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Presidente da Câmara não quer ambulâncias a passarem na Praça da Fruta

Francisco Gomes

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Na reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha realizada no passado dia 30, o munícipe José Rafael Nascimento fez uma intervenção no período aberto ao público onde apontou a existência de problemas de pavimentação de ruas e passeios, escoamento de águas pluviais, circulação e estacionamento, recolha de lixos, entre outros, defendendo que é preciso “reestruturar os serviços municipais, para uma intervenção eficaz”. Considerou também urgente “desenvolver campanhas de sensibilização sócio-ambiental, com vista a reforçar a consciência cívica”. Tinta Ferreira admitiu ser necessária “uma grande intervenção ao nível do saneamento, melhorar o sistema de recolha de lixo”, sublinhando que foram gastos “mais de dois milhões de euros em alcatroamentos e reparação de vias”. “Não temos uma receita muito significativa, por uma opção de termos impostos baixos”, indicou o presidente da Câmara.
Primeira reunião após as férias de verão

Sobre os recursos humanos, revelou que “não é possível fazer uma grande reestruturação se não se pode contratar pessoas”. “Estivemos três anos a reduzir o número de funcionários”, referiu. Contudo, sustentou que “temos uma qualidade de serviços razoável”, anunciando que no âmbito do programa de modernização administrativa vai ser criado um balcão único de atendimento, “em que 80% dos assuntos vão ser tratados no rés do chão [da Câmara], garantindo maior eficácia”.

“Estamos a tomar iniciativas para promover a cidadania ambiental”, indicou, dando como exemplo o investimento para melhorar as condições de visitação do Paul de Tornada, espaço ecológico educativo. Revelou igualmente que vai ser implementada a ideia do CDS de fazer recolha de lixo porta a porta e vão ser instalados postes de luz com leds.

Na sequência de uma intervenção da munícipe Margarida Varela, o presidente da Câmara afirmou que já pediu às corporações de bombeiros, empresas privadas de ambulâncias e ao Centro Hospitalar do Oeste para que não passem na Praça da Fruta, por não haver espaço para os carros encostarem e darem passagem em situações de emergência, tal como na Rua Heróis da Grande Guerra, onde há a agravante dos autocarros do Toma provocarem filas, por causa da paragem junto ao Pingo Doce.

“Eu irrito-me na Praça da Fruta quando estou lá e vejo passar uma ambulância, por causa do tempo que vão perder e a confusão que vão prejudicar”, disse o edil.

O munícipe Carlos Moio questionou acerca das características dos bancos na Praça da Fruta, que têm merecido críticas. “Estamos a respeitar o que está em projeto e que foi aprovado”, sublinhou Tinta Ferreira.

Deputados criticam e elogiam

No ponto de intervenção dos partidos, José Carlos Abegão, do PS, lamentou a inexistência de panfletos turísticos das Caldas da Rainha. Tânia Galeão, do PSD, elogiou a autorização do Governo dada à Refer para avançar com projetos de investimento e estudos de modernização da Linha do Oeste, e Luísa Barbosa, do PS, abordou a despromoção do Tribunal das Caldas da Rainha na sequência da reorganização judiciária.

Jaime Neto, do PS, questionou se a Câmara não estará “em sérios riscos de perder comparticipação comunitária nas obras de regeneração urbana, que estavam previstas serem executadas em 36 meses e já vão em 61 meses”.

João Diniz, do CDS-PP, manifestou que “as expectativas colocadas na reabertura do hospital termal estão demasiado elevadas”, referindo-se ao relatório técnico da Frasa, que aponta para 640 aquistas/mês. “Não é suficiente este impacto para produzir a inversão na curva descendente em que entrou a economia local”, considerou, para defender “um plano e política de crescimento”.

O deputado elogiou o compromisso assumido pela Câmara em apoiar a publicação de um livro de Cristina Ramos e Horta sobre Manuel Mafra, e propôs que a autarquia crie uma livraria especializada em cerâmica, institua um prémio literário anual destinado a trabalhos de divulgação da cerâmica caldense e que seja criada uma comissão na Assembleia Municipal que em seis meses apresente iniciativas de valorização do património cerâmico da cidade. A proposta vai ser analisada por uma comissão de deputados.

António Cipriano, do PSD, fez o balanço de um ano de atividade autárquica, com Tinta Ferreira na presidência. “Foi um ano em que se fez muita coisa, desde logo resolver pequenas questões, como a ‘overdose’ de grafitis, as obras de requalificação da cidade para tirar cidade mais atrativa, a decisão de pegar em mãos o termalismo e muitas iniciativas que trouxeram turistas à cidade”, vincou.

Edgar Ximenes, do MVC, apontou “dois momentos felizes” neste ano de mandato: “O empenhamento das forças políticas e autárquicas nas comemorações dos 40 anos do 25 de abril e a simulação de uma assembleia municipal de jovens estudantes”.

Vítor Fernandes, do PCP, interrogou se já existe entendimento entre Câmara e o Centro Hospitalar para resolver o problema de trânsito e de imagem no Largo Termal. Abordou depois a situação das instalações da fábrica Bordalo Pinheiro adquiridas pela Câmara por 900 mil euros para criar a “Casa dos Ceramistas” e que se encontram “vandalizadas e sujas”, como foi noticiado na semana passada pelo JORNAL DAS CALDAS.

“Chuvas contribuíram para o atraso nas obras”

Em resposta às diversas questões, o presidente da Câmara revelou que o Espaço de Turismo que está a ser construído teve a contrariedade do empreiteiro se encontrar “num programa especial de recuperação”, mas quando estiver concluído permitirá “acompanhar os turistas”.

Sobre a Linha do Oeste, mostrou-se igualmente satisfeito com o anúncio de projetos de investimento e estudos de modernização da Linha do Oeste, defendendo, no entanto, que “deviam prever a ligação direta a Lisboa e têm de continuar para Norte”.

No que se refere aos atrasos nas obras de regeneração urbana, reconheceu que houve “elementos externos”, como “as chuvas que contribuíram para o atraso”. “Na praça 25 de abril o problema foi também o cadastro, porque as plantas que tínhamos não correspondiam ao que estava feito no subsolo como as infraestruturas de gás e teve de se estudar e fazer projetos. Na praça da fruta houve otimismo no prazo da calçada”, descreveu. A situação das Caldas da Rainha “não é diferente das obras noutros locais e até estou satisfeito com o rimo das obras”, afirmou.

Quanto às termas, fez notar que “não é o maná que vai resolver o problema da vida das pessoas, mesmo que voltem a ser o que foram no passado”. De qualquer forma, sustentou, “não passará a ser exclusivamente uma cidade termal, mas uma cidade com termas, porque temos uma diversidade económica que vai para além da atividade termal”.

“Mas as termas podem-nos por melhor”, sublinhou, chamando a atenção para o facto do estudo da Frasa se cingir à fase de reabertura do Hospital Termal e não à sua evolução posterior.

As obras no Largo Termal serão feitas após a conclusão das intervenções na Rua de Camões e Largo da Rainha. Serão colocados pins retrácteis que vão permitir a entrada de ambulâncias para levar doentes para as Termas e que vão impedir a continuação do estacionamento.

Tinta Ferreira aproveitou para anunciar que deverá ocorrer este mês a assinatura do contrato para as dragagens na Lagoa de Óbidos e que está a ser aberto concurso para a requalificação das margens, da avenida e cais na Foz do Arelho.

No que diz respeito às instalações da Bordalo Pinheiro adquiridas pela autarquia, revelou que, em conjunto com a empresa proprietária da fábrica, com o acompanhamento da secretaria de Estado da Cultura, está a trabalhar-se na elaboração de um projeto de alargamento do Museu da Cerâmica para aquela zona, com uma ponte. “Já pusemos cadeados, mas são rebentados. Já pedimos à polícia para lá ir e o que há de mais valioso e importante já recolhemos”, referiu.

A Assembleia Municipal aprovou a classificação de interesse público municipal a ampliação de um lar de idosos em A-dos-Francos, numa área agroflorestal, e o nome de José António como comandante operacional municipal da Proteção Civil.

Foram igualmente aprovados os protocolos com Alvorninha, Carvalhal Benfeito e Vidais para fornecimento de refeições escolares a alunos do pré-escolar e 1º ciclo.

A presidente da Junta de Freguesia de Carvalhal Benfeito, Maria João Querido, descreveu que a qualidade está assegurada pelo “acompanhamento de uma nutricionista que elabora as ementas, em função das idades, confecionadas em cozinha própria no jardim de infância, da empresa que faz controlo da higiene e segurança e condições alimentares, dá postos de trabalho a seis funcionárias e permite refeições frescas”. “Pode ser um pouco mais caro, mas a gestão é rigorosa”, indicou.

As refeições são feitas em associações sociais nas freguesias.

“As empresas de catering só têm servido para convidar os alunos a saírem das escolas e alimentarem-se nos cafés à volta da escola”, lamentou Edgar Ximenes, elogiando o serviço assegurado nas freguesias.

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