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A escadaria da Câmara está mais perto que a escadaria de S. Bento

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Entrei na política autárquica porque acredito no poder local. Esta minha crença é tanto maior quanto menor é a confiança que tenho no estado central. Na celebração das conquistas de abril, o poder autárquico tende a ser relegado para segundo plano, mas, afinal, é nele que reside uma das maiores virtudes do sistema político que resultou da revolução. Há autarquias governadas por cidadãos, democraticamente eleitos, que representam todo o espetro político partidário, à esquerda, à direita, ao centro e até mesmo independentes! Coisa difícil de conseguir ao nível do governo do país.

Um primeiro-ministro pode ser vaiado e limitar-se a sorrir diplomaticamente para a multidão. Tal comportamento seria catastrófico para quem pretendesse ser eleito (ou reeleito) como presidente de câmara. A razão é que, neste último caso, as pessoas, logo, os eleitores, estão muito mais próximos.

Seria de esperar que, devido a esta relação de proximidade com as pessoas e os seus problemas reais, a ação política autárquica fosse tendencialmente menos ideológica e mais pragmática. Infelizmente, não é isso que muitas vezes acontece. Com demasiada frequência, os vícios da governação do país tendem a reproduzir-se ao nível das autarquias, seja no exercício do poder, seja no comportamento da oposição tradicional. Quando assim é, os cidadãos deixam de fazer distinção entre estado central e autarquias, para o melhor e, sobretudo, para o pior.

Não foi a ideologia, foi a experiência que me levou a confiar cada vez menos no estado e, consequentemente, a depositar cada vez mais esperança no poder local. Os bens públicos não são um exclusivo do estado central, assim como a gestão autárquica não é mais do que uma forma específica de administrar a coisa pública. Por isso, quando se trata de defender o bem comum, não vejo qualquer vantagem em depender do governo central para resolver problemas de âmbito local. Do estado, devíamos esperar meios, se não os tem, então que não imponha condições, que não complique mais do que tem feito até agora.

Tudo o que acabo de dizer tem tradução imediata na atual situação das Caldas da Rainha. Provavelmente, ao longo da sua longa história, as Caldas da Rainha nunca estiveram tão nas “mãos” dos caldenses como estão agora.

Nada está decidido (pelo menos formalmente), mas, como é do domínio público, está em vias de ser concessionada à autarquia a exploração das águas e do Hospital Termal, assim como da maioria do património da mata e do parque. Se tal vier a concretizar-se, os caldenses ficam com a enorme responsabilidade de, pela primeira vez, tomar conta da sua própria história.

É bom? Não sei. É perigoso? É. Há alternativa? Sinceramente, acho que não!

A única certeza que tenho é a de que a escadaria da Câmara está mais perto que a escadaria de S. Bento… Não se esqueça disto Senhor Presidente da Câmara de Caldas da Rainha!

Edgar Ximenes

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