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Para além da linha ferroviária do Oeste

Relatório do Governo aposta em duas obras rodoviárias na região

Francisco Gomes

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O Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado – GT IEVA, constituído por despacho do gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações para elaborar um relatório de priorização de investimentos para consolidação e desenvolvimento de infraestruturas de transportes, para além de apontar como prioritária uma intervenção na linha ferroviária do Oeste, também aponta dois projetos de melhoria rodoviária na região Oeste.
Os projetos pretendem ser alternativas às ligações existentes, por vezes em mau estado

Para o GT IEVA, o projeto de modernização da linha do Oeste “potenciará o reforço da competitividade do setor ferroviário ao nível metropolitano e regional, através da melhoria das condições de mobilidade de mercadorias e pessoas ao longo da região do Oeste e do aumento da sua integração na rede ferroviária nacional por via de melhores ligações ao restante território nacional e a Espanha, aos portos de Lisboa e Figueira da Foz, às principais indústrias e à região da Grande Lisboa”.

“Este projeto consistirá numa alternativa à linha do Norte, contribuindo para a melhoria do atual modelo de exploração, através do aumento das velocidades comerciais (substituição da tração térmica por tração elétrica) e do aumento de capacidade da infraestrutura. Permitirá estruturar a frota de material diesel da CP, incrementar a produtividade dos meios operacionais e potenciar economias de escala (sinergias criadas entre os parques de material e na gestão dos recursos humanos)”, sustenta.

O projeto compreende intervenções (incluindo eletrificação) entre Meleças e o Louriçal, nos sistemas de sinalização e telecomunicações até à Figueira da Foz e a criação de desvios ativos e de pontos de cruzamento na linha do Oeste e no ramal de Alfarelos de forma a assegurar a circulação de comboios de mercadorias com comprimento de 750 metros. Compreende ainda a eletrificação dos Ramais Privados da Secil (Pataias e Martingança) e do Ramalhal – Valouro, num investimento de 135 milhões de euros, com potencial de cofinanciamento comunitário de 80%.

“Este investimento permitirá reduzir os tempos de percurso e aumentar o conforto para os passageiros, reforçando as condições de segurança da circulação ferroviária. Como tal, apresenta um potencial moderado de captação de tráfego, sendo de destacar ao nível da dimensão de intermodalidade os seguintes principais aspetos: Ao nível do transporte de mercadorias, potencia a melhoria de ligações consideradas insuficientes aos portos de Lisboa e Figueira da Foz e às principais indústrias localizadas ao longo deste eixo ferroviário; Ao nível do transporte de passageiros, potencia a melhoria de ligações consideradas insuficientes a núcleos urbanos densos, interfaces e equipamentos públicos, serviços e indústria localizados ao longo deste eixo ferroviário”, descreve o relatório.

No eixo rodoviário, o relatório aponta dois projetos a desenvolver na região. O primeiro é o IC11 entre Peniche e Torres Vedras. Este projeto compreende uma extensão de 24 km. O desenvolvimento deste corredor “irá contribuir para o aumento da oferta de acessibilidades na região Oeste, potenciando as ligações à zona industrial de Torres Vedras e ao porto de pesca de Peniche”.

O tráfego estimado é de seis mil veículos por dia. Prevê-se um investimento de 48 milhões de euros.

O outro projeto diz respeito ao IC2, entre o Carregado e Venda das Raparigas, na Benedita. Este projeto caracteriza-se por um corredor com uma orientação norte/sul, com o objetivo de servir os municípios de Vila Franca de Xira, Alenquer e Rio Maior.

Com uma extensão de 70 km, este corredor atualmente é assegurado pela EN1. O tráfego estimado é de 4800 veículos por dia. Prevê-se um investimento de 280 milhões de euros.

Todas as obras têm conclusão prevista após 2016 e antes do fim do quadro comunitário de apoio.

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