, a falta de profissionais e a necessidade de aumentar a ajuda especializada levou Paula Carvalho a desvincular-se da função pública.

Contatada pelo JORNAL DAS CALDAS, Paula Carvalho não quis fazer comentários sobre o seu pedido de exoneração, revelando que a sua única preocupação é “a resolução do problema ,que não pode continuar como está”.

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