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“Pontos de Vista” discute largadas de touros no Parque

Francisco Gomes

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O programa “Pontos de Vista”, na Mais Oeste Rádio, em parceria com o JORNAL DAS CALDAS, analisou a pertinência das três largadas de touros no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, entre 16 e 18 de maio, no âmbito do evento “Oeste Lusitano”, que estão a ser contestadas nas redes sociais. Embora os cibernautas não se mostrem contra a Feira do Cavalo, defendem haver outros locais mais apropriados e que não ponham em causa o ambiente.
António Cipriano, PSD

Outros defendem a iniciativa, fazendo notar que é um evento que trará bastantes visitantes e movimento à cidade, e sustentando que se houver estragos deverão ser reparados.

A iniciativa tem o apoio da Câmara Municipal e depois deste debate realizou-se uma conferência de imprensa onde a organização garantiu que tudo será regularizado após o fim do evento.

Emanuel Pontes, do MVC, comentou que “o local é condizente com a iniciativa da Feira do Cavalo, mas em relação à largada de touros é uma infeliz ideia ser naquela zona. Qualquer dia podemos ter um circo ou uma corrida de kartcross no parque. Na Praça de Touros seria mais apropriado”.

“Não se percebem os critérios. Determinadas associações conseguem fazer iniciativas dentro do parque e outras não”, apontou.

“Fazer buracos e realizar infraestruturas, era desnecessário, vamos ter retorno financeiro? Porquê concentrar tudo no mesmo sítio? Podemos criar em espaços diferentes para haver dispersão e circulação de pessoas, mas vão concentrar tudo no parque”, referiu, defendendo que “a organização devia antecipadamente ter prestado informação sobre a intervenção no local”.

António Cipriano, do PSD, afirmou que “muitas vezes critica-se a Camara por não fazer eventos. Agora há aqui uma iniciativa bastante interessante que vai trazer pessoas à cidade e não faz sentido estar a criticar”.

“Nos anos 80 e 90 existiam as feiras da fruta e da cerâmica e as pessoas pisavam a relva e as flores, mas o parque é para ter vivência, não é só para os patos ou pombos. Temos de aproveitar o parque, onde se pode fazer múltiplos eventos, por isso é excelente a ideia de voltar a fazer as feiras no parque. A largada de touros implica montar estruturas amovíveis, quando terminar, tem se de recuperar o espaço”, sustentou.

José Carlos Abegão, do PS, manifestou que “Caldas precisa de eventos e sou a favor deste, mas completamente contra ser no parque, porque não é o local ideal para os touros”.

“O parque é de uma riqueza biológica e botânica extraordinária, existe uma diversidade, e se vamos para lá pôr uma largada de touros, onde as pessoas têm tendência para fugir, vão passar por cima de canteiros de flores que não podem ser repostas porque são únicas. Sou a favor da feira da cerâmica naquele local, porque uma coisa é atravessar um bocado de relva”, disse.

Rui Gonçalves, do CDS-PP, declarou que “foi uma mentalidade proibicionista e fundamentalista que matou as feiras da fruta e da cerâmica nas Caldas, porque era o habitat natural das feiras”.

“Queremos do parque uma vaca sagrada onde ninguém mexe e ninguém toca e é uma reserva natural ou coisa parecida, ou queremos utilizar o parque? As coisas têm de ser utilizadas porque senão estragam-se pela sua inutilização”, argumentou.

“Se me disserem que é o lugar ideal, não é, não me passava pela cabeça fazer lá, mas está inserido num todo, se fosse na praça de touros ninguém ia, porque dispersava as pessoas. O que é preciso é repor a normalidade quando terminar. Estamos a falar de um grande evento e as pessoas da organização sabem que toda a gente vai estar atenta e não acredito que fossem degradar coisas que não fossem repostas”, sublinhou.

“Que canteiros é que existem neste momento no parque? Só em frente ao museu, porque ao longo dos anos foram deixando de existir”, fez notar.

José Carlos Faria, da CDU, questionou: “Se a feira da fruta e da cerâmica foram obrigadas a sair de lá, como é que se permite agora esta situação?”

“O Teatro da Rainha já representou no parque e houve sempre problemas e condições de restrição e até fomos impedidos de fazer a representação na zona do antigo salão ibéria e na ilha do lago…fazendo a comparação com a largada de touros…”, comentou.

“As largadas de touros são tradicionalmente feitas no perímetro urbano. Por exemplo, podia ser na avenida junto ao antigo armazém da Moviflor. Agora no parque o tipo de montagem de infraestruturas não é assim tão leve quanto isso, são buracos com alguma dimensão consolidados com cimento”, indicou.

Francisco Gomes

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