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“Pontos de Vista” analisa resultados das eleições europeias e as consequências na vida dos partidos

Francisco Gomes

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Os resultados das eleições europeias e as consequências na vida dos partidos em Portugal foi o tema abordado na última emissão de Pontos de Vista, parceria Mais Oeste Rádio/Jornal das Caldas. António Cipriano, do PSD, começou por considerar que “a Aliança Portugal perder por três pontos percentuais, tendo em conta as condicionantes que existiam no país, mostra que os portugueses podem não estar muito satisfeitos com algumas políticas do Governo mas que acham que o PS não é alternativa”. “Se houvesse legislativas neste momento, haveria quase um empate técnico. Os portugueses já compreenderam que o PSD está a fazer esta política pela herança deixada pelo eng. Sócrates. Aliás, tenho ideia de que o resultado do PS se deve também à campanha no último dia do eng. Sócrates, e as pessoas não votaram em massa no PS porque afinal o partido continua a defender aqueles que foram responsáveis pelo estado do país”, manifestou.
José Carlos Abegão, do PS, António Cipriano, do PSD, Emanuel Pontes, do MVC, Rui Gonçalves, do CDS-PP, José Carlos Faria, da CDU, e Alexandre Cunha, do BE

“Acho estranho que o dr. António Costa queira agora puxar o tapete ao dr. António José Seguro. Não lhe fica bem”, comentou António Cipriano.

Emanuel Pontes, do MVC, declarou que “o que se discutiu foi tudo menos europeias, pareciam eleições para o país, e os partidos não fizeram o trabalho de casa em combater a abstenção”.

Sobre a agitação interna no PS, com a luta pela liderança entre António José Seguro e António Costa, o independente fez uma comparação: “Uma empresa pode ter um bom gestor, mas precisar de um melhor”.

“O António Costa é um líder com carisma e mais temível e faz bem em avançar agora, porque é o timing certo, e se eu não estivesse ligado ao MVC até era capaz de apoiá-lo”, admitiu.

José Carlos Abegão, do PS, disse ter “dificuldades em entender” as movimentações no seu partido após as eleições europeias. E estranhou: “O PS fez mais pontos que os outros, mas mesmo assim há quem entenda que perdeu”.

“Passos Coelho teve o pior resultado de sempre do PSD”, sustentou. Sobre a disputa interna no PS, José Carlos Abegão interrogou: “O António Seguro teve à frente do PS duas vitórias (autárquicas e europeias). Então vamos mandar embora quem ganha? Que falta de ética é esta do dr. António Costa? É de um oportunismo extremo. Indivíduos destes não são socialistas, mas oportunistas”.

Rui Gonçalves, do CDS-PP, apontou que “não há dúvida que o PS ganhou, mas quem tentou fazer uma leitura nacional do que seriam os resultados também foi o PS e saiu-lhe o tiro pela culatra, porque a diferença é pequena no período mais difícil da governação. Agora que o pior já passou, porque a troika foi-se embora e uma série de constrangimentos deixa de existir, e isso causa problemas ao PS, porque se fossem legislativas levaria a que o PSD e PS se unissem num Bloco Central para governar o país”.

No seu entender, António Costa entra em cena porque “sabe que não tem muito tempo para se afirmar até às eleições legistativas”.

“O fato de Sócrates ter entrado na campanha no último trouxe consequências ao PS”, considerou.

José Carlos Faria, da CDU, destacou “o fenómeno da abstenção”, mostrando-se satisfeito com os resultados do seu partido. “Isto tem por detrás um trabalho contínuo dos eurodeputados da CDU”, frisou.

Sobre a divergência no PS, manifestou que “o dr. António Costa transformou a maior derrota eleitoral de sempre da direita numa quase vitória”.

Alexandre Cunha, do BE, afirmou que o seu partido “não conseguiu angariar o voto de descontentamento, que desta vez aconteceu noutras forças, como por exemplo, no Marinho e Pinto, do MPT. Como forma de protesto as pessoas votaram na pessoa, que é populista”.

Em relação à questão interna no PS, comentou que “é oportunismo de António Costa”. “Mas até acho que é melhor do que Seguro e que poderá ajudar a democracia a ter melhores resultados”, acrescentou.

Francisco Gomes

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