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Nova escola inaugurada em Óbidos

Marlene Sousa

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O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, disse no passado domingo, na inauguração da Nova Josefa, que Óbidos está à frente na educação, que é um exemplo para o país pelo fato da “Autarquia ser o motor do programa Aproximar a Educação (PAE)”, e que “pretende alargar para este parque escolar do futuro que é cada vez menos e gostaria que fosse muitíssimo menos, uma escola da 5 de Outubro (Ministério de Educação) para ser cada vez mais uma escola das populações locais”.
Dois ministros, Nuno Crato e Poiares Maduro, inauguraram a nova escola em Óbidos

“Passámos momentos de grande crise económica financeira e agora estamos num momento que podemos mudar as coisas a começar por dar mais autonomia às escolas, mais participação das Câmaras, mais participação dos pais”, afirmou Nuno Crato, que defende o PAE, que tem como objetivo selecionar um grupo de autarquias que possa começar o projeto de descentralização na área da educação.

Nuno Crato respondia a Telmo Faria, presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, que no seu discurso pediu ao ministro para “ter a coragem de descentralizar na área da educação”. “Como é que nós vamos ter pais confiantes na escola pública se cada vez que se queixam ou falam não conseguem ter soluções à medida e organizadas para poderem fazer a intervenção e dizem-lhes que é com o 5 de Outubro”, sublinhou, o ex-presidente da Câmara de Óbidos.

Para o ministro da Educação e Ciência, tudo o que a Autarquia de Óbidos fez em prol da educação “é algo que está instituído na lei, porque nós demos mais autonomia curricular às escolas que pode ir até à decisão de 25% do currículo”.

O ministro destacou o empenho do presidente da Câmara de Óbidos que avançou este ano letivo com o projeto-piloto de Escola Municipal, sublinhando que o que fez na área da educação é “correto” e que por vezes “era feito sem um grande diálogo com alguns dos agentes”. Deu luz verde à Câmara e pediu que “façam cada vez mais porque está na lei e está naquilo que nós instituímos como autonomia das escolas e que nós gostaríamos que ainda fosse muito mais longe”.

Nuno Crato destacou ainda o fato da Autarquia de Óbidos ter transformado “as vinte e tal escolinhas em três complexos escolares”, reforçando que a concentração das escolas “dá outras possibilidades aos alunos”. ”A construção destas novas escolas está a anos-luz daquelas pequenas escolinhas”, frisou o governante, elogiando ainda a forma como a Nova Josefa está organizada no que toca aos anos escolares. “Esta escola junta 3.º ciclo e secundário, o que não é muito comum”, explicou, acrescentando que “é assim que deve ser e Óbidos, mais uma vez, esteve à frente”. Com os 12 anos de escolaridade obrigatória, Óbidos junta nos complexos escolares os 6 primeiros anos, sendo a Nova Josefa responsável por lecionar do 7.º ao 12.º ano.

O ministro, que falava na inauguração da nova escola básica e secundária Josefa de Óbidos, que inaugurou a 7 de setembro, conjuntamente com Poiares Maduro, ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, adiantou ainda que “Óbidos está à frente também numa série de ofertas profissionais e vocacionais, em conjunto com empresas locais e com o Parque Tecnológico”.

Humberto Marques quer acordo com Governo para Escola Municipal

O presidente da Câmara de Óbidos também pediu aos governantes uma mudança na área da educação afirmando que iniciou “este mandato com uma pretensão clara junto do Governo para darmos sequência ao investimento que temos vindo a fazer e em que acreditamos muito”, havendo “mais razões para acreditar que estamos próximos de chegar a um acordo com o Governo para continuarmos este longo caminho de construção da escola do futuro”.

“Apesar de sentirmos que estamos próximos de um acordo, não deixámos de apresentar, já para o próximo ano letivo, um conjunto de novas ofertas educativas”, explicou Humberto Marques, fazendo referência a toda a nova oferta educativa que Óbidos tem este ano, paralelamente ao currículo nacional.

O presidente da Câmara explicou ainda que, desde 2004, foram investidos mais de 25 milhões de euros “no hardware”, ou seja, nas infraestruturas, e 17 milhões de euros no “software”, ou seja, em todos os programas municipais de apoio à Educação. “Fizemos e continuaremos a fazer este investimento conscientes que educar é preparar as futuras gerações para desafios, cujo conteúdo pouco se conhece e padrões de vida diferentes daqueles que vivemos, fomentando uma inteligência emocional e criativa, apostando numa cidadania menos dramática e mais ativa, participada e responsável”, sublinhou Humberto Marques.

José Manuel Nascimento realçou o envolvimento do Município na construção do modelo educativo para o concelho, onde “as pessoas estão no centro”. O presidente da Comissão Administrativa Provisória entende que “a escola tem envolver toda a comunidade”.

Uma ideia partilhada por Telmo Faria, que destacou “o investimento forte” que começou a ser feito há 10 anos. “Agora é olhar para a frente, com calma, e fazer o futuro todos os dias”, afirmou o ex-presidente da autarquia, orgulhoso de “ter trazido as pessoas a discutir a Educação”. “Acredito que passaremos a ter mais participação de todos na construção da escola pública”, declarou.

O Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional também elogiou todo o processo feito em Óbidos e a Nova Josefa. “É uma escola magnífica pelo edifício, mas também por ser uma escola feita por aqueles que a habitam e isso é, em última análise, o mais importante”, declarou o ministro-adjunto, garantindo que este governo “continuará a apostar no capital humano”. “A nossa competitividade depende do nosso capital humano e Portugal tem melhorado muito nessa questão”, explicou o governante, acrescentando que “a prioridade no próximo ciclo de fundos [comunitários] vai mais para as competências, para o investimento na área imaterial”.

A nova escola Josefa de Óbidos custou quase 7 milhões de euros, dos quais 5,8 milhões financiados pelo QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e 1,2 milhões pelo Ministério da Educação, e demorou cerca de dois anos a ser construída.

Marlene Sousa

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