Q

Previsão do tempo

18° C
  • Thursday 20° C
  • Friday 21° C
  • Saturday 19° C
18° C
  • Thursday 20° C
  • Friday 22° C
  • Saturday 19° C
19° C
  • Thursday 22° C
  • Friday 23° C
  • Saturday 20° C

Vereadores do PS na Câmara das Caldas abstêm-se na aprovação do orçamento para 2015

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Pela primeira vez em muitos anos, os vereadores do partido socialista abstiveram-se na deliberação referente à aprovação do orçamento da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. “Representa um progresso assinalável em relação a orçamentos anteriores. Durante muitos mandatos, o orçamento constituiu um exercício de anomalias várias de que se destacava sempre a sobreorçamentação de rubricas que se sabia servirem apenas para conveniências contabilísticas escondidas, nomeadamente, a aquisição de imóveis, normalmente dotada de vários milhões de euros e que constituía uma espécie de saco financeiro virtual que os vereadores do partido socialista sempre condenaram e recusaram sempre aprovar”, explicam.

Para 2015, “embora pareça, o orçamento da Câmara Municipal das Caldas da Rainha não é, no global, menor, do que em anos anteriores. Submete-se, isso sim, a uma idoneidade contabilística capital que há muito era reclamada pelos vereadores do partido socialista, eliminando verbas fantasma com vista a encobrir uma gestão imprópria dos dinheiros públicos”.

No entender dos autarcas, “este orçamento, corajosamente, devolve credibilidade a um documento essencial, para que se perceba o que os políticos andam a fazer com o dinheiro dos cidadãos. Este orçamento corrige erros crassos do passado”.

Os vereadores do partido socialista revelam que, por sua sugestão, foram “corrigidas numerosas lacunas”. “Foi assim que introduzimos rubricas novas e outras que haviam desaparecido do orçamento como a construção de novos parques e jardins; a formação de trabalhadores das ETARs que nos revelaram ter tido formação apenas nos anos setenta do século passado; a reabilitação de zonas carenciadas do bairro das morenas, nomeadamente visando a construção de um parque comunitário e requalificação de espaços adjacentes, colocando um ponto final nas casas pré fabricadas propriedade da Câmara onde vivem famílias em condições inadmissíveis; abertura de rubrica para a instalação do Museu Joaquim Alves; a orçamentação de aquisição de património artístico e arqueológico que correm risco de desaparecimento como azulejaria da madame Staal; a orçamentação para a aquisição do moinho de madeira do Zambujal, Alvorninha, único na região; a orçamentação de conversão de luminárias para iluminação pública inteligente e contemporânea; a inclusão de rubrica orçamental para a criação de um parque urbano na entrada poente das Caldas da Rainha; a ampliação de 35 para 45 bolsas de estudo para alunos do ensino superior; a integração orçamentada de um plano de estratégia para as Caldas da Rainha que se articule com outros estudos que estão a ser executados; a manutenção do propósito de construção das variantes para Santa Catarina e para a Benedita; abertura de rubrica para a reativação da elaboração da carta cultural concelhia; ampliação dos benefícios para o Cartão Municipal do Idoso”, indicam.

Contudo, os socialistas não deram o seu voto favorável, devido a certas situações: “O fraco desempenho do fundo de emergência social continua sem perspetiva de propagação, dando-se a entender que o problema reside nas associações que não recorrem a este fundo de 150 mil euros e que conhece um exercício de 47 mil, como se cem mil euros de apoios sociais não fizessem falta a ninguém neste momento. É penoso ver tantos caldenses a sofrer na pele os efeitos de uma crise inédita na nossa geração e haver dinheiro disponível para os ajudar que este executivo retém fechado a sete chaves num cofre orçamental; Serviços veterinários municipais a laborar em absoluta ilegalidade; A conclusão do traçado da circular interna das Caldas da Rainha não constitui prioridade; Nenhum plano concretizador para diminuir o consumo de combustíveis fósseis; Nenhuma rubrica orçamental se orienta especificamente para o apoio a estruturas de criação de empresas e de emprego; De 2013 para 2015, o orçamento para a cultura recuou em cerca de um milhão de euros; Aceitar que a câmara continue a obrigar os caldenses a pagar impostos escusadamente mais altos, nomeadamente na retenção de irs, para pagar os encargos de um património termal que não está nas mãos da câmara”.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Últimas

Artigos Relacionados

Innovation Makers finalista dos Prémios Heróis Pme

A Yunit Consulting, consultora portuguesa que tem como missão “fazer grandes as PME”, divulgou as empresas finalistas da 6ª edição dos Prémios Heróis PME, eleitas por votação do público.

Janela Digital distinguida

Pelo segundo ano consecutivo, a empresa Janela Digital, sediada no Parque Tecnológico de Óbidos e dedicada a soluções tecnológicas para o mercado imobiliário, foi distinguida na categoria de comunicação com o Estatuto Inovadora COTEC 2024.

Evento solidário com o Brasil

O evento solidário Arraiá Brasil, em prol das vítimas de inundações de Rio Grande do Sul, vai ter lugar no dia 6 de julho, às 18h00, na associação Areco, no Coto.

arraial